domingo, 8 de agosto de 2010

SAKINEH




Notícia divulgada agora à noite
O advogado de direitos humanos Mohammad Mostafaei, de 37 anos, defensor de Sakineh, desapareceu de Teerã no dia 24 de julho, depois de ser interrogado pelas autoridades iranianas e se encontra na Noruega. Sua mulher e seu cunhado foram presos mais tarde, de acordo com um relatório da Anistia Internacional.
( 6 de agosto,2010)
A proposta brasileira de
conceder asilo a Sakineh Mohammadi Ashtiani,condenada à morte por apedrejamento sob a acusação de adultério, é apoiada por organizações de direitos humanos e criticada pelos fundamentalistas da Guarda Revolucionária do Irã que acusam o Presidente Lula de interferir nas questões internas do país. Com familiares presos, o advogado de Sakineh procurou asilo na Turquia.
Quem vai atirar a primeira pedra?

A iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani,43 anos, foi condenada a morrer por lapidação por ter tido, supostamente,uma relação extraconjugal.
Na lapidação, a vítima fica enterrada até a cintura-braços inclusive, até a altura dos cotovelos para que não possa tentar se defender e é alvejada com pedras de diferentes tamanhos, até a morte.
Presa desde maio de 2006, quando um tribunal na província do Azerbaijão Ocidental a considerou culpada de manter "relações ilícitas" com dois homens após a morte de seu marido,ela já foi punida com 99 chibatadas.

A Anistia Internacional já se pronunciou junto às autoridades iranianas, pedindo para que Sakineh não seja executada "por nenhum método".Num comunicado, a AI afirma:"embora tenha sido retirada sua condenação por apedrejamento, que foi ratificada pela Corte Suprema do Irã em maio de 2007, ainda é possível que a vítima, que se declara inocente, seja enforcada".
"Uma mera mudança de método de execução não mudará a injustiça enfrentada por Sakineh", afirma a subdiretora da Anistia Internacional para o Oriente Médio e Norte da África, Hassiba Hadj Sahraoui. "O comunicado das autoridades iranianas não especifica que autoridades judiciais foram consultadas. Até que ela e seu advogado não recebam uma notificação oficial, pode ser executada a qualquer momento, inclusive por apedrejamento", acrescenta a porta-voz.

Um dos filhos de Sakineh, Sajad Ghadarzade, de 22 anos, enviou uma carta às organizações de direitos humanos na qual negava as acusações de adultério contra sua mãe e se queixava que as autoridades do país rejeitaram seus pedidos de clemência.
A organização internacional de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch lançou um apelo para que o governo do Irã cancelasse a execução de Sakineh.A campanha conta com o apoio de celebridades como os atores Colin Firth, Emma Thompson, Robert Redford e Juliette Binoche e a estilista Katherine Hammett.

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Com material distribuído pelas Agências Efe, BBC e AFP.

3 comentários:

Anônimo disse...

Oi,Tetezinha
Passamos na praia de Ipanema hoje (domingão de sol) e lá estão faixas e um abaixo-assinado pedindo clemência para Sakineh.
E seu texto está publicado no blog desde sexta-feira,né?.

Assinamos lá e cá por Sakineh e por você,lindona, para que,sempre continue agindo com coragem e coerência,que é como vc sempre elogia aqueles que batalham pelas causas humanitárias
Beijão,
Ronaldo e Carlos Augusto( e todos da casa)

Benjamin Bee disse...

Ainda que ela fosse adúltera não importa quantas vezes... considerar crime o adultério é barbárie. Como é possível uma civilização tão antiga pensar assim?

HORROR! Essa execução, se ocorrer é que será o crime. A Humanidade não pode aceitar essa situação.

É fundamental que os países livres e democráticos fechem seus portos para países com essa perspectiva de civilização.

Nosso governo federal é cúmplice se esse estado de coisas continuar.

Thereza Pires disse...

Obrigada a Ronaldo e Cacau e a Benjamin pelos comentários.
É o que se pode fazer para tentar mudar o contexto.
Penso que se cada um de nós fizer sua parte esse festival de horrores acaba melhorando.

Voltem sempre.Grande prazer em tê-los como leitores