quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Carla Bruni apela pela vida de Sakineh


Decisão sobre a condenação pode ser divulgada hoje,mais uma 'quarta-feira negra"
A primeira-dama da França, Carla Bruni,enviou aos jornais "Le Parisien" e "Le Figaro" carta dirigida a Sakineh Ashtiani - que provavelmente nunca será entregue mas que pontua a posição do casal Sarkozy e do chanceler Bernard Kouchner contra a bárbara sentença de apedrejamento (ou enforcamento por confissão sob tortura):
'Do fundo se sua cela,saiba que meu marido defenderá a sua causa sem descanso.A França não abandonará você.Derramar seu sangue por que? Porque você viveu,você amou,porque é uma mulher e é iraniana? Eu me nego a aceitar isso"
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"A pena proposta a Sakineh nos joga de volta à idade das trevas da Humanidade.Acredito que a grande cultura persa,que contribuiu para a construção de sua civilização mereça mais do que isso",declarou o ex-presidente Valéry Giscard d'Estaing
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A mensagem de Ségolene Royal,ícone do feminismo na França e ex-candidata à Presidência afirmou:"Estou pensando em você e em seus filhos e meu sangue congela.Tenha coragem esperança,mais e mais vozes estão se unindo e elas serão ouvidas e vão derrubar as paredes de sua prisão.Te ajudando,nos ajudamos"
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Hoje, como em todas as últimas quartas-feiras,ficamos com o coração nas mãos, aguardando a notícia do assassinato.
Penso que nunca é demais apoiar uma causa tão justa e humanitária.Assim sendo,segue-se repostagem atualizada.
(11 de agosto,2010)

A FOTO acima ,FEITA DURANTE PROTESTO POR SAKINEH, SIMULA COMO OCORRE A LAPIDAÇÃO

Há vinte anos a quarta-feira (chamada "quarta-feira negra") é o dia tradicional de execuções no Irã.

Ontem,na praça da catedral de Colônia, Alemanha,centenas de manifestantes iranianos se reuniram para protestar contra a situação de Sakineh Ashtiani,43 anos, condenada a morrer por lapidação por ter,supostamente, cometido adultério,embora seja viúva.

Diante da revolta mundial, o governo iraniano passou a acusar Sakineh de ter participado doo assassinato do marido, há cinco anos e,então,seria enforcada-pena "mais leve" e específica para esse tipo de crime.

Mina Ahadi, diretora do Comitê Internacional contra a Pena de Morte e o Apedrejamento explica que os protestos de ontem também em outras vinte cidades como Berlim,Hamburgo, Sydney,Ottawa e Toronto,em Londres,Tbilisi na Georgia.Oslo na Noruega, Glasgow-Escócia,Borás,Helsingborg,Estocolmo e Visby e Gotemburgo na Suécia,Houston e em Los Angeles,Nova York e Washington e por todo mundo nas redes sociais da web,em blogs e sites esperam sensibilizar o regime de Teerã para que adie uma decisão e permita que ela seja extraditada.
Na segunda -feira dia 9/8, , o Itamaraty confirmou ter feito uma proposta formal ao Irã para receber a condenada.
O novo advogado de Sakineh, Hotan Kian informou ter recebido uma carta com um convite para comparecer no próximo sábado à Justiça em Teerã e os filhos da prisioneira foram proibidos de falar e protestar,informam as agências internacionais de notícias.
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A ANISTIA INTERNACIONAL ESTÁ ENVOLVIDA NA CAMPANHA HUMANITÁRIA

Sakineh Mohammadi Ashtiani
condenada
a morrer de forma bárbara

Repercussão internacional do caso
(em inglês,mas fácil de compreender tamanha a atrocidade)
Existem outras imagens registrando as lapidações com detalhes macabros (à esquerda,na amostragem dos vídeos)que pessoas mais sensíveis devem evitar.

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