sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

D João VI Um príncipe entre dois continentes- Editora Nova Fronteira



As aparências enganam




Dom João VI (1767-1827), 27º rei de Portugal, subiu ao trono porque seu irmão mais velho morreu e a mãe ficou louca. 

A figura aparvalhada que aparece nas imagens oficiais é enganosa.
Agradeçamos a ele a visão de futuro que transformou o Brasil em reino unido, abriu os portos, fundou o Banco do Brasil, a Escola de Medicina, a Academia de Belas Artes, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro e editou o Alvará de Liberdade Industrial, que permitiu uma relativa emancipação econômica no Brasil Colônia.
Entregou pessoalmente aos plantadores as primeiras mudas de café trazidas da
África, que veio a ser nossa principal fonte de riqueza durante o Império e a República Velha. E, num lance final de grande visão de marketing político, partiu para Portugal para reassumir o trono e agradar as Cortes ansiosas, deixando seu filho e herdeiro como regente.
É a D João VI que devemos, por tabela, nossa existência como nação-continental, sem os fracionamentos resultantes das guerras de libertação na América Espanhola.

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A seguir, texto e fotos do site da Companhia das Letras:



D. JOÃO VI - Um príncipe entre dois continentes


Jorge Pedreira
Estudioso das elites portuguesas na época moderna, é professor na Universidade  Nova de Lisboa 
Fernando Dores Costa
É pesquisador do Instituto de Sociologia histórica na Universidade Nova de Lisboa.  


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"O percurso de d. João VI fornece o fio condutor desta história, mas este livro é muito mais do que uma biografia do monarca português. A figura do rei - sobre a qual circulam uma série de imagens estereotipadas - adquire espessura em função da análise do seu lugar (e do lugar de Portugal) no xadrez político e econômico internacional. 

Trata-se de combinar, com o apoio de ampla documentação, o exame dos grandes panoramas diplomáticos com o das políticas comezinhas, que articulam vida familiar e atuação política, acordos públicos e intrigas privadas.
Os nove capítulos acompanham o percurso atribulado de d. João, que assume o poder numa Europa modificada pela Revolução Francesa. 

O posicionamento hesitante da monarquia portuguesa entre França e Inglaterra, somado às divisões internas de grupos sociais e facções políticas dentro do país e aos problemas (pessoais e políticos) provocados por sua esposa Carlota Joaquina conferem tensão ao itinerário do monarca, numa narrativa rica em informações, capaz de interessar o especialista e o público mais amplo.
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