terça-feira, 22 de abril de 2014

Pixinguinha



23 de abril. aniversário de nascimento

Coração bate infeliz por não te ver
Pizindin” (em idioma banto significa “menino bom”) foi o apelido dado pela avó africana, Dona Edwirges, ao neto tranquilo, chamado Alfredo da Rocha Vianna Filho.
E o menino continuou bom e tranquilo pelo resto dos 72 anos de sua bela vida. Não há quem o tenha conhecido que não afirme que ele foi um homem maravilhoso. E generoso. E otimista. E humilde, sem nenhuma pose, sempre sorrindo, ajudando os semelhantes.
Não é só por ser carioca que usei seis adjetivos num só parágrafo para descrever um conterrâneo.
O alto astral de Pixinguinha era lendário, assim como seu bom caráter. Maior que isso, só o talento de compositor e arranjador. Foi também flautista, saxofonista e regente.
Nasceu no dia 23 de abril de 1897, no bairro da Piedade, subúrbio do Rio, filho de Alfredo da Rocha Vianna, funcionário dos Correios e músico amador e Raimunda da Rocha Vianna. Eram 13 irmãos, sendo 4 do primeiro casamento de sua mãe.
O pai reunia músicos em casa e Pixinguinha cresceu ouvindo o grande Irineu Batina ( Irineu de Almeida), Candinho Trombone e tantos mais.
Aprendeu as primeiras letras com um professor particular, depois foi para o Liceu Santa Tereza e para o São Bento (certamente como bolsista) colégio da classe alta do Rio, primeiro colocado na lista nacional do ENEM 2011 e que até hoje recebe a fina flor dos filhos de famílias aqui da terra.
Iniciou os estudos de música com os irmãos Léo e Henrique, que lhe ensinaram a tocar cavaquinho.
Logo passou a acompanhar o pai, que se apresentava em bailes. A família mudou-se para o bairro do Catumbi - próximo do atual sambódromo - e os meninos passaram a receber aulas de Borges Leitão, grande músico na época.
Em 1908, com 11 anos, compôs o choro "Lata de leite".
Os oito batutas
O pai, impressionado com a sensibilidade de Pixinguinha, mandou trazer da Itália uma flauta de prata e a direção da “Sociedade Dançante Carnavalesca Filhas da Jardineira” o convidou para tocar na sua orquestra.
Pixinguinha, na flauta, formou, com Pedro Sá ao piano e Francisco de Assis no violão, o "Trio Suburbano".A fama como flautista logo se espalhou e ele continuou a compor suas valsas, polcas e choros e formou o Grupo do Pixinguinha, mais tarde conhecido como “Os oito batutas”(na foto Pixinguinha é o 1º à direita)
Os “Batutas” fizeram uma famosa excursão à Europa na década de 20 do século passado - primeira tentativa de divulgar nossa música no exterior.
1927 foi o ano do casamento com Albertina da Rocha (Betty), estrela da Companhia Negra de Revista.
O casal passou a residir em uma casa alugada no subúrbio de Ramos.
Em 1933, Pixinguinha obteve o diploma de Teoria Musical no Instituto Nacional de Música - que hoje é parte da Universidade Federal do Rio de Janeiro ( UFRJ ).
Foi nomeado pelo então Prefeito do Rio, Pedro Ernesto, Fiscal de Limpeza Pública com a condição de reunir colegas de repartição e fundar a Banda Municipal, que faria sua estréia na posse do próprio Pedro Ernesto.
Em 1928, formou a “Orquestra Típica Pixinguinha-Donga” (outro compositor e sambista conhecido de qualquer carioca com mais de 40 anos) que gravou os primeiros discos comercializados. Foi, então, um pioneiro da indústria fonográfica nacional.
Em 1935, Betty e Pixinguinha, adotaram um menino, que recebeu o nome de Alfredo da Rocha Vianna Neto, o Alfredinho.
Sérios problemas cardiológicos, durante décadas, fizeram com que nosso músico se afastasse da cena artística. Também gostava de beber, o que piorava sua saúde. Mas, conseguiu retomar a carreira.
Em maio de 1956, o então prefeito Negrão de Lima mudou o nome da rua em que ele morava, no bairro de Olaria, para Rua Pixinguinha,
Dois anos depois, recebeu o Prêmio da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, diploma concedido ao melhor arranjador do ano.

Mérito
Em 1967, recebeu a Ordem de Comendador do Clube de Jazz e Bossa, dirigido por Ricardo Cravo Albin e Jorge Guinle, e o Diploma da Ordem do Mérito do Trabalho, conferido pelo Presidente da República.
Ao comoletar 70 anos, foi homenageado com uma exposição no Museu da Imagem e do Som e com um concerto no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
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A morte da esposa Betty o abalou profundamente.
No sábado de carnaval de 1973, ao comparecer à Igreja Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, para batizar o filho de um amigo, sofreu um enfarte fulminante e ali morreu, enquanto passava a Banda de Ipanema.
Em 1974, sua vida foi enredo da Escola de Samba Portela: "O mundo melhor de Pixinguinha", de Jair Amorim e Evaldo Gouveia.
A Portela não ganhou o concurso, mas o samba-enredo entrou para o cancioneiro carioca.
Mais um tributo foi prestado: O Ministério da Cultura e a FUNARTE retomaram, em 2004, o “Projeto Pixinguinha”,que envia elencos de cantores e músicos para que se apresentem em todo o Brasil.

Carinhoso
“Carinhoso” - de 1917 - está em qualquer lista dos clássicos da nossa música popular. O parceiro que compôs a letra foi Braguinha (Antonio Carlos Braga) por Yamandú Costa (e a platéia do Teatro Municipal de Niterói-RJ-2005)

Para o amigo Marco,ele também violonista clássico.

Com Marisa Monte e Paulinho da Viola
http://youtu.be/C-Gg8HH1UzM
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domingo, 20 de abril de 2014

Concertos de Eva na FEK-edição de abril

   "Nosso próximo concerto da FEK é quase internacional já que a violinista é holandesa, o Matias de Oliveira Pinto é o violoncelista radicado há mais de 30 anos em Berlim e a Viviane Taliberti, a pianista, vive em ponte aérea entre Uberlândia-onde organiza concertos- e a Alemanha."

Nenem Krieger,programadora e produtora da série

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sábado, 19 de abril de 2014

A Páscoa e os ovos Fabergé




Fabergé, o joalheiro dos czares
  



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Tradição da religião ortodoxa, a distribuição de ovos decorados como símbolo de esperança e vida renovada transformava a Páscoa na mais colorida celebração do calendário russo.
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                                  Na Páscoa de 1884, Peter Karl Fabergé - o joalheiro oficial da corte - recebeu uma encomenda especial: criar uma jóia para que o Czar Alexandre III presenteasse a Czarina Maria Feodorovna, no seu vigésimo aniversário de casamento.

Fabergé criou um ovo de ouro e pedras preciosas que foi entregue no domingo festivo, como se fosse um simples embrulho. Para surpresa e deleite da Czarina havia dentro um ovo de ouro encimado pela miniatura, em diamantes, da coroa imperial.

A partir de então,o joalheiro passou a receber "a" encomenda de um novo presente a cada ano, com a condição de que a peça fosse única e contivesse, no seu interior, uma surpresa inesquecível para a Imperatriz.Com grande criatividade e talento técnico, Fabergé anualmente superava o desafio, buscando inspiração em fatos da vida do casal imperial

O ovo Fabergé passou a ser cobiçado por toda a corte. Os motivos se tornaram temáticos: cenas da história da Rússia, a inauguração da estrada de ferro que ligava Moscou à Sibéria e atos de bravura dos militares.

Dez anos mais tarde, em outubro de 1894, com a morte súbita de Alexandre III, aconteceram - no curto intervalo de 25 dias - o casamento de seu herdeiro com a princesa alemã Alix de Hessen-Darmstadt e sua coroação, como Nicolau II.


Na exposição internacional de Paris, em 1900 os ovos foram mostrados ao público pela primeira vez. O juri, extasiado, distribuiu prêmios e honrarias.A concepção criativa e a opulência na confecção ajudaram a difundir a fama das jóias Fabergé por toda a Europa. A partir de 1906, a joalheria ampliou seus negócios e surgiram ateliers, supervisionados pelo próprio Fabergé, em Kiev, Moscou e Londres.




Nicolau gostava da pompa e dos rituais da vida militar, mas quando devia mostrar aptidão para seu papel histórico mostrava vacilação e suas atitudes contraditórias colaboraram para que uma firme oposição se desenvolvesse.A famÌlia real se manteve ilhada na esfera doméstica, onde as decisões a serem tomadas eram bem mais simples.
A Czarina vivia em enorme depressão causada pela hemofilia do filho varão e herdeiro e se tornou dependente de Rasputin,ora chamado de "homem santo", ora de charlatão.
Fabergé pesquisava os interesses dos Romanov,transformando os feitos importantes de suas vidas em presentes de Páscoa, para agradar e surpreender.

A cada ano os ovos da Páscoa Imperial ficavam mais extravagantes. Segundo o expert Géza von Habsburg "até hoje são o topo supremo, o apogeu do artesanato em jóias”.
Todos os elementos importantes da saga dos Romanov estão presentes na elegância do ovo do 15º aniversário, um verdadeiro álbum de famÌlia.

Detalhes dos mais notáveis feitos do reinado de Nicolau II e cada um de seus familiares - os cinco lindos filhos, o czar e a czarina.

A Primeira Guerra Mundial forçou a utilização - com mais frequência - de materiais semipreciosos. 
Naquele instante, a já indisfarçável impopularidade do Czar foi congelada pela união em defesa da Rússia, mas a caótica administração e as condições econômicas catastróficas tornaram impossível o esforço de guerra que Nicolau II comandava.
Greves e boicotes, com multidões em busca de alimentos começaram a explodir em Moscou e São Petesburgo e até as tropas imperiais se juntaram ao povo descontente.
Os movimentos sociais, que culminaram na Revolução Russa, fizeram com que Fabergé decidisse pelo fechamento de seu atelier em 1916.

Sem o apoio da aristocracia, em 15 de Março de 1917, Nicolau abdicou. 

No dia seguinte, um decreto do novo governo ordenou a prisão do Czar e de sua família, que foram enviados à Sibéria. Em 17 de julho de 1918, Nicolau, Alexandra e seus cinco filhos - Olga, Tatiana, Maria, Anastasia e Alexei - foram executados.
Da família apenas a rainha mãe, Imperatriz Maria Fedorovna, escapou da fúria assassina.


Ao fugir para a Inglaterra, a bordo do navio Marlborough, ela levou o ovo da Ordem de São Jorge , o último que recebeu de seu filho, o Czar de todas as Rússias. 

O Ovo da Cruz de São Jorge foi feito em prata e esmalte, no lugar de ouro e diamantes, para homenagear Nicolau II pela bravura à frente do exército russo, durante a 1a. Guerra Mundial.
Logo após a revolução, os bens dos Romanov foram confiscados pelos bolcheviques.
A maioria dos Ovos Fabergé foi inventariada, empacotada e enviada ao Kremlin.
Muitos desapareceram durante a pilhagem ocorrida nos palácios.Ligados à decadência do Império Russo, os Ovos Fabergé tiveram seus preços, inicialmente, desvalorizados.
O filho de Fabergé, Agathon, foi preso pelos revolucionários, mas conseguiu negociar uma anistia para avaliar as jóias e pedras preciosas confiscadas. Exilado em Lausanne, na Suiça, Peter Karl Fabergé morreu em 1920.c
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O advento do regime comunista não significou o final da lenda.Ao contrário, agregando a aura da tragédia, estes tesouros se transformaram em peças disputadíssimas por colecionadores, atingindo valores astronômicos no mercado internacional. De acordo com estimativas, entre 1884 e 1916, teriam sido confeccionados 56 ovos para a corte imperial.
Até 1998, haviam sido localizados 44 destes exemplares
Em 2008, o noticiário internacional um dava conta que um ovo Imperial foi arrematado num leilão em Londres por 12 e meio milhões de euros

Atualmente, são cidadãos americanos os 5 maiores colecionadores das jóias e ovos Fabergé: Matilda Geddings Gray, Lillian Thomas Pratt, Marjorie Merriweather Post, India Early Minshall e Malcolm S. Forbes.
Eu vi luxuriante exposição de réplicas, no Museu de Artes Decorativas em Paris, mostrando ao mundo, no início do século XXI, toda a opulência da Russia dos Czares.
Ainda hoje, a Casa Fabergé produz séries limitadas de ovos em cristal, com lapidação reproduzindo desenhos dos originais do século XIX e início do século XX .

sexta-feira, 18 de abril de 2014

19 de abril - Dia do índio

Criado em 1943 pelo presidente Getúlio Vargas, através do decreto lei número 5.540.
Em 1940, aconteceu um congresso com a presença de diversas autoridades governamentais dos países da América.
Líderes indígenas foram convidados a tomar parte das reuniões e decisões. 
A princípio temerosos, alguns dias depois resolveram comparecer,percebendo a importância daquele momento histórico.

Esta participação ocorreu no dia 19 de abril,depois escolhido, no continente americano, como o Dia do Índio.

No Brasil,atualmente e segundo a FUNAI (Fundação Nacional do Índio), são cerca de 460 mil os descendentes dos mais de 3 milhões que se espalhavam pelo nosso território quando os portugueses chegaram em 1500.
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Baby do Brasil(antes Baby Consuelo), seu filho Pedro Baby e banda
 "Todo dia era dia de índio", de Jorge  Benjor
http://youtu.be/XiehTd28P7E

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quinta-feira, 10 de abril de 2014

Greenwich


Um terço do meu coração  agora mora aqui. E a miscelânea de estilos  e abundância de espaços se deve ao texto ter sido elaborado aos poucos,no decorrer da visita.Sorry... .
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O Cutty Sark

SLR-Herstmonceux-B614.jpg
Observatório Real de Grennwich :A luz do laser verde "divide" as partes oriental e ocidental do planeta



O Royal Observatory Greenwich abreviado pela sigla ROG  é um observatório astronômico projetado pelo arquiteto Sir Christopher Wren, situado em Greenwich Park, um subúrbio de Londres, com vista para o Tâmisa.

Inaugurado em 22 de junho 1675, no reinado de Charles II,originou o cargo de   Astrônomo Real para seu diretor. John Flamsteed,


No ato de fundação, assim lhe foi exigido:   "deve ter  muito cuidado e a máxima diligência para corrigir tabelas mostrando movimentos do céu e da posição das estrelas fixas , para determinar as melhores longitudes e aperfeiçoando a arte de navegação. 

Pela primeira vez na Inglaterra um edifício foi construído especificamente para sediar um centro de pesquisa científica. 



A princípio abrigou os instrumentos científicos usados ​​por Flamsteed em seu trabalho sobre os astros.Depois disso,lhe,foram atribuídas novas tarefas : a medição do tempo  e a publicação de um Almanaque Náutico. 

Astrônomos britânicos usaram durante muito tempo o Observatório Real para estabelecer  as medidas de quatro meridianos distintos 
O ponto de partida da longitude, o Meridiano de Greenwich, foi determinado em 1851 e adotado em uma conferência internacional em outubro de 1884.

Originalmente, foi marcado por  uma tira de cobre no pátio, agora substituída por outra de aço inoxidável. 
Desde 16 de Dezembro de 1999, um poderoso laser verde, em algumas  noites , brilha ao norte nos céus de Londres .


   O Cutty Sark

Deve o seu nome a um personagem de ficção chamado "Cutty Sark", uma bruxa dançarina 

Linha do Tempo
(Fonte:Wikipedia)



1869-construído em Dumbarton,Escócia, nos estaleiros Scott & Linton, com projeto do engenheiro naval  Hercules Linton  e lançado ao mar no mesmo ano.


Fevereiro de 1870-Primeira viagem transportando chá





Em fins do século 19  os clippers foram substituídos pelos barcos a vapor na rota do chá,que  podiam passar  pelo Canal de Suez
 O Cutty Sark foi destinado então ao comércio de lã com a Austrália . Sob o comando do capitão Richard Woodget 

1895 - vendido à empresa portuguesa Joaquim Antunes Ferreira e Cia  agora rebatizado  como "Ferreira". 
Transportou vários tipos de mercadorias entre a metrópole e as então colônias africanas.
1916 sofreu estragos provocados pelo mau tempo, 
até 1922, navegou entre Portugal, Angola, Moçambique, Brasil,Estados Unidos e Reino Unido.



Em 1916 foi profundamente reformado, no porto de  C idade do Cabo e rebatizado como "Maria do Amparo". Em 1922 o capitão Wilfred Dowmanadquiriu a embarcação, devolveu-a ao seu aspecto original e destinou-a a embarcação de recreio.







Do século XX aos nossos dias



  daqui em diante,direto da Wikipedia

'Em 1954 foi levado a Greenwich, no Sudeste de Londres, e colocado em doca-seca. Ao final do século XX conservava-se como um barco-museu, constituindo-se em uma das principais atrações turísticas daquele bairro londrino, próximo ao Museu Marítimo Nacional, ao antigo Hospital e ao Parque. É um dos pontos de passagem obrigatórios durante a Maratona de Londres.
A embarcação arvora uma bandeira com a legenda "JKWS", o código que representa Cutty Sark no Código internacional de sinais, introduzido em 1857.
A embarcação inspirou a marca de whisky com o mesmo nome. Uma imagem do veleiro figura no rótulo e antigamente, a marca patrocinava uma corrida de clipper conhecida como "Cutty Sark Tall Ships' Race".
No início do século XXI, encontrava-se em processo de restauração, em sua doca-seca em Greenwich, ao custo estimado de 25 milhões de libras esterlinas. 
Uma etapa do projeto previa elevar o casco do mesmo na doca a cerca de três metros de altura, para a construção de museu que permitisse aos visitantes observar o seu casco por baixo.
Com o devastador incêndio de 21 de maio de 2007 , os trabalhos foram suspensos".

No entanto, corrijo a Wikipedia : foi totalmente reformado e inaugurado em 2012 pelo  Príncipe William
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