quinta-feira, 3 de abril de 2025

Abril.mês dos livros

 

Aprendi a ler antes de aprender a escrever e continuo leitora voraz e apaixonada por livros, livros mesmo, companheiros na saúde e na doença, na alegria e na dor,quanto mais páginas...melhor.

Os trinta diante do computador (desde 19 abril de 1995) me fizeram assim meio pioneira da internet, navegando laptops,IPhones,tablets e outros quetais,mas que nem de longe competem com minha paixão.



Aprendi a ler antes de aprender a escrever e continuo leitora voraz e apaixonada por livros, livros mesmo, companheiros na saúde e na doença, na alegria e na dor,quanto mais páginas...melhor.

Os vinte anos diante do computador (desde abril de 1995) me fizeram assim meio pioneira da internet,laptops,IPhones,tablets e outros quetais,mas nem de longe competem com minha paixão.

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Antes de tomar a forma retangular e chegar aos nossos dias, os livros percorreram um longo caminho.


Os sumários, assírios e babilônios usavam pequenas tábuas de argila para  gravar os caracteres de sua escrita cuneiforme ou simbólica.

Os fenícios inventaram o alfabeto, que passou a ser escrito em um papel primitivo feito de linho, cânhamo e folhas da amoreira - uma invenção chinesa adotada, em 751 AC, pelos árabes. 

  Mais tarde, a informação passou a vir em rolos de pergaminho - os "volumen", palavra latina que significa cilindro.

 O aperfeiçoamento das técnicas fez surgir o "Codex" (código), livro na forma que conhecemos hoje, com uma capa rudimentar feita de "papier maché" (papel amassado).  

Em 1452, aconteceu a grande revolução: Johannes Gutenberg (1400/1468) criou os tipos móveis que permitiram a propagação do saber pela montagem diferenciada das páginas na imprensa. 
 Apesar dos progressos da informática, grande companheiro das horas de lazer, o livro é a chave para a porta de entrada nos vestibulares, concursos públicos e aprendizado de novos idiomas.

O mês de abril reúne 3 datas consagradas a este guardião do conhecimento, que armazenava todo o aprendizado humano,até a chegada da globalização: 
Dia Internacional do Livro, Dia Nacional do Livro Infantil e Dia dos Direitos Autorais.
O progresso tecnológico veio permitir o livro em CD, para ser ouvido em qualquer lugar e a qualquer momento. 

Os deficientes visuais também podem contar com bibliotecas inteiras em Braille.

2 DE ABRIL


Dia Internacional do Livro Infanto-Juvenil


Em homenagem ao contista, romancista e poeta dinamarquês HANS CHRISTIAN ANDERSEN , o dia de seu nascimento foi escolhido como o Dia Internacional do Livro Infanto-Juvenil.
Filho de um sapateiro muito pobre, era freqüentador assíduo de teatros. Foi ator, cantor e bailarino. Em 1822, seu talento foi descoberto por um dos diretores do Teatro Real e impressionou vivamente o Rei da Dinamarca, que patrocinou seus estudos.Cursou a Universidade de Copenhague, onde começou a escrever poemas, novelas, peças, livros de viagem e, principalmente, os contos que o tornariam famoso - Pequena Sereia, Patinho Feio, Soldadinho de Chumbo, entre outros). Andersen transformou em contos as histórias da tradição oral, acrescentando personagens e criando novas situações.
Afirmava que seu trabalho não era somente dedicado às crianças, pois a maturidade é que traz a compreensão do significado de um conto de fadas. 

Viajante apaixonado visitou à França, Itália, Portugal, Inglaterra e vários outros países europeus, além do Marrocos, na África.
A riqueza, a fama e o sucesso social não lhe subiram à cabeça. 

Assim como freqüentava a família real, lia suas obras para estudantes e prestigiava a Associação de Trabalhadores.  

No final da vida, reconheceu que sua história pessoal teve muito de conto de fadas. 

  Morreu em 4 de agosto de 1875 e foi enterrado na catedral de Copenhague, com a presença do Rei, da nobreza e de grande massa popular. 

  Em homenagem a Andersen, o Rei da Dinamarca instituiu em 1956 o prêmio Internacional de Livros para Jovens (International Board of Books for Young People – IBBY), considerado o mais importante em sua área, um “pequeno prêmio Nobel”. Lygia Bojunga Nunes (2000) e Ana Maria Machado (1982) foram as autoras brasileiras laureadas.
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Aprendi a ler antes de aprender a escrever e continuo leitora voraz e apaixonada por livros, livros mesmo, companheiros na saúde e na doença, na alegria e na dor,quanto mais páginas...melhor.Aprendi a ler antes de aprender a escrever e,desde então,os livros são meus companheiros fiéis.Os vinte e um anos diante do computador (desde abril de 1995) me fizeram assim meio pioneira da internet,laptops,IPhones,tablets e outros quetais,mas nem de longe competem com minha paixão.

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Antes de tomar a forma retangular e chegar aos nossos dias, os livros percorreram um longo caminho.


Os sumários, assírios e babilônios usavam pequenas tábuas de argila para  gravar os caracteres de sua escrita cuneiforme ou simbólica.

Os fenícios inventaram o alfabeto, que passou a ser escrito em um papel primitivo feito de linho, cânhamo e folhas da amoreira - uma invenção chinesa adotada, em 751 AC, pelos árabes. 

  Mais tarde, a informação passou a vir em rolos de pergaminho - os "volumen", palavra latina que significa cilindro.

 O aperfeiçoamento das técnicas fez surgir o "Codex" (código), livro na forma que conhecemos hoje, com uma capa rudimentar feita de "papier maché" (papel amassado).  

Em 1452, aconteceu a grande revolução: Johannes Gutenberg (1400/1468) criou os tipos móveis que permitiram a propagação do saber pela montagem diferenciada das páginas na imprensa. 
 
Apesar dos progressos da informática, grande companheiro das horas de lazer, o livro é a chave para a porta de entrada nos vestibulares, concursos públicos e aprendizado de novos idiomas.

O mês de abril reúne 3 datas consagradas a este guardião do conhecimento, que armazenava todo o aprendizado humano,até a chegada da globalização: 
Dia Internacional do Livro, Dia Nacional do Livro Infantil e Dia dos Direitos Autorais.
O progresso tecnológico veio permitir o livro em CD, para ser ouvido em qualquer lugar e a qualquer momento. 

Os deficientes visuais também podem contar com bibliotecas inteiras em Braille.

2 DE ABRIL


Dia Internacional do Livro Infanto-Juvenil


Em homenagem ao contista, romancista e poeta dinamarquês HANS CHRISTIAN ANDERSEN , o dia de seu nascimento foi escolhido como o Dia Internacional do Livro Infanto-Juvenil.
Filho de um sapateiro muito pobre, era freqüentador assíduo de teatros. Foi ator, cantor e bailarino. Em 1822, seu talento foi descoberto por um dos diretores do Teatro Real e impressionou vivamente o Rei da Dinamarca, que patrocinou seus estudos.

Cursou a Universidade de Copenhague, onde começou a escrever poemas, novelas, peças, livros de viagem e, principalmente, os contos que o tornariam famoso - Pequena Sereia, Patinho Feio, Soldadinho de Chumbo, entre outros. 
Andersen transformou em contos as histórias da tradição oral, acrescentando personagens e criando novas situações.
Afirmava que seu trabalho não era somente dedicado às crianças, pois a maturidade é que traz a compreensão do significado de um conto de fadas. 

Viajante apaixonado visitou à França, Itália, Portugal, Inglaterra e vários outros países europeus, além do Marrocos, na África.
A riqueza, a fama e o sucesso social não lhe subiram à cabeça. 

Assim como freqüentava a família real, lia suas obras para estudantes e prestigiava a Associação de Trabalhadores.  

No final da vida, reconheceu que sua história pessoal teve muito de conto de fadas. 

  Morreu em 4 de agosto de 1875 e foi enterrado na catedral de Copenhague, com a presença do Rei, da nobreza e de grande massa popular. 

  Em homenagem a Andersen, o Rei da Dinamarca instituiu em 1956 o prêmio Internacional de Livros para Jovens (International Board of Books for Young People – IBBY), considerado o mais importante em sua área, um “pequeno prêmio Nobel”. Lygia Bojunga Nunes (2000) e Ana Maria Machado (1982) foram as autoras brasileiras laureadas.
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segunda-feira, 31 de março de 2025

61 anos do golpe militar de 1964

  


 



 O golpe de estado de 1º de abril de 1964  foi o prelúdio de 20 “anos de chumbo”, onde a restrição dos direitos individuais, a   censura, o delito de opinião e refinadas formas de tortura física e psicológica foram presenças permanentes.


Os militares anteciparam a  data oficial para 31 de março,na tentativa de evitar chacotas e ironias. 

A causa remota foi a renúncia do presidente Janio Quadros em agosto de 1961, enquanto seu vice, João Goulart, se encontrava em visita à China Comunista.

Enquanto uma interminável viagem de volta se realizava – para permitir o encontro de uma solução constitucional, já que os militares não aceitavam a rotina da lei - o presidente da Câmara (Ranieri Mazzili) assumiu o governo e foi preparada uma solução digerível por todas as partes.

Assim, foi instituído o regime parlamentarista e Tancredo Neves assumiu o posto de primeiro ministro.

Em 1963, foi convocado um plebiscito quando a maioria dos eleitores optou pelo “não” ao parlamentarismo e o país retornou ao regime presidencialista.

No entanto, o presidente João Belchior Marques Goulart - o “Jango”- vigésimo segundo presidente do Brasi, não chegou a concluir o seu mandato sendo deposto por um golpe militar, em 1º de abril de 1964.

O mesmo o grupo de militares que tentou impedir a sua posse em 1961, teve seus objetivos facilitados por uma sequência de fatos que terminaram com a adesão de grupos indecisos-legalistas.

 O sempre lembrado comício de 13 de março – para os organizadores realizado na gare da Central do Brasil (no centro do Rio) e para os militares em frente ao Ministério do Exército – forneceu munição para os golpistas.

Nele, o Presidente anunciou o compromisso de implantação das chamadas “reformas de base”, assinou a nacionalizacão das refinarias privadas de petróleo e a desapropriação das margens das rodovias federais para efeito de reforma agrária.

A quebra da hierarquia – base da organização militar – representada pela revolta dos marinheiros ,liderada pelo famoso Cabo Anselmo, depois identificado como agente da CIA e as manifestações dos sargentos do exército (estimulados pelo deputado Leonel Brizola, cunhado de Jango e pré-candidato na sucessão presidencial) - foi outro elemento mobilizador da insatisfação nas forças armadas.

Insatisfação sacramentada pela presença do Presidente em reunião promovida por marinheiros e sargentos no Automóvel Clube do Brasil, na Cinelândia.

O discurso proferido, na ocasião, pelo Presidente foi considerado “radical” pelo lider comunista Luis Carlos Prestes. 
O Presidente viajou no dia 1º de abril para Brasília e, em seguida, para Porto Alegre onde Brizola tentou, sem resultado, organizar uma resistência com apoio de oficiais legalistas.
Jango ainda se encontrava em solo brasileiro quando o presidente do senado Auro de Moura Andrade já declarava vaga a presidência.

Jango preferiu exilar-se no Uruguai, de onde nunca mais saiu até morrer, em 1976. 

Em 2 de abril, foi organizado o Comando Supremo da Revolução, que permaneceu no poder por duas semanas, composto por três membros: o brigadeiro Francisco de Assis Correia de Melo (Aeronáutica), o vice-almirante Augusto Rademaker (Marinha). O todo poderoso do triunvirato era o general de exército Arthur da Costa e Silva.

Para justificar as violações de direitos que se seguiram, a junta militar baixou um Ato Institucional – aberracão jurídica não prevista na Constituição de 1946.

Durante o mês de abril, foram instaurados milhares de Inquéritos Policiais-Militares (IPMs), chefiados, em sua maioria, por coronéis. 
Graças ao Ato Institucional – posteriormente conhecido como AI-1 (outros se seguiram até o fatídico AI-5, de 1968) - mandatos de parlamentares foram cassados, direitos políticos suspensos, funcionários públicos e de estatais foram sumariamente demitidos.

No dia 15 de abril de 1964, o marechal Humberto de Alencar Castelo Branco foi "eleito" Presidente por um congresso devidamente faxinado.

Em meu site de militância biografiasgls.blogspot.com,faço comparação entre a Inquisição em Portugal e as torturas soofridas pelos presos políticos de 64, sob a batuta do torturador-mor, e ídolo de Jair Bolsonaro:

Carlos Alberto Brilhante Ustra, coronel do Exército condenado em 2008 pela Justiça brasileira como torturador durante a Ditadura Militar (1964-1985), foi elevado ao posto de marechal. 


 

terça-feira, 25 de março de 2025

Festival Amazônia para sempre & Amazônia há 5 mil anos atrás




Atrações 
  • Ivete SangaloCantora baiana que fará um show gratuito no Estádio Mangueirão no dia 20 de setembro 
  • Mariah CareyCantora que se apresentará em um palco flutuante sobre o Rio Guamá, projetado no formato de uma vitória-régia 
  • Dona OneteÍcone musical da região 
  • JoelmaÍcone musical da região 
  • Gaby AmarantosÍcone musical da região 
  • ZaynaraÍcone musical da região 
O festival é uma iniciativa dos festivais The 
Town e Rock in Rio e acontecerá dois 
meses antes da COP 30, conferência do 
clima da ONU. 
O Amazônia Para Sempre: 

  • Reforça o compromisso dos festivais com 
  • a sustentabilidade e a redução da 
  • emissão de carbono. 
  • Promove um debate sobre as mudanças 
  • climáticas e a proteção dos povos da 
  • floresta 
  • Mobiliza pessoas para atuação direta em 
  • causas urgentes 

  • Prevê a produção de um documentário 
  • sobre os bastidores do show

 Consta que Mariah Carey ficou bastante 

apreensiva ao saber que cantaria para 50 

mil pessoas num palco flutuante,mas os 

organizadores garantiram que será 

tranquilo.

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A floresta tropical amazônica, que cobre boa parte do noroeste do Brasil e se estende até a Colômbia, o Peru e outros países da América do Sul, é a maior floresta tropical do mundo, famosa por sua biodiversidade. 














Ela é atravessada por milhares de rios, entre eles o grandioso rio Amazonas. 
Entre as cidades ribeirinhas, com arquitetura do sculo XIX que data do início da exploração de borracha, destacam-se Manaus e Belém, no Brasil, e Iquitos e Puerto Maldonado, no Peru. ― fonte : Google
Área6.700.000 km²

DescriçãA floresta tropical amazônica, que cobre boa parte do noroeste do Brasil e se estende até a Colômbia, o Peru e outros países da América do Sul, é a maior floresta tropical do mundo, famosa por sua biodiversidade. Ela é atravessada por milhares de rios, entre eles o grandioso rio Amazonas. Entre as cidades ribeirinhas, com arquitetura do século XIX que data do início da exploração de borracha, destacam-se Manaus e Belém, no Brasil, e Iquitos e Puerto Maldonado, no Peru. (Wikipedia)

  
 


O passado não é mais como era  antigamente...  (diria Renato Russo)


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 Repercutindo o tema mais que constante na mídia internacional,o jornal francês  Le Monde reproduziu    um instigante matéria sobre a Amazônia pré-colombiana. publicada, originariamente,na revista Science.

Nas florestas hoje consideradas "virgens", botânicos, ecólogos e arqueólogos avaliaram  1170  amostras,escavaram  3.000 sítios  e examinaram a 85 espécies de árvores utilizadas pelos antigos  nativos americanos na alimentação   (cacau,castanha ) e  para uso não alimentar (construções residenciais ou embarcações).

Mudou a visão sobre a Amazônia : povos pré-colombianos  ali viviam ,cultivavam  e utilizavam recursos da  grande floresta  com seus sete milhões de km² , 400 bilhões de árvores de 18.000 espécies diferentes .
Essa era a realidade durante vários séculos,antes de seu extermínio  pelo "choque microbiano", acontecido com chegada dos europeus e  que dizimou estas populações.


Stéphen  Rostain
 Depois de três décadas de trabalho e mais de 200 artigos publicados, Stephen Rostain (foto), arqueólogo do CNRS - o francês Centro Nacional de Pesquisa Científica-lança  livro  publicado pela editora Belin( no mercado desde 1777 ! ) sobre doze trabalhos de civilizações pré-colombianas e apresentando os progressos obtidos nos últimos vinte anos em campos  de  suas escavações arqueológicas.  

A partir deste estudo, mudou o modo como a  Amazônia pré-colombiana  é avaliada.
Enquanto as civilizações andinas  (astecas, maias, incas, etc) são muito bem mapeadas ,a obra revolucionária de Rostain evidencia que ali viviam  tribos isoladas , nômades e caçadores-coletores.  

Os doze trabalhos

Inspirado no modelo dos doze trabalhos de Hércules,Stéphen Rostain conta a transformação sofrida pela  Amazonia   depois do aperfeiçoamento da agricultura, do sedentarismo e  da utilização de cerâmica, numa expansão demográfica similar à de cerca de 5.000 anos atrás.
Algumas dessas civilizações foram dizimadas -como um vale do Equador-pela erupção do vulcão Sangay que cobriu a região  com densas camadas de cinza.

Os números citados impressionam.

Há mil anos, na Amazonia,existiam milhões de ameríndios que falavam centenas de idiomas. 
 Em pequenas e grandes cidades, os habitantes construíram estradas elevadas,reservatórios e diques para captar água e atrair peixes.  

Segundo Rostai,plantavam  variadas espécies   (mandioca milho, batata doce,abacaxis,cacau,tabaco,pimenta doce e muitas mais).

O choque microbiano
Vírus e bactérias que chegaram com os conquistadores europeus foram fatais.  
Estudos de solo mostram que no coração da Amazônia, e sem contato direto com os europeus , populações foram dizimadas.
Um fenômeno relatado pelos antropólogos:na chegada a uma pequena aldeia, esqueletos nas redes msotravam o rápido desaparecimento de um grupo de habitantes atingidos por doença desconhecida pelos seus sistemas imunológicos.

É uma leitura imperdível.

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Abril.mês dos livros

  Aprendi a ler antes de aprender a escrever e continuo leitora voraz e apaixonada por livros, livros mesmo, companheiros na saúde e na doen...

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