sábado, 7 de novembro de 2009

Exposição da " Tiffany " no Museu de Luxemburgo

 
 
 Art nouveau em estado puro 
                
(7 de novembro de 2009) 
O contraste é gritante.
Enquanto o nosso presidente do Senado José Sarney se apropriou do mais simbólico e importante espaço cultural do Maranhão para  transformar numa peripatética Fundação que leva seu nome, o  do Senado aqui -além de cumprir seu dever perante a sociedade-dispõe de uma verba dedicada a manter a maravilha que é o Jardim de Luxemburgo e o Museu ali existente, dedicado a exposições de grande impacto e importância.

No ano passado,por exemplo,abrigou uma linda coleção de peças de René Lalique.
Agora é a vez de  mostar ao público o trabalho e o empreendedorismo de  Louis Comfort Tiffany,nascido em Nova York em 1848 e falecido em 1930, artista que decorou a casa Branca  (1892) ,designer e expert em vidros decorativos e lâmpadas.

 Tiffany  foi  patrono do MoMA- Metropolitan Museum of Art e um dos fundadores da  New York Society of Fine Arts.

Vindo de uma família milionária (a empresa do pai evoluiu de um bazar de utilidades a uma das mais famosas joalherias do mundo), passou boa parte de sua juventude viajando  e captando novas tendências decorativas.
 Tiffany cresceu cercado de magníficas obras de arte e fascinado com  a invenção que revolucionou o início do século XX: a luz elétrica.
E dessa fascinação veio seu trabalho: consagrou a vida `a arte dos vitrais e `as peças de art nouveau confeccionadas com o mesmo material. 
Em 1893, Tiffany criou seus primeiros vasos em "favrile",palavra que vem do latim fabrile=feito`a mão
Frederick Wilson foi um dos grandes colaboradores da Tiffany's:chefe do atelier de design,desenhou os vitrais religiosos porque era profundo conhecedor da Bíblia. Deixou como marca registrada as perfeiçãi das auréolas dos santos, os cachos de cabelos nas figuras e seus traços finos.
No final do século 19,o tema do "Bom Pastor" era o mais procurado para decorar igrejas.

Como se faz um vitral

Antes de mais nada, é construída uma maquete,ou seja, um desenho em escala reduzida.
Depois é confeccionado um "cartão", com as medidas reais das figuras,

As plaquinhas de vidro são cortadas com enorme cuidado e cada pedaço é colocado seguindo o cartão.
Nesta etapa do trabalho, o Mestre Pintor de Vitrais cuida dos detalhes de cada felemento do trabalho.
Primeiro, um cozimento no forno apropriado, a cerca de 1.500 graus,para fixar a  cor.
Depois, a pasta mole que é produto dessa cocção é trabalhada como  num quebra cabeças:a pasta  soprada se estende e todos os ornamentos da figura tomam seus lugares e reproduzem exatamente o desenho inicial. 
Para terminar, são  colocados nas estruturas de chumbo.

 
Clara Driscoll,
chefe do atelier feminino que se encarregava do corte dos vidros foi a autora dos primeiros modelos de lâmpadas e abajures .

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"A Arte nova (do francês Art nouveau ), foi um estilo estético essencialmente de design e arquitetura que também influenciou o mundo das artes plásticas. Era relacionado com o movimento arts & crafts e que teve grande destaque durante a Belle époque, nas últimas décadas do século XIX e primeiras décadas do século XX
Relaciona-se especialmente com a 2ª Revolução Industrial em curso na Europa com a exploração de novos materiais (como o ferro e o vidro, principais elementos dos edifícios que passaram a ser construídos segundo a nova estética) e os avanços tecnológicos na área gráfica, como a técnica da litografia colorida que teve grande influência nos cartazes
Devido à forte presença do estilo naquele período, este também recebeu o apelido de modern style (do inglês, estilo moderno).
O nome surgiu de uma loja parisiense (capital internacional do movimento), chamada justamente Art nouveau e que vendia mobiliário seguindo o estilo."
(Fonte:Wikipedia)
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