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1883-1931 |
Ensaísta,prosador,poeta, conferencista e pintor de origem libanesa.
Autor do- entre outros- livro "O profeta ", sua obra prima, lançado em 1923,
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"Vossos filhos não são vossos filhos.
São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.
Vêm através de vós, mas não de vós.
E embora vivam convosco, não vos pertencem.
Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos,
Porque eles têm seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;
Pois suas almas moram na mansão do amanhã,
Que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.
Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós,
Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.
Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas.
O arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a sua força
Para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe.
Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria:
Pois assim como ele ama a flecha que voa,
Ama também o arco que permanece estável."
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Era uma vez a Biblioteca Mario de Andrade (São Paulo-Sp),para onde voei num determinado fim de semana, com a finalidade de participar de palestra conjunta sobre orientação sexual.
Recebi quinze minutos de tempo, para explicar aos pais de homossexuais ali presentes, público alvo, o acolhimento e genuíno desapego com que recebi a notícia da saída do armário, (dada por ele mesmo) de meu amado filho gay.
Usei apenas o tempo que você gastou para ler aqui a reflexão de KGK em seu best seller, O PROFETA, momento necessário o suficiente para causar perplexidade e espanto.
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Gibran Khalil Gibran nasceu em Bsharri, no Mutassarifado do Monte Líbano, em 6 de janeiro de 1883.
Khalil Gibran, o pai do poeta, cujo nome a criança herdou como nome do meio segundo o costume árabe, era cobrador de impostos em Bisharri.
Considerado por alguns como "um dos homens fortes do lugar", era difícil de se conviver, e sua esposa e filhos o temiam.
A mãe, Kamileh Rahmeh era filha de um clérigo , tinha uma bela voz para cantar e era uma pessoa muito religiosa.
Casou com um de seu próprio clã, seu primo Hanna `Abd al-Salaam Rahmeh, que emigrou para o Brasil em busca de fortuna, mas morreu enquanto estava aqui ,deixando Kamileh com um filho Boutros (ou Peter).
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GIBRAN menino |
Tempos depois.a jovem viúva se casou com Khalil Gibran. Após o nascimento do filho Kahlil, chegaram duas filhas :Marianna em 1885 e Sultanah em 1887.A família ,cristã maronita, migrou para os Estados Unidos em 1895 .
Em Boston, aos 15 anos. ao se interessar por arte e cultura, foi enviado ao Libano para conhecer sua cultura natal.
EM 1910, Khalil voltou para Boston e logo mudou-se para Nova York, onde reúne em volta de si, diversos escritores libaneses e sírios, que formam uma academia literária, Ar-Rabita Al-Kalamia (A Liga Literária), que publicava duas revistas árabes: “As Artes” e “O Errante”.
A partir de 1918, começou a escrever em inglês, alcançando o sucesso com obras como O Profeta. (1923)
Na idade madura, Gibran ressaltou a importância de aceitar e abraçar as mudanças que vêm com o tempo, enxergando nessa fase da vida a oportunidade de crescimento espiritual e introspecção.
Para ele, a maturidade " é um momento de profunda reflexão sobre as escolhas feitas ao longo da existência e a busca por um maior entendimento de si mesmo e do mundo ao redor."
Quanto à morte, Gibran aborda esse tema com serenidade e resignação, considerando-a não como o fim definitivo, mas como parte essencial do ciclo da vida. Em suas palavras, a morte é vista como um retorno à fonte divina, um renascimento para uma nova dimensão de existência, onde a alma encontra paz e plenitude.
Assim, através de seus escritos, Gibran Khalil Gibran nos convida a refletiu sobre a passagem do tempo, a fragilidade da vida e a necessidade de cultivar valores mais profundos e espirituais que transcendem as limitações do corpo físico.
Sua visão poética e filosófica encara a idade madura e a morte com serenidade, gratidão e aceitação, enxergando nelas oportunidades de crescimento e transformação.
Vida pessoal
Ao longo da vida, Gibran teve vários relacionamentos amorosos significativos, mas o mais notável foi seu amor platônico por Mary Haskell, uma importante educadora e promotora de seu trabalho.
A relação entre Gibran e Mary Haskell foi caracterizada por sua profunda conexão intelectual e emocional.
Haskell apoiou e incentivou Gibran em sua carreira criativa, e sua influência se reflete em muitas de suas obras.
Apesar da proximidade, o relacionamento entre ambos nunca se desenvolveu em um romance físico, já que Gibran optou por permanecer solteiro e dedicado à sua arte.
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Na época de sua morte, 10 de abril de 1931, em Nova York, por cirrose e tuberculose incipiente em um pulmão, ele alcançara fama literária em "ambos os lados do Oceano Atlântico", e O Profeta já havia sido traduzido para alemão e francês.
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