segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Um comunicado da Anistia Internacional



A Anistia informa que mais de 70 mil pessoas já assinaram a petição pedindo ao governo russo que liberte imediatamente as meninas da banda  Pussy Riot, Maria Alekhina, Ekaterina Samutsevich e Nadezhda Tolokonnikova (foto),detidas depois de um protesto pacífico contra o governo russo,na catedral ortodoxa
de Cristo Salvador.em Moscou.

Pussy Riot é um grupo feminista  que  promove performances de provocação política sobre temas como o status das mulheres na Rússia e seu julgamento começou no final de julho. 
Os membros da banda ganharam simpatia, tanto dentro de casa  como no exterior, devido a acusações de tratamento cruel enquanto aguardavam julgamento,  mas  foram criticados na Rússia por ofender os sentimentos das pessoas religiosas. 
Advogados do grupo declararam que as circunstâncias do caso reavivaram a tradição da era soviética dos julgamentos de mentirinha, com sentenças pré estabalecidas contra quaisquer réus.

O patriarca Kiril havia pedido publicamente votos para Putin,nas eleições de março deste ano.

A cúpula da Igreja Ortodoxa  Russa entendeu o objetivo da ação e perdoou o grupo pela invasão do templo.

Nos Estados Unidos,uma comissão da Anistia foi tratada com rudeza pelas autoridades que julgam o caso, expulsas da Embaixada por um diplomata e os documentos contendo as assinaturas  foram rasgados e jogados em plena rua.

Amanhã, uma corte vai julgar Masha, Nadia e Maria,já presas, e que poderão ser enviadas à Sibéria (em pleno século 21) para trabalhos forçados por três anos a sete anos e onde correm risco de desaparecimento sem explicações e outros sérios abusos.

A cantora Madonna, em turnê pela Rússia, prestou solidariedade às moças.


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