Exu, 13 de dezembro de 1912
Ele foi uma espécie de carioca honorário, aqui morando no bairro de Jardim Candelária, na Rua Vereador Jansen Muller,zona norte do Rio,durante muitos anos.
Em 2009, na data do vigésimo aniversário da morte ,o Governador de São Paulo,José Serra, esteve em em Exu.
Visitou a fazenda onde o artista nasceu e.depois, foi ao parque Asa Branca,onde está o museu com o acervo do compositor e intérprete.
Palavras do então Governador Serra, que participou também de uma festa para mais de 200 mil pessoas em São Paulo,para marcar os vinte anos do desaparecimento do astro :”Luiz Gonzaga foi o artista que melhor soube interpretar a alma do povo da região.”
Em Recife, violeiros de toda parte chegaram ao Recife para continuar a festa, do jeito que Gonzaga gostaria.
Filho de Januário lavrador e sanfoneiro, desde criança se interessou pela sanfona de oito baixos do pai,que está lá na música "Luiz, respeita Januário".
Em 1930, ao servir o o exército como voluntário,para fugir de um amor que resolveram que era impossível , viajou pelo Brasil como corneteiro.
Dando baixa em 1939, fixou-se no Rio de Janeiro, com uma sanfona recém-comprada com as economias do soldo.
Começou a se apresentar em bares e mesmo na rua,tocando valsas,boleros e tangos.
Foi ao programa de calouros de Ary Barroso e tocou seu chamego "Vira e Mexe",ganhou o primeiro prêmio e elogios do apresentador-que dava medo aos participantes pela sua ranzinzice.
Descoberto o filão, Gonzagão passou a frequentar programas de rádio - substituindo ,inclusive, seu ídolo Antenógenes Silva e começou a compor.
A partir de 1943, começou a usar o traje típico de vaqueiro apresentando-se vestido a caráter como nordestino .
Seu maior sucesso, "Asa Branca",parceria com Humberto Teixeira), foi gravado em 1947 evem sendo regravado inúmeras vezes por diversos artistas até hoje.
Não há forró, desde a feira de São Cristóvão,no Rio, até o cantinho mais distante do país, em que você não ouça “Asa Branca”
A chegada da bossa nova fez com que Gonzaga se afastasse dos grandes centros e se direcionasse para o interior do Brasil,onde foi e é muito popular até hoje.
Voltou à cena quando Caetano Veloso,Gil, Geraldo Vandré e Milton Nascimento fizeram releituras de sua obra nos anos 70 e 80.














