quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Combo Cultural Primavera- Verão em Sampa 2

Bexiga: bairro boêmio- gastronomia italiana, religiosidade, arte e cultura e sede da Escola de Samba Vai-Vai
Segundo o historiador Egydio Coelho da Silva, o nome não-oficial Bixiga da região delimitada pelas ruas Major Diogo, Avenida Nove de Julho, Rua Sílvia e Avenida Brigadeiro Luís Antônio, no distrito da Bela Vista, teria origem em três hipóteses:
1 - o nome teria sido dado pejorativamente porque os portadores de varíola (bexiga) se concentraram na região durante uma epidemia
2. - o nome seria oriundo de um matadouro, que existia na Rua Santo Amaro
3. - Do nome de Antonio Bexiga, proprietário da estalagem do Bexiga.

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"Os primeiros registros referentes ao Bixiga são de 1559, e dão conta de uma grande fazenda chamada Sítio do Capão, cujo dono era o português Antônio Pinto (capão é uma porção de mato isolado no meio do campo). Décadas mais tarde o local passou a se chamar Chácara das Jabuticabeiras, devido ao grande número de frutas existente nas imediações. já na segunda década do século 18, o local pertencia a Antônio Bexiga.
Não foi todo mundo que gostou do Bixiga - é bom lembrar que o "e" da palavra Bixiga passou a "i" devido à boa fala popular. Em 1819, um viajante francês chamado Saint Hilaire, percorreu grande parte do Brasil, inclusive São Paulo, e depois publicou um livro a respeito. Nele escreveu que a única estalagem da cidade era a de um português alcunhado de "Bexiga", e que era imunda - fora então pernoitar na chácara Água Branca, em Pinheiros.
O Bixiga foi crescendo lentamente, sempre dominado pela dualidade de idiomas (português e italiano). Aliás, em algumas Ruas do bairro o italiano era muito mais falado do que a língua-pátria.
Quando não era uma das duas, era a junção de ambas - que o compositor Adoníran Barbosa eternizou em centenas de canções e mesmo não sendo do bairro, acabou como símbolo do mesmo.

Em 1948, finalmente o Bixiga encontrou, a sua vocação. Ela o tornaria o mais paulistano e o mais boêmio de todos os bairros da capital. Nesse ano, Franco Zampari alugou um prédio na Rua Maior Diogo e nele instalou o TBC - Teatro Brasileiro de Comédia -, que seria a grande semente da agitada vida cultural e noturna do Bixiga, que perdura e cresce a cada dia. Foi o primeiro passo para transformar o bairro na "Broadway-Bixiga".
Novas casas de espetáculos foram sendo montadas, como o Teatro Imprensa, o Sérgio Cardoso, o Ruth Escobar e outros.
Isso sem contar o Teatro Bandeirantes na Brigadeiro Luís Antônio, onde a inesquecível Elis Regina ficou mais de um ano em. cartaz com o show "Falso Brilhante" (um marco na história dos musicais brasileiros).

Hoje, o Bixiga exala cultura, seja pela qualidade dos espetáculos, seja por suas Ruas - agora bem cuidadas -, ou pelos tipos maravilhosos, diferentes e estranhos que por elas circulam ".
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