quinta-feira, 21 de maio de 2015

Turíbio Santos na Fundação Eva Klabin


 
Edição de Maio 2015 da Série  
CONCERTOS DE EVA

 


Ministério da Cultura e Klabin S.A. apresentam

Concertos de Eva

TURÍBIO SANTOS

28 de maio, quinta-feira

Visita guiada às 19h
Coquetel às 20h
Concerto às 20h30 

Ingressos: R$50,00 inteira | R$25,00 meia (acima de 60, estudantes)
Reservas com antecedência: Tels 3202-8554 / 3202-8550 / 8236-1825  
ou pelo email: reservas@evaklabin.org.br 

Programa:

Francisco Tarrega..............Adelita, Estudo em La Maior
Fernando Sor.....................Variações sobre um tema de Mozart, Rondo op 22
Agustin Barrios................. A Catedral (Introdução e Allegro)
Heitor Villa-Lobos ............Preludios 3, 1, e 2
Joaquin Turina................... Fandanguillo e Ráfaga
Turibio Santos....................Preludio,Carimbó,Valsa e Frevo.
Jackson do Pandeiro...........Tributo

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O violonista TURÍBIO SANTOS dispensa apresentações. Tornou-se um ícone nacional de seu instrumento e projetou-se também  internacionalmente, tendo morado durante 10 anos em Paris. 

Nunca se esqueceu de suas raízes e anualmente vinha ao Brasil para apresentar seus concertos, sempre com casas lotadas. 
Com mais de 70 gravações, entre discos e CDs, Turibio Santos acaba de lançar sua autobiografia pela ArtViva, editora.
Durante os anos de 1986 a 2010 dirigiu o Museu Villa-Lobos. ´
É o criador dos cursos de violão da UFRJ e da UNI-RIO.
É membro da Academia Brasileira de Música, da qual foi Presidente entre os anos de 2008 a 2011.

Programação e produção: Nenem Krieger
Organização: Marcio Doctors

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(do site da Fundação Eva Klabin)

sábado, 16 de maio de 2015

Centenário de nascimento de GAROTO- Aníbal Augusto Sardinha

O site do Sesc São Paulo publicou este artigo em 6 de março de 2013

Do moleque ao garoto

"Livro do pesquisador Jorge Mello ilumina a vida e a música de um gênio das cordas brasileiras

A nobre linhagem do violão brasileiro conta com nomes como Canhoto, Dilermando Reis, Zé Menezes, Laurindo de Almeida, Sebastião Tapajós, Baden Powell, Rafael Rabello, Paulo Belinatti, Guinga e Yamandú Costa. E na base destas cordas plenas de talento e originalidade, figura o nome de Aníbal Augusto Sardinha, ou simplesmente, Garoto. É ele que serve de referência comum à grande maioria dos músicos que se dedicam ao violão. 

Em Gente humilde: vida e música de Garoto (Edições Sesc SP), o pesquisador musical Jorge Mello traça uma biografia recheada de histórias pessoais contadas pelo próprio protagonista, a partir de registros de seu diário. Com abordagem mais temática do que propriamente cronológica, Jorge narra fatos importantes da vida pessoal e profissional do multi-instrumentista que marcou a história da música brasileira.

Garoto nasceu em São Paulo, em 1915, e morreu no Rio de Janeiro, em 1954. Em seus quase 40 anos de vida e 25 de carreira, influenciou alguns dos maiores nomes das gerações posteriores. Com sua maneira de compor e interpretar o choro e o samba ao violão, deu um novo rumo à musica popular, apontando o caminho que alguns anos depois levaria à bossa nova.

Destacou-se tocando com maestria bandolim, cavaquinho, violão tenor, guitarra havaiana, guitarra portuguesa e banjo. Tocava também violino, contrabaixo, violoncelo, piano e harpa, mas só os amigos mais íntimos eram agraciados com essas apresentações.

A história da cultura brasileira está povoada de personalidades importantes cujas trajetórias precisam ser contadas. Conhecidas basicamente nos círculos restritos dos especialistas, certas figuras de proa do cenário artístico e cultural brasileiro começam agora a se tornar objetos de pesquisa histórica, publicadas sobre a forma de livros disponíveis ao grande público.

Foi o que fez Jorge Mello. Professor do Departamento de Física da UFRRJ [Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro] desde 1986, ele coordena na mesma instituição os projetos culturais Terças Musicais e Num Cantinho um Violão.  Jorge é daqueles pesquisadores apaixonados pelo seu objeto. É co-autor do livro Caminhos cruzados, a vida e a música de Newton Mendonça e autor do ensaio “Brazilliance: uma experiência inovadora” para o site Músicos do Brasil: uma enciclopédia instrumental, coordenado por Maria Luiza Kfouri.
Gente humilde: vida e música de Garoto está dividido em onze capítulos, apresentando ainda três apêndices valiosíssimos. As primeiras páginas revelam que o contato de Aníbal Augusto Sardinha com a música aconteceu ainda na infância, uma vez que seu pai e seus irmãos tocavam instrumentos de corda.
Os registros do violonista em seu diário pessoal contam uma interessante passagem, ocorrida com seu irmão mais velho: “Batista tinha então um conjunto e guardava todos aqueles instrumentos lá em casa.
Quando não tinha ninguém por perto eu experimentava todos: violão, flauta, sax, bandolim, bandola, guitarra portuguesa, cavaquinho e o banjo. Eu tirava uns sons... Às vezes meu irmão me surpreendia e passava um pito, chamando-me de moleque”.

Segundo o autor, provavelmente essa é a origem do apelido Moleque do Banjo por meio do qual ele ficou conhecido no início de sua carreira, embora alguns creditem a alcunha ao fato de Garoto se apresentar tocando banjo com tão pouca idade. O fato é que, aos treze anos de idade, ele já mostrava habilidade ao tocar o instrumento e se apresentava acompanhando os irmãos em circos, bailes e cinemas.
Entre São Paulo e Rio de Janeiro, Garoto trabalhou em diversas emissoras de rádio, mas foi na Rádio Nacional que alcançou sucesso e reconhecimento. Primeiramente, Garoto integrou uma orquestra de 36 músicos no programa Um Milhão de Melodias, dirigido por Radamés Gnatalli, e logo conquistou programa próprio em que apresentava músicas de sua autoria.

As composições que deram a Garoto maior popularidade foram São Paulo quatrocentão (em parceria com Chiquinho do Acordeon), que chegou a vender 700 mil copias pela Odeon; Duas contas, com música e letra dele; Tristezas de um violão, um solo para violão elétrico; e Gente humilde, que muitos anos depois ganhou letra de Vinícius de Moraes e Chico Buarque. 

O autor recupera histórias importantes como a turnê que Garoto fez aos Estados Unidos - acompanhando Carmem Miranda e em apresentações solo. Jorge Mello ainda comprova o mérito de Garoto como precursor fundamental da bossa nova: no depoimento que deu, em 1967, ao Museu da Imagem e do Som, Tom Jobim afirmou que incluiria o compositor entre os pioneiros do movimento por se tratar de “peça importante”. Aliás, Garoto participou de inúmeros encontros festivos e musicais ao lado não somente do próprio Tom Jobim, como também de Pixinguinha, Laurindo de Almeida, Johnny Alf, Baden Powell, Billy Blanco Dorival Caymmi, Ary Barroso e Lúcio Alves.

Os três apêndices do livro formam aquele tipo de material organizado pela extrema habilidade documental do pesquisador dedicado.

O primeiro deles lista a participação de Garoto, como compositor ou instrumentista, nos discos e nos programas da Rádio Nacional. O segundo apresenta as extensas musicografia e discografia do artista. E a terceira exibe uma coleção de 26 fotografias que revelam a trajetória ímpar do músico – que vai do Moleque ao Garoto.    

A morte precoce do violonista, aos 39 anos, vítima de infarto, encerrou uma carreira promissora. Ele já era um músico consagrado e se preparava para uma turnê pela Europa. A importância de Garoto para a música brasileira – que Jorge Mello resgata com sensibilidade e paixão – pode ser resumida pela alcunha que lhe foi dada pelo pesquisador Henrique Cazes. Para ele, Aníbal Augusto Sardinha não foi nada menos do que um “gênio das cordas”

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"Gente Humilde"
https://youtu.be/rdE8KdDOjis

(Quarteto em Cy)

Letra de Chico Buarque e Vinícius de Morais

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"Duas Contas"

https://youtu.be/WwbrF9cPops

(Garoto - Solo)

"Provavelmente a letra de "Duas Contas" é a única feita pelo multiinstrumentista/compositor Garoto (Aníbal Augusto Sardinha) em toda a sua carreira. Ao terminar esta composição, Garoto mostrou-a ao seu diretor na Rádio Nacional, Paulo Tapajós , preocupado com o fato de ela ter uma letra sem rima: "Teus olhos / são duas contas pequeninas / qual duas pedras preciosas / que brilham mais que o luar.."

( fonte;site Cifrantiga )

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quarta-feira, 13 de maio de 2015

MPB EVA na Fundação Eva Klabin

 

Uma nova série está começando na Fundação Eva Klabin: MPB EVA,sempre um sábado  por mês,com Direção Musical de Nenem Krieger e Coordenação de Márcio Doctors.  

Na equipe de produção Fernando Gasparini e Cyntia C.

O primeiro espetáculo será agora no sábado, dia 16 de maio, às 

17horas, no lindo jardim da Fundação, com o premiadíssimo TRIO 

MADEIRA BRASIL





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 Trio Madeira Brasil

Conjunto de choro formado por Marcello Gonçalves (violão sete cordas), José Paulo Becker (violão) e  Ronaldo do Bandolim (bandolim) no Rio de Janeiro. Ronaldo do Bandolim, considerado por muitos como o melhor intérprete de Ernesto Nazareth e ex-integrante do Conjunto Época de Ouro. Marcelo Gonçalves foi sempre requisitado em várias gravações de diversos artistas da MPB, nas quais o violão de sete cordas se faz presente. Zé Paulo Becker, violonista e compositor, une o popular ao erudito e paralelo à carreira do grupo, dersenvolve carreira solo.
(do Dicionário Cravo Albin de MPB)

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Trio Madeira Brasil executa "Guerreiro" (Ernesto Nazareth)

https://youtu.be/NX92TxCx-Ho


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 Fundação Eva Klabin



 A Fundação Eva Klabin tem como sede a antiga residência de Eva Klabin e abriga uma coleção de obras de arte reunidas pela colecionadora ao longo de sessenta anos.

A coleção envolve renomado pintores internacionais, incluindo obras europeias do tempo do descobrimento do Brasil.
A casa por sí só é uma atração, possuindo jardins de muito bom gosto, assim como ambientes ecléticos e refinados, tendo sido moradia de Eva Klabin, colecionadora que deixou como legado a fundação com seu nome.

Eva foi também uma figura importante da vida social e cultural do Rio de Janeiro.
A casa localiza-se em local de rara beleza, com endereço de frente para a Lagoa Rodrigo de Freitas.

É uma das casas ainda remanescentes do tempo em que as moradias em volta da Lagoa eram compostas primordialmente de casas e casarões da aristocracia não somente do Rio de Janeiro, como de proprietários de várias partes do Brasil. 

Hoje o cenário encontra-se mudado, e as construções que circundam a Lagoa são quase na totalidade edifícios de apartamentos de alto luxo.
Fundação Eva Klabin às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas 

A casa situa-se na esquina da Av Epitácio Pessoa com a Av. Henrique Dodsworth, avenida está que é também conhecida como "Corte do Cantagalo", pois constitui uma passagem que liga a Lagoa Rodrigo Freitas à Copacabana, perfazendo um "corte" sobre o Morro do Cantagalo, vindo deste porém, a procedencia do nome popular desta via.


Av. Epitácio Pessoa, 2.480 - Lagoa
Tels. 3202-8550/3202-8554 / 3202-8559
cultura@evaklabin.org.br
www.evaklabin.org.br
Visitas Guiadas com marcação prévia: Ter-Sex, 14:30 e 16h 

(divulgação)

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domingo, 10 de maio de 2015

Hay dias das Mães ? Soy contra!

Maternity   Gustav KLIMT


Por focar em cheio   o consumo de bens materiais em lugar de privilegiar ternura e carinho,o  Dia das Mães,no Brasil, é considerado pelo comércio um “ Natal em Maio” e  gera mirabolante frenesi  filial. 
Diariamente,fico perplexa com os anúncios de supermercado que oferecem costelinha suína,batata lavada, sabão em pó e amaciante,drumete-asinha de frango- e outros quetais- utilizando o apelo emocional gerado pela data.
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Ano após ano,de 1º de janeiro a 31 de dezembro, procuro ser a mãe presente e amiga de um filho de quem muito me orgulho, de uma filha  que seria também o orgulho de qualquer mãe- e é mãe dedicada - e adoro minha neta.
Penso que, do outro lado do balcão, não fui das piores: filha única, cuidei da Dona Anna com toda fidelidade e amor, na saúde frágil e na doença final, na alegria pouca e nas dores muitas, até que a morte nos separou, por enquanto.
Tenho certificado virtual ISO 9000 na categoria" nora", avalizado pelas insuspeitadas declarações de uma sogra que era implacável nos julgamentos.
E, otimista, ouso acreditar que todos os ex e atuais genros poderiam dar depoimentos favoráveis.
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Nada melhor para cutucar as dores do passado remoto do que uma boa data comemorativa centrada nas figuras das Veneráveis Matriarcas.
Heleninha, minha colega de curso primário, era órfã desde bebê e sobrinha da dedicada e incansável Tia Célia que substituía muito bem a irmã falecida.

Nas festas do Grupo Escolar, as mestras entregavam todo ano à pobre criança uma rosa branca, enquanto os demais alunos, reconfortados possuidores do abrigo dos regaços maternos, iam para casa levando, triunfantes, uma rosa vermelha - garantia de proteção e de segurança. Tremenda sacanagem!
Acho que em solidariedade à Heleninha começou o meu horror pelas emoções com data marcada.
 Meu terapeuta levantou, dia desses, a seguinte instigante questão: por que o Dia das Mães me afeta tanto, a ponto de (quando cito) ser sempre precedido do adjetivo famigerado ? Porque famigerado quer dizer que tem fama (boa ou má) e no meu caso específico, tem má fama, mau astral, dia ruim e de atmosfera pesada, que mexe ao mesmo tempo com dores abissais e sentimentos emergentes.
Mãe não é, necessariamente, sinônimo de abnegação, renúncia e despojamento. 
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Vide o caso notório de Brigitte Bardot, hoje setentona, mas que ainda é capaz de ir ao fim do mundo para salvar da extinção um mico leão dourado e compreendo que alguém tem que fazer esse trabalho.
 Dei uma repassada na autobiografia "Initiales BB" (Éditions Grasset  Fasquelle, 1996) para não correr o risco de ser injusta e mal informada.
         Ali, ela chama o filho Nicholas (que teve com Jacques Charrier) de "um câncer que foi extirpado" e  assume que largou o infante de lado e dedicou-se aos animais irracionais.
E vide semelhantes episódios anônimos de mães displicentes e não amorosas, presentes em todas as famílias. Existem as que vendem e as  que jogam seus bebês no lixo,por pobreza extrema ou mesmo vergonha.

Também merecem registro no dia:

* as mães que perderam seus filhos para a “indesejada das gentes” por doença, acidente, bala perdida,suicídio ou para a vida mesmo: aí estão o tráfico de drogas, os vícios incontroláveis.
* os filhos que perderam suas mães
*as frustrações das potenciais mães - biologicamente incapacitadas para a reprodução - que se submetem a qualquer coisa para engravidar e, muitas vezes, nem conseguem.
*a angústia das fisicamente aptas a conceber daqui a um minuto, mas que escolhem ( ou precisam) abortar e, sendo católicas, além do trauma, ainda enxergam o cutelo da Igreja lhes apontando direto a porta do inferno.
* mães presidiárias e as mães de presidiários nas casas de detenção e delegacias lotadas , aguardando julgamentos.
*as que ousam desobedecer leis ainda caducas e, corajosamente, usam a “pílula do dia seguinte” e as que guardam o cordão umbilical de seus bebês, porque melhor prevenir que remediar.
* as doadoras anônimas de óvulos que permitem o milagre da fecundidade.
*as mães adolescentes, que perdem seu futuro por falta de informação e de cuidado.
*as mães moradoras de rua que nada mais que um leite ralo pela desnutrição podem oferecer aos seus pobres frutos.
* as mães lésbicas que lutam por ou perderam a guarda de seus meninos e meninas porque ousaram pensar diferente.

*os casais formados por duas mulheres que desejam - mas nem sempre conseguem - adotar uma criança órfã ou uma abandonada porque a sociedade hipócrita acha que vai fazer mal à cabeça dela ter duas mães em lugar de uma só.

Dia de entortar cabeças

Toda essa parafernália emocional que entorta muitas cabeças( a minha inclusa)se originou
quando a norte-americana Anna Jarvis, em 1910, começou sua cruzada no sentido de criar um dia em que todas as crianças se lembrassem e homenageassem suas mães, fortalecendo os laços familiares.
E, por tabela, cumprimentou com o chapéu dos outros, homenageando sua mãe,falecida naquele ano.
Em 26 de abril de 1910, o governador de Virgínia Ocidental, William E. Glasscock, incorporou o
Dia das Mães ao calendário de datas comemorativas daquele estado e, em 1914, a celebração foi unificada nos Estados Unidos, sendo comemorado sempre no segundo domingo de maio.
Em pouco tempo, mais de 40 países e suas associacões comerciais em todas as cidades adotaram a idéia.

Natal em Maio  
 Marcar um dia para o comércio faturar explorando as neuroses é uma tristeza mas, além da necessidade de lucrar na sociedade de consumo e das paranóias particulares, não se pode fugir do coletivo nem atravessar o calendário.
Até eu mesma reconheço, sendo tão contra a overdose maternal, de vez em quando é fatal a entrada no clima e sempre acontece um jantarzinho aqui em casa.

O fato consumado é que à meia noite de domingo para segunda vira-se a página e, aleluia!, só daqui a um ano a maluquice recomeça para as  Cinderelas por um dia nas filas dos restaurantes lotados e com a prole puta da vida por ter que participar do mico.

"Falo de cadeira",literalmente,porque já fiz parte da produção de um lance  desses em restaurante de shopping da zona norte do Rio,para assessorar e acompanhar minha filha que era responsável pelo  evento, circulando entre as mães sorteadas pela emissora de rádio.
Assim, matamos dois coelhos de uma só cajadada e pude validar minha nem sempre compreendida  opinião.



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quinta-feira, 7 de maio de 2015

8 de maio de 1945/2015- 70 anos da vitória aliada contra o nazifascismo



 


                  Brasil na Guerra 

Getúlio Vargas havia declarado em discurso (1940) que "seria mais fácil uma cobra fumar do que o Brasil entrar na guerra’. Com o torpedeamento de navios nossos na costa do nordeste, a opinião pública e os políticos  pressionaram e foi decidido o envio de  força militar brasileira de 25.334 militares das 3 Armas, comandada pelo general Mascarenhas de Morais.

Era a  FEB-Força Expedicionária Brasileira 
O lema dos expedicionários ficou,então,“A cobra está fumando”` 
No final do confronto-teoricamente- O Brasil nada foi exigiu dos Aliados:apenas um local para enterrar seus mortos,em Pistóia,na Itália. 
Em 1960, as cinzas dos soldados mortos foram transladadas de Pistóia para o Brasil e ,hoje ,estão no Monumento  Nacional  que foi erguido no Aterro do Flamengo,na entrada da Baía de Guanabara zona sul da cidade do Rio de Janeiro.(foto)

Os arquitetos foram Hélio Ribas Marinho e Marcos Konder Neto; o escultor Alfredo Ceschiatti, as pinturas são de Anísio Medeiros e o painel metálico, de Júlio Cateef Filho. 
Cobrindo área de 6.850 m2 , o Mionumento tem,em  três planos, subsolo, patamar e plataforma, lago e escadaria. 
No local há uma placa com citação do poeta Ledo Ivo ao soldado desconhecido” Aqui jaz um herói da FEB.Deus sabe seu nome”

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O Dia da Vitória  continua a ser feriado em muitos países da União Européia. 
O racionamento de roupas e de alimentos continuou por alguns anos depois do final da guerra,mas poder comemorar liberdade não tem preço e valeu os sacrifícios.

Em Londres,por exemplo, o Rei Jorge VI e a Rainha Elizabeth, acompanhados pelo primeiro-ministro, Winston Churchill, saudaram mais de um milhão de pessoas da sacada do Palácio de Buckingham. 

As Princesas Elizabeth (futura Rainha) e Margareth juntaram-se anonimamente ao povo para festejar. Nos Estados Unidos, o Presidente Harry Truman dedicou a vitória ao seu antecessor, Franklin D. Roosevelt,que havia falecido um mêa antes.

Os Aliados tinham escolhido o dia 9 para celebrar,mas os jornalistas divulgaram a rendição alemã naquele dia 8. 
É esse o motivo do dia da Vitória na Rússia -e em outros países da antiga URRS -ser celebrado a 9 de maio.  
A segunda Guerra mundial, que começou em 1º de setembro de 1939 com a invasão da Polônia pela Alemanha , teve imediata reação da França e da Comunidade de Nações.A Itália e o Japão entraram ao lado dos alemães, formando o “Eixo”

Adolf Hitler , Führer do Terceiro Reich, pretendia criar uma "nova ordem" na Europa,calcada nos princípios nazistas que defendiam a eliminação de judeus, ciganos,deficientes físicos,homossexuais e puniam as liberdades, os direitos individuais e as ideologias comunistas,socialistas e liberais. 

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