segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

O martírio de Sakineh continua


Governo iraniano " estuda"a forma que será usada para assassinar Sakineh Mohammadi Ashtiani,
Autoridades de Teerã confirmaram ontem que o plano de executar a iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani, sentenciada à morte por apedrejamento após ter sido acusada de adultério e homicídio do marido, continua em vigor.
Nesse momento, a justiça do Irã estuda utilizar como pena o enforcamento.
Sakineh foi condenada em 2006, mas a execução da sentença foi suspensa no ano passado após fortes críticas da comunidade internacional. Ela já cumpre uma pena de 10 anos por homicídio em uma prisão no leste do Azerbaijão.
— "Não há pressa. Estamos esperando para ver se podemos realizar a execução de uma pessoa condenada por apedrejamento ou enforcamento — disse Malek Ajdar Sharifi, chefe do Departamento de Justiça da província de Azerbaijão do Leste, onde Sakineh está presa, segundo a agência de notícias Insa. — Assim que o resultado da investigação sair, nós concretizaremos a sentença."
Segundo uma lei aplicada no Irã desde a Revolução de 1979, o adultério é punido com morte por apedrejamento. Homicídio, estupro, assalto à mão armada e tráfico de drogas podem ter como sentença o enforcamento.
A Anistia Internacional liderou uma campanha pela comutação da pena,a União Europeia classificou a sentença de Sakineh como uma "barbárie", o Vaticano pediu por sua clemência, e o então presidente Luiz Inácio da Silva ofereceu asilo político à iraniana.
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( a fonte de pesquisa foi a edição impressa do jornal O GLOBO)
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