quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

31 anos sem John Lennon

(A foto, simulação da morte de Lennon e publicada pelo jornal inglês The Sun em 20/11/2010, é de 1968 e estava guardada num envelope na casa do fotógrafo Tom Murray)
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"Mr Lennon?"
Com essa simples pergunta e um pedido de autógrafo diante do edifício Dakota , os tiros de Mark David Chapman, 25 anos na época, calaram para sempre Lennon e aceleraram a condição de ícone e símbolo de uma época que o Beatle,recém chegados aos 40 anos, já desfrutava quando vivo.
O motivo do assassinato,segundo Chapman, foi atrair atenção.
Recebeu uma pena de 20 anos.Os seis pedidos de liberdade condicional,sendo o último de setembro passado, continuam a ser negados.Yoko Ono teme por sua segurança e pela vida do filho do casal,Sean Lennon,agora com 35 anos.
A cada ano,nos dias 9 de outubro e 8 de dezembro, admiradores de todo o mundo se reúnem no "Strawberry Fields",setor do Central Park decorado com um mosaico com a inscrição "Imagine" para reverenciar a memória do ídolo.

O documentário "LENNONYC",de Michael Epstein, foi transmitido pela tv pública americana semana passada,lembrando que o FBI, no governo Nixon, tentou negar o visto de permanência e impedir que Lennon se fixasse nos Estados Unidos.
A primeira biografia filmada,"Nowhere Boy", é dirigida por Sam Taylor-Wood e está em cartaz nas telas do Rio O roteiro é bastante fiel ao monumental livro de 814 páginas "John Lennon, a vida", editado pela Companhia das Letras ano passado,traduzido por Roberto Mugiatti e escrito por Philip Norman.
"Nowhere Boy" mostra o perfil do astro, desde momento em que foi abandonado pelos pais e ficou sob os cuidados da Tia Mimi até as vésperas partida para da primeira turnê dos então "Quarrymen" pela Alemanha,no segundo semestre de 1960.
A cena mais bela do filme é a última, quando Lennon vai descendo a rua e se vira para rever a casa onde morou desde os 5 anos e para onde nunca mais vai voltar. *******
  • Clique aqui que o som começa aos 44 segundos do clip

IMAGINE
http://www.youtube.com/watch?v=-b7qaSxuZUg

Um pouco de John e Paul
"In my life"
http://www.youtube.com/watch?v=YLoqGuhuo9Y&
feature=fvst
E a minha favorita dos Beatles,a que me emociona de verdade
To lead a better life, I need my love to be here

"Here,There and Everywhere"
http://www.youtube.com/watch?v=8THouU576WY
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2 comentários:

BR disse...

Nascido em 1978, tudo me levaria --- assim como a grande maioria de meus contemporâneos --- a ignorar [no bom sentido do termo] o dia 8 de dezembro de 1980.

Afinal, àquela época, eu contava, tão somente, com exatos [e meros] 02 anos de existência, e nada mais.

Desse modo, passados alguns anos, eu deveria --- como meus colegas de escola, por exemplo --- voltado, v.g., para as brincadeiras da hora do recreio, os acirrados debates sobre times de futebol, as matinês mais badaladas, etc.

Ocorre que, "nadando contra a corrente" --- sequer pensando em "só pra exercitar", a exemplo da bela letra de "Pro Dia Nascer Feliz", fruto da memorável parceria Frejat/Cazuza ---, meus interesses mostravam-se diametralmente opostos, motivo, inclusive, para a estranheza de alguns.

Na realidade, a música --- de tempos não vividos por mim, é bom frisar ---; a literatura --- destaque para as biografias, das quais sempre fui grande fã ---; a história geral; e, last but not least, a política, dentre outros, despertaram --- desde muito cedo --- a minha curiosidade.

Sendo assim, e, finalmente, tratando do texto de que aqui se fala, não apenas o mês de dezembro de 1980 deixou marcas em meu caminho, mas, principalmente, a vida e obra de John Lennon.

Veja-se, por exemplo, o segundo álbum de sua carreira solo, produzido no estúdio que Lennon construíra em sua mansão inglesa [Tittenhurst], lançado em 1971 e entitulado "Imagine".

Este álbum contém a canção --- que, aliás, era sua faixa-título --- [talvez] mais marcante acerca da personalidade de Lennon, qual seja, um hino à fé do homem num mundo melhor, independente das circunstâncias.

Também pode ser encontrada na obra algumas das mais belas canções de amor já escritas: "Jealous Guy" e "Oh My Love".

Em outras palavras, trata-se, em síntese, de obra-prima imortal.

É claro que poderiam ser citadas --- dado o brilhantismo --- tantas outras letras de Lennon, o que, como cediço, tornaria este simples comentário, despido de qualquer maior pretensão, em um texto de considerável tamanho, esvaziando, assim, a finalidade precípua destas breves linhas.

Bjs,

BR

Thereza Pires disse...

BR

Como estranha no ninho, vivi e vivo muito além ou aquém desse mundo que me rodeia, assim posso entender tuas perplexidades.
Muito obrigada pelo comentário.
Partindo de tua mente brilhante é mais do que isso, considero condecoração.
Beijos