domingo, 30 de janeiro de 2011

A Anistia Internacional acompanha a crise do Egito


É madrugada no Cairo :Manifestantes desafiam toque de recolher noite adentro

Neste domingo, governo ampliou restrição de circulação a cidadãos. Também desafiando presidente, oposicionista discursou em praça.

*Hoje, domingo (30), a crise política já contabiliza mais de cem mortos e dois mil feridos

*Amanhã, 2a feira, toque de recolher começa mais cedo

*Embaixada dos Estados Unidos aconselha os americanos a deixar o país.

*Egito proíbe a rede de TV Al-Jazeera de operar em seu território

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"A televisão estatal egípcia afirmou ontem (29) que o gabinete de ministros do Egito anunciou oficialmente a renúncia após dias de protestos da população contra o governo de Hosni Mubarak.
Porém, o anúncio não será suficiente para conter a onda de protestos no país. Mais cedo, antes da declaração oficial, o líder opositor Mohamed ElBaradei, afirmou que Hosni Mubarak terá de sair. Segundo ele, o discurso do presidente foi "praticamente um insulto à inteligência das pessoas." El Baradei, chefe da Assembleia Nacional para a Mudança, chegou na última quinta-feira (27) ao Cairo."
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A Amnesty International pediu às autoridades egípcias que não reprimam as manifestações planejadas para o dia 25 de janeiro em todo o país, ante as alegações de ameaças da polícia a membros da oposição.
Foram convocadas manifestações contra o desemprego, os abusos policiais e a corrupção, porém, houve denúncias de que ativistas da oposição - incluindo membros da organização proibida Irmandade Muçulmana e da Associação Nacional para a Mudança - têm sido convocados e ameaçados de prisão caso levem adiante os planos de realizar o protesto.
As autoridades advertiram que a polícia tratará “firme e decididamente” aqueles que participarem de protestos não-autorizados.
“O Egito precisa permitir manifestações pacíficas e parar de prender e intimidar ativistas pacíficos de oposição”, disse HassibaHadj Sahraoui, Diretora-adjunta do Programa da Amnesty International para o Oriente Médio e o Norte África.
“As forças de segurança do país têm um histórico preocupante no que diz respeito à forma de lidar com manifestantes, e nós pedimos que não façam uso excessivo e desproporcional da força amanhã”.

A nota acima foi públicada pela Anistia Internacional em 24/1/2011

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