quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Antonio Machado, poeta espanhol


Antonio Cipriano José María y Francisco de Santa Ana Machado Ruiz, conhecido como Antonio Machado (1875-1939) poeta e professor espanhol, pertenceu ao movimento literário Modernismo.
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Don Antonio nasceu em Sevilha, segundo dos quatro filhos de Antonio Machado Alvarez e Ana Ruiz.
 Em 1883, a familia se instala em MadriAntonio e seu irmão mais velho,Manuel, são matriculados na Institución Libre de Enseñanza, dirigida pelo Mestre que seria para sempre venerado, Francisco Giner de Los Rios. 

Terminado o bacharelado em Madri, em 1889 partem- ele e o irmão- para Paris,onde foram contratados como tradutores numa editora francesa.
Ali,conheceu Verlaine, Oscar Wilde ,Paul Fort(fundador e editor da revista Vers et Prose,que circulou entre 1905/1914 )   e muitos outros que o encorajaram a continuar a escrever suas poesias.
Em 1901,os primeiros trabalhos foram publicados no jornal literário Electra. 
 No final de 1902, saiu o primeiro livro-Soledades-e nos anos seguintes Machado foi colocando e tirando poemas até que se deu por satisfeito com o resultado final.
Em 1907, foi publicada a versão definitiva : Soledades, galerías y otros poemas.
O querido Mestre Francisco Giner de los Ríos  propôs que Machado se candidatasse a uma vaga como professor de ensino secundário, .
Nosso poeta,aos 31 anos, trabalha como professor de Francês num colégio em Soria,onde conhece Leonor Izquierdo,13 anos,filha do dono da pensão em que se hospedava, com quem se casa em 1919,depois de atender o pedido do pai da noiva para que aguardasse dois anos.

A felicidade durou pouco.
Dois anos depois,novamente morando em Paris,Leonor foi diagnosticada com tuberculose, já em estado avançado.
Em 1912, o casal volta para Soria,onde Leonor morre no ano seguinte.
A perda,que arrasou Machado,aconteceu pouco tempo após a publicação de Campos de Castilla e o levou a nova mudança, desta vez para a Andaluzia,onde escreveu uma série de poemas para lembrar a jovem esposa morta,acrescentados à primeira edição da obra,que teve sua segunda edição em 1916,ao mesmo tempo em que Machado trabalhava suas Nuevas Canciones.

A Geração de 98 

Nova mudança de ares,novo trabalho: Em 1919, desta vez para a Andaluzia ,onde ensinou Francês num colégio.
Antonio Machado e seu irmão Manuel,juntos,escreveram obras que os levaram a fama e lhes trouxeram popularidade.

Já faziam parte do grupo literário de escritores,poetas e autores 
teatrais determinados a reavaliar e vitalizar a vida cultural do país depois de séculos de esquecimento conhecido como Geração de 98.
Ao mostrar que o país,ao perder suas últimas colônias na América  espanhola,teria também que se adaptar ao mundo moderno, o grupo conheceu grande  brilho.  

A Espanha Nacionalista


Espanha Nacionalistabando Nacionalbando franquista ou nacionalistas foi como se   autodenominaram alguns militantes, depois da vitória da Frente Popular  nas eleições gerais de 1936, e que daria origem à Guerra Civil Espanhola (1936-1939), deixando meio milhão de mortos e incontáveis refugiados pelo mundo afora.
Os nacionalistas  que receberam apoio da Itália fascista de Mussolini e da Alemanha nazista de Hitler.chamavam os republicanos de "vermelhos", comunistas e separatistas" . 
Os republicanos,apoiados pela classe trabalhadora,  os chamavam de fascistas.O grupo dos nacionalistas era formado  por conservadores, católicos e monarquistas 

Quando Franco tomou o poder em 1936,Machado estava em Madri.
O irmão Manuel (foto`a direita) sofreu uma emboscada em Burgos,  zona 
dominada pelos Nacionalistas (29/9/36).
Os dois nunca mais se veriam.
Com a guerra,Machado foi mandado para Valencia, Barcelona e, finalmente conseguiu chegar a Collioure,França.
Ali morreu em 22 de fevereiro de 1939 
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Principais obras: Poesia –Soledades, 1903; Campos de Castilla, 1912; Nuevas Canciones, 1925; La Guerra, 1938. Teatro – Dom Juan de Mañara, 1927; La Prima Fernanda, 1929; La Lola se va a los Puertos, 1929; La Duquesa de Benamejí, 1931.

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Poema mais conhecido:

CAMINANTE


Caminante, son tus huellas
el camino y nada más;
Caminante, no hay camino,
se hace camino al andar.
Al andar se hace el camino,
y al volver la vista atrás
se ve la senda que nunca
se ha de volver a pisar.
Caminante no hay camino
sino estelas en la mar

 

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