Descrição
"Um alto arco torii vermelho marca a entrada da Liberdade, a região japonesa da cidade, onde as ruas são decoradas com lanternas.A história do bairro nos leva aos séculos 17 e 18, quando a região ainda era uma das mais isoladas de São Paulo.
Num Brasil recém-independente e marcado pela escravidão, o bairro foi primeiramente ocupado por ex-escravos que buscavam uma nova chance de reconstruir suas vidas .
A área se tornou conhecida como Bairro da Pólvora, devido à construção de armas e munições em 1754, o que garantiu sua notoriedade como ponto de comércio e construção militar.
De onde vem o “Liberdade” da praça?
"Em 1821, o soldado negro Francisco José das Chagas, de apelido Chaguinha, liderou uma revolução por melhores salários. Por ousar desafiar a coroa, acabou condenado a morrer na forca.
Marcada para o dia 20 de setembro do mesmo ano, a execução não ocorreu como esperado. Na primeira tentativa, a corda utilizada para o enforcamento arrebentou logo após a abertura do palanque. Minutos depois, em uma nova tentativa, outra corda se rompeu.
As quase 10 mil pessoas que estavam lá para assistir à execução pediram para que os soldados não prosseguissem com a missão de matar Chaguinha, temendo que as duas tentativas frustradas fossem um sinal divino.
Gritavam “liberdade, liberdade” a favor do jovem, que havia crescido na região, mas o clamor não foi suficiente.
Os carrascos fizeram uma nova tentativa, conseguindo, por fim, levar o enforcamento até o final.
Foram os gritos da população que originaram, em 1870, o nome da Praça da Liberdade e, consequentemente, do bairro.
Por fim, em 1887, ergueram no largo a capela Santa Cruz da Alma dos Enforcados, em memória a Chaguinha e a todos os outros que encontraram um fim naquela forca."
- Chegada de Imigrantes: A partir do início do século XX, imigrantes japoneses começaram a se estabelecer na região, principalmente na Rua Conde de Sarzedas, abrindo comércios e formando uma comunidade.
- Crescimento e Popularização: Nas décadas de 1970 e 1980, a comunidade asiática cresce , atraindo mais imigrantes e estimulando o desenvolvimento de um comércio especializado.
- Criação da Identidade: A ideia de criar um espaço com características orientais, como as lanternas vermelhas e a decoração temática, tomou forma, transformando a paisagem e atraindo turistas.
- Diversidade Cultural: Hoje, o bairro abriga uma rica mistura de culturas asiáticas, com restaurantes, lojas de produtos típicos, festivais e até a cultura pop (animes e mangás).
| Área | 3,7 km² |
| População | (76°) 66.056 hab. (2022) |
| Densidade | 156,38 hab/ha |
| Renda média | R$ 2.333,84 |
| IDH | 0,858 - muito elevado (46°) |
| Subprefeitura | Sé |
| Região Administrativa | Centro |
| Área Geográfica | Centro Expandido |
| Distritos de São Paulo | |







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