segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Trilogia das Teresas- 1


Marie-Françoise Thérèse Martin, a Santa Teresinha do Menino Jesus ou  Santa Teresa de Lisieux.

Doutora da Igreja Católica




"Na Igreja Católica, Doutores e Doutoras da Igreja (em latim Doctores Ecclesiæ) são homens e mulheres cujos pensamentos, pregações, escritos e forma de vida enalteceram o cristianismo.
Todos eles foram considerados modelos de santidade e que contribuiram de alguma forma original (e conforme a  doutrina católica) para a doutrina e espiritualidade cristã, tendo sido o título reconhecido quer por um Papa, quer por um concílio ecumênico" (Wikipedia)
Religiosa carmelita francesa
*Aleçon ,2 de janeiro de 1873  
+Lisieux 30 de setembro de 1897 
 


Beatificação : 29 de abril de 1923  

Canonização: 17 de maio de 1925,em Roma por Pio XI
  

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Em LISIEUX.pequena cidade do departamento(estado) de Calvados na 

região da Baixa-Normandia, distante  195 km de Paris, morou e morreu 

de tuberculose aos 24 anos a santa conhecida aqui no Brasil como Santa 

Teresinha doMenino Jesus.  


Filha de um casal de comerciantes que possuía uma relojoaria,Louis e Zélie Martin e irmã caçula de Marie e Pauline 
que cuidaram de sua criação com a morte da mãe, em 1877. 

Estudou no colégio feminino da Abadia das Monjas Beneditinas  de Lisieux e .depois,recebeu aulas particulares  
Seguiu os passos de Pauline e Marie. 

Primeiro uma e, depois, a outra irmã se dedicaram ao serviço religioso. 


Existe uma versão muito simplista e que me parece inconsistente:depois de voltar de uma missa de Natal, ansiosa para abrir seus presentes,Teresa teria sido recriminada pelo pai, de forma severa.
Mr Martin achou que a menina não tinha mais idade para ser fútil e ambiciosa. Ela,então, decidiu ali encerrar sua juventude e se dedicar ao serviço de Deus.
Mais tarde,  ainda quase adolescente,Teresa Martin entrou para o convento em Lisieux que apesar de ser muito pobre e ter muito pouco tempo de funcionamento,já havia fundado um outro Carmelo no Extremo Oriente,em 1861. 


   
Espiritualidade  inspira devotos.


Ela se propunha buscar a santidade em atos diários,mesmo os mais insignificantes,desde que fossem devotados ao amor de Deus.  

Ao proclamá-la  a 33a Doutora da Igreja, o Papa João Paulo II reconheceu sua vida exemplar e a qualidade de seus trabalhos de artesã e escritora: esboços, poemas, preces e peças de teatro.  


Menos conhecidas são as suas obras de arte:imagens que criou e decorou,objetos pintados,esboços,desenhos,pequenos quadros com enredos litúrgicos e seus missais decorados com iluminuras.

Teresa tem sido um grande modelo de santidade para os católicos romanos pela sua simplicidade e pela grandeza de sua vida espiritual.

Como São Francisco de Assis, é uma das mais populares santas da história da Igreja,co-padroeira das Missões e,segundo Pio X,I "a estrela de seu pontificado".
O Papa Pio X a considerou "a maior das santas da Idade Moderna" ]
 


Desde 1944, é Padroeira da França,juntamente
com Santa JoanaD'Arc
Suas estátuas estão lado a lado na Catedral de Notre Dame, em Paris.



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Construída em sua honra, a Basílica de Lisieux (foto)é o segundo maior local de peregrinação do país, depois de Lourdes, templos  que estão para a França como Aparecida está para o  Brasil.

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quarta-feira, 7 de novembro de 2018

30 anos da Constituição Cidadã


 



"A luz de lamparina na noite dos desgraçados”

Ulysses Guimarães
(1916-1992)


A Assembléia Constituinte,instalada em 1º de fevereiro de 1998,começou a funcionar com uma disputa entre os deputados Ulysses Guimarães (PMDB-SP)e Lysâneas Maciel (PDT/RJ) marcando já a competição entre forças de direita,centro-diteita e esquerda.

Ulysses Guimarães foi escolhido por 425 votos (centro-direita e esquerda) contra 69 para Lysâneas e 28 em branco

Talvez a maior polêmica tenha sido sobre a participação dos 24 dos 72 senadores eleitos por  4 anos.
No decorrer do tempo,esses parlamentares também se tornaram constituintes,mesmo sem que tenham sido eleitos para a finalidade 
Antes do início dos trabalhos,tanto os. constituintes como o povo precisaram cumprir um prazo para divulgar suas sugestões na elaboração do documento.

Foram 19 meses de sessões e 1029 votações,61.020 emendas,122 emendas de caráter popular-algumas com mais de um milhão de assinaturas. 

A decepção   pela derrota na campanha da “Diretas Já" aglutinou as esperanças populares para o plenário onde,com a frequência média de 70% dos constituintes,iam seguindo os trabalhos

No discurso histórico (5/10/1988)ao apresentar a nova Constituição ao povo e  consolidar a democracia,dez anos depois dos primeiros passos dados no governo Geisel,Dr Ulysses  declarou:  

"Não é a Constituição perfeita. Se fosse perfeita, seria irreformável. Ela própria, com humildade e realismo, admite ser emendada até por maioria mais acessível, dentro de cinco anos. 

Não é a Constituição perfeita, mas será útil e pioneira e desbravadora. Será luz, ainda que de lamparina, na noite dos desgraçados. 
É caminhando que se abrem os caminhos. Ela vai caminhar e abri-los. 

Será redentor o que penetrar nos bolsões sujos, escuros e ignorados da miséria"
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Texto Completo da Constituição Federal com as emendas até 2013 e... como brinde, a constituição de São Paulo..
em:
http://www.imprensaoficial.com.br/PortalIO/download/pdf/Constituicoes_declaracao.pdf

sábado, 3 de novembro de 2018

Filme sobre Freddie Mercury nas telas desde dia 1/11

Bohemian Rhapsody é uma celebração exuberante do Queen, sua música e seu extraordinário cantor principal Freddie Mercury, que desafiou estereótipos e quebrou convenções para se tornar um dos artistas mais amados do planeta.

 O filme mostra o sucesso meteórico da banda através de suas canções icônicas e som revolucionário, a quase implosão quando o estilo de vida de Mercury sai do controle e o reencontro triunfal na véspera do Live Aid, onde Mercury, agora enfrentando uma doença fatal, comanda a banda em uma das maiores apresentações da história do rock.
(divulgação)
 
 Trailer:
https://www.youtube.com/watch?v=GryRsVhOvxo#action=share


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Antes de compor este texto,conversei com alguns fãs do “Queen” e de Freddie Mercury (um dos mais importantes grupos de rock do mundo e seu líder durante duas décadas) e com alguns experts em música.



Praticamente todos sabiam que o verdadeiro nome de Freddie era Farrokh Bulsara e que ele havia nascido em Stone Town, Zanzibar, colônia britânica no oeste da África, hoje parte da Tanzânia.


A “novidade” que encontrei foi o fato de seus pais serem parsee indianos descendentes de iranianos seguidores do Zoroastrismo.
Na canção "Mustapha", aparecem palavras estranhas que seriam deste dialeto e que estão nos 2 sub títulos a seguir.


As fotos da lendária apresentação do “Queen” no “Rock in Rio” 85 (meninos, eu vi!) ficaram para sempre na iconografia da Música e até hoje estão presentes nos Cds e DVDs da banda.



Razzamaatz


Farrock Bulsara nasceu em 5 de setembro de 1946, filho de Jer e Bomi (naturais de Gujarati, Índia) e, a partir de seis anos, foi para um colégio interno perto de Bombaim, onde logo demonstrou aptidão para artes e música, e começou a ser chamado de Freddie (os coleguinhas tinham dificuldade de pronunciar o nome original)

O pai era funcionário do governo britânico e, com a independência da ilha, em 1963, foi remanejado para Londres.Um ano depois, a família inteira mudou-se para a Inglaterra, onde Freddie completou os estudos.

Em 1969, recebeu o diploma universitário de Arte e Desenho pelo Ealing College of Art. Durante o curso, adotou o sobrenome Mercury, homenagem ao mensageiro dos deuses, que rege as comunicações - librianos como Freddie são regidos por Gêmeos e Vênus, a eloqüência e a beleza.


Foi proprietário de um brechó no “mercado das pulgas” em Londres, onde conheceu o futuro companheiro de trabalho Roger Taylor e passou a fazer parte de um grupo local - o “ Ibex”, como tecladista e cantor.

Roger Taylor (baixo) e Brian May (guitarra), procuravam um parceiro para dar continuidade à banda Smile, dos tempos psicodélicos (1967) - que, no futuro, teria o nome “ Queen”(foto)

Em 1971, John Deacon juntou-se a eles.

Achbar ish


Freddie chegou para a nova formação e tudo mudou, menos a presença dos sintetizadores - esta informação está contida na contracapa dos álbuns dos anos 70.

O primeiro álbum do Queen, em 1973, não agradou aos apreciadores da mesmice: a audácia de chamar um grupo de “Rainha” em plena monarquia, o cabelão e pesada maquiagem de Mercury. “Killer Queen”, tributo a “uma pessoa tipo Maria Antonieta, sem sexo definido”.


Mais tarde, a partir do LP “The Game”, o grupo se rendeu à tecnologia, chegando ao tecnopop em algumas faixas do “The Works” - ali está“Radio Ga-Ga”.

A iluminação caprichada, as “performances operísticas”, marcações teatrais, refrões poderosos, passos de ballet - que ele adorava - roupas ousadas, letras mais ousadas ainda, solos de piano e, em menos de um ano “sob nova direção” “Queen” já era uma das mais famosas bandas de todos os tempos.


Começaram as turnês pelo mundo, com público nunca menor que centenas de milhares de espectadores.

De 1975 a 1983, o grupo acumulou uma fileira de sucessos.





Vejam só que pitéu, meus leitores: "Bohemian Rhapsody"do album A Night at the Opera (1975), "Somebody to Love", "We Will Rock You", "We Are the Champions", "Bicycle Races", "Fat-Bottomed Girls", "Bicycle Race”, "Crazy Little Thing Called Love" , "Another One Bites the Dust", "Under Pressure" (com David Bowie, 1981).


Mas o grande barato foi mesmo “A Night At The Opera” (1975),quando Freddie fez a festa: rock pauleira misturado a baladas clássicas, vaudeville e instrumentos antigos.


Em 1980, uma mudança drástica no visual mostrando o talento de designer, cenógrafo e figurinista de nosso biografado.

Um macho man de bigodão, corpo trabalhadíssimo, cabelos gomalinados e jeans colantes, substituindo a delicada persona “queeny”. A nova imagem não resolveu a confusão na cabeça dos fãs do vídeo-clip de “ I Want to Break Free” (1984) que trazia os rapazes da banda, todos eles, em modelitos totalmente drag.


Trocando de gravadora - da Electra para a Capitol - o “Queen” passou a visitar países da Ásia Menor e América Latina, potencializando a visibilidade. Amalgamados, Queen/Mercury passaram a ser uma coisa só.

Marcaram toda uma geração e a música do século XX.

Venderam 850 milhões de discos, ficando atrás apenas de Elvis Presley e dos Beatles.


“We are the Champions”, foi escolhida a “mais bela canção de todos os tempos” em concurso realizado em 160 países.



Em 23 de novembro de 1991, a imprensa recebeu um comunicado confirmando que Fred sofria de Aids, como se suspeitava há tempos.Ele morreu no dia seguinte.

Desde então, muitas homenagens foram prestadas : um concerto beneficente para pesquisa contra Aids, um ballet coreografado por Maurice Béjart e a inclusão no Rock and Roll Hall of Fame.








Freddie em Montreux



Freddie Mercury e o Queen gostavam muito de Montreux, na Suíça, onde costumavam descansar nas férias, desde 1978. Gravavam no Mountain Studios, ali chegando sempre depois do famoso festival de jazz - um dos álbuns da banda se chama JAZZ.
Felizes com o resultado das gravações resolveram simplesmente comprar os estúdios de som. Ali foi gravado o último trabalho do grupo -"Made in Heaven” - com os vocais de Freddie previamente gravados.

Em 25 de novembro de 1996, cinco anos após a morte, foi inaugurada uma estátua de Freddie na Praça do Mercado em Montreux. Memória viva na cidade, tornou-se uma tradição que todos os dias fãs do mundo inteiro ali venham depositar uma rosa em homenagem.  
 
SAUDADES 




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Love of my Lifehttp://youtu.be/8oioH8A818w 


We are the championshttp://youtu.be/Kw0-COK-1mk

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quinta-feira, 1 de novembro de 2018

2 de novembro -Dia de Finados - Todos são iguais perante a morte

 

" Não fala com pobre, não dá mão a preto

Não carrega embrulho

Pra que tanta pose, doutor

Pra que esse orgulho?

A bruxa que é cega esbarra na gente
E a vida estanca O enfarte lhe pega, doutor
E acaba essa banca 
A vaidade é assim, põe o bobo no alto  
E retira a escada 
Mas fica por perto esperando sentada 
Mais cedo ou mais tarde ele acaba no chão 
Mais alto o coqueiro, maior é o tombo do coco afinal 
Todo mundo é igual quando a vida termina 
Com terra em cima e na horizontal" 
 “A banca do distinto”, samba de Billy Blanco 



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Tradição do dia de finados no México 
No México,o Dia dos Mortos é uma celebração de origem indígena que honra os falecidos no dia 2 de novembro,coincidindo com as tradições católicas. 
E é uma das festas mais animadas da cultura local porque, segundo diz a lenda popular, mortos vêm visitar seus queridos.
As comemorações geram divisas, trazem turistas e atingem até o paladar:as caveirinhas de açúcar são as preferidas das crianças e bolos e comidas especiais são degustados nos cemitérios.

Na cultura popular mexicana,La Catrina é a representação bem humorada de uma dama da alta sociedade.Catrina é o feminino de catrin, que significa homem elegante em espanhol ,figura que se reporta às expressões pré-colombianas de luto.
O esqueleto usa um chapéu elegante, representando a alta burguesia do início do século XX e mostra que, na morte, as classes sociais se igualam.
La Calavera de la Catrina 


É a Aí está a famosa obra de José Guadalupe Posada (1852-1913), água-forte sobre zinco, que faz parte de uma série


 de calaveras (caveiras). 
Manuel Marilia ,artista plástico mexicano,foi o precursor das representações humorísticas de esqueletos,que eram acompanhadas por poemas.











Origem do Dia de Finados na Igreja Católica 
Desde o século II-visitando os túmulos dos mártires- as pessoas já homenageavam seus mortos queridos. 
Há um registro sobre o Abade de Cluny,futuro Santo Odilon que pedia aos monges que orassem pelos que morreram. A partir do século V, a Igreja passou a dedicar um dia especial do ano quando eram feitas rezas por defuntos desconhecidos e esquecidos:a doutrina Católica Romana estabeleceu que uma pessoa morta não vai diretamente para o céu ou inferno,mas para um estado de purgação dos pecados chamado Purgatório. 
Qualquer que tenha sido o comportamento do de cujus,mesmo tendo sido o mais perfeito dos mortais,precisava passar após a morte pelo funil do sofrimento,sendo liberado depois de oferecimento de contribuição financeira para a Igreja ou orações. 
Com todo respeito,isso a as "indulgências' nada mais seriam que a versão precursora das “caixinhas”?


Os Papas Silvestre II (1009), João XVII (1009) e Leão IX (1015),passaram a obrigar a comunidade católica a dedicar um dia aos mortos. No século XIII o dia 2 de novembro ficou fixado,porque a véspera é a Festa de Todos osSantos.

No interessante blog de Leonor SMMC uma portuguesa amiga da nossa terra, (afresquinha.blogspot.com) que recomendo pelo seu belo conteúdo , entre outras preciosidades,encontrei material publicado no número 151 da revista brasileira “Caminhos da Terra”(Editora Peixes). 
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'Noite dos Mortos é uma das mais tradicionais e alegres festas do México. Envolve todo o país, e não há mexicano que não dedique uma oferenda ou um trago de tequila a uma alma querida nessa primeira noite de Novembro. 
Ao lado, um jovem de bigodes fartos recita poesia em voz alta sem se importar com uma família concentrada em orações junto a uma grande imagem da Virgem de Guadalupe. Caminhar entre os túmulos é uma aventura.’
Querendo entender os mistérios que movimentam multidões para esse carnaval fúnebre, chego a Tzintzuntzan, a grande capital dos índios purépchas no século 15, na região de Michoacán, em plena noite de 31 de outubro. Impressionado, imagino que inverteram o céu e a Terra. Tantas são as velas acesas, que parece ser muito mais do que todas as estrelas do universo. Cruzo o portal do antigo cemitério, decorado com flores amarelas e papéis de todas as cores, e me sinto como se estivesse sonhando.
Por entre os túmulos, iluminados por essa constelação de velas, passam por mim correndo crianças vestidas de caveiras, enquanto velhas senhoras riem transbordando felicidade. Grupos de homens com sombreros brindam com estardalhaço suas garrafas de tequila." 




quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Sylvia Plath-minibiografia trágica



         1932-1963
Poetisa,romancista e contista norte-americana

"Quando você entrega todo o coração a uma pessoa e ela não aceita, não dá para pegar de volta. Você o perde para sempre."

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 Sylvia Plath nasceu em 27 de outubro de 1932 ,em Boston, filha de Aurélia Schober Plath ( 1906-1994 )  e Otto Plath (1885-1940) , entomologista e professor de biologia e alemão na Universidade de Boston. 
Irmã de Warren Plath, três anos mais novo. 
A família se mudou para Winthrop , Massachusetts em  1936.
Aos oito anos, Sylvia perde  o pai, que é enterrado no cemitério da cidade,onde a lápide continua a ser visitada até hoje pelos  leitores  de um dos seus mais famosos poemas :  "Daddy"

Syvia lê o poema:

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Pubicou seu primeiro poema na seção infantil do jornal  Boston Herald  e apresentou um começo promissor nas artes plásticas ,ganhando um prêmio por sua pintura em 1947.
Depois da morte de Otto Plath, a viúva se muda com os filhos para Wellesley. Massachussets. 

Faculdade e tormento

No primeiro ano de seus estudos no Smith College,ocorre a primeira tentativa de suicídio por overdose de narcóticos,
No meio do curso,Sylvia é convidada para editar a revista Mademoiselle, em Nova York,onde ficou por apenas um mês.
Experiência tormentosa e autoavaliação bastante negativa  serviram como pano de fundo para seru único romance "A redoma de vidro" "  ("The Bell Jar"), com o pseudônimo Victoria Lucas,detalhando a luta contra a depressão.

Houve uma internação em hospital psiquiátrico paga pelo mecenas que lhe concedeu a bolsa para pagar estudos anos no Smith.
Plath fez sua primeira tentativa de suicídio medicamente documentada no final de agosto 1953  e passou os seis meses seguintes em tratamento psiquiátrico,recebendo mais tratamento de choque elétrico e insulina.   

Em janeiro de 1955,apresentou sua tese The Mirror Magic: Um Estudo da dupla em dois dos romances de Dostoievski  e formou-se com o grau "Summa Cum Laude" (Com a Maior das Honras), a maior distinção e o reconhecimento por obter a máxima qualificação possível em uma titulação universitária, especialmente nos níveis do mestrado ou doutorado.
    
Recebeu a  bolsa de estudos integral Fulbright para o Newnham College, em Cambridge , na Inglaterra, onde  continuou a escrever . Continuou com a produção poética,publicando seus versos no jornal Varsity,editado por estudantes.
Passou o inverno do primeiro ano e  as férias de primavera viajando pela Europa.

Casamento

Cambridge-Fevereiro de 1955-Festa de lançamento da "St. Botolph's Review"  : conheceu o jovem poeta Ted Hughes  poeta inglês que ela já admirava `a distância. 
A paixão `a primeira vista os levou ao casamento em Londres, no dia 16 de junho de 1956 numa igrejinha em Camden e dali partiram para a lua de mel em Benidorm.

Em outubro, Plath voltou a Newham para fazer o segundo ano do curso e, no início de 1957, o casal rumou para os Estados Unidos,onde morou de 1957 a 1959, vivendo e trabalhando.
Plath lecionava inglês.  
Mudaram-se para Boston e, ao saber da gravidez, o casal volta para a Inglaterra e.depois de breve estadia em Londres, fixa-se emNorth Tawton, em Devon 
No início de 1961,Plath sofre um aborto, que seria temas presente em grande número de poemas.

O casamento começou a se encaminhar para uma situação melancólica e depressiva, agravada pela relação extra-conjugal de Ted Hughes com  Assia Wevill,belíssima judia alemã refugiada na Inglaterra,  e veio a separação no final de 1962.

Sylvia Plath volta a Londres com os filhos Frieda de 3 anos e Nicholas  de um ano. 
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"As garras da coruja apertando o coração"
 em The Unabridged Journals of Sylvia Plath, 1950-1962

11 de fevereiro de 1963
Ela veda o quarto das crianças com toalhas molhadas e roupas e deixa leite e pão perto das camas.
As janelas do quarto ficam abertas,mesmo durante uma forte tempestade de neve.
Toma uma overdose de narcóticos,deita a cabeça numa toalha no interior do forno e liga o gás.
Na manhã seguinte foi encontrada por Myra Norris,enfermeira que havia contratado para ajudar a cuidar dos filhos,  que-quando chegou ao apartamento-sentiu um cheiro forte de gás.
Pediu socorro e a porta foi arrombada.
No quarto gelado, as crianças tremiam de frio.

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 A vida dela sem ela

*Única escritora que recebeu o Prêmio Pulitzer pós-mortem (1982)

*No ano passado, os 50 anos do falecimento tiveram ampla cobertura midiática

*"Plath manteve o hábito de escrever em diários desde a idade de 11 anos, até o seu suicídio. Seus diários da fase adulta, começando com seu anos como caloura em Smith College em 1950 foram publicados primeiramente em 1980 editados por Frances McCullough. 

Em 1982, quando o Smith College recuperou os diários que faltavam, Ted Hughes os selou até  11 /2/2013decorridos cinquenta anos da morte de Sylvia.
Em 1998, pouco antes de sua morte, Hughes liberou os manuscritos, passando-os para Frieda e Nicholas, que os repassaram para Karen V. Kukil, para serem editados. Kukil termina a edição em dezembro de 1999, e no anos de 2000 os Diários são publicados pela editora Anchor Books, com o título The Unabridged Journals of Sylvia Plath. 

De acordo com a contra-capa, dois terços dos Unabridged Journals eram materiais novos. A escritora americana Joyce Carol Oates descreve a publicação como um "genuíno evento literário".
Hughes foi alvo de muito criticismo, pelo papel que desempenhou destruindo a última parte dos diários de Plath, que continham escritos desde o inverno de 1962 até a sua morte. 

Ele se defende, afirmando que os havia destruído em um ato de proteção de seus filhos, e que o esquecimento para ele era uma parte essencial da sua sobrevivência".( texto da Wikipedia)

*O filme   Sylvia-Paixão além das palavras, de 2003 estrelado por Gwyneth Patrol retrata a relação conturbada de Plath com Hughes.
Parte 1 de 6 

 *Sylvia Plath é citada na canção de Lady GaGa "Dance in the Dark", em 2009


* Edward James Hughes, mais conhecido como Ted Hughes, poeta e escritor de livros infantis britânico,um dos melhores poetas de sua geração e marido de Sylvia Plath morreu em 28 de outubro de 1998,em Londres. 

*Assia Wevill,provável  pivô da separação do casal Hughes suicidou-se no dia 23 de março de 1969 usando,igualmente, um forno a gás.A filha de 4 anos Alexandra Tatiana Elise também morreu na mesma tragédia. 

*Nicholas Farrar Hughes,biólogo,filho da poeta, cometeu suicídio em 16 de março de 2009.Não era casado e não tinha filhos. 

*Frieda Rebecca Hughes ( 1-4-1960) é poeta e pintora.Publicou sete livros infantis,quatro volumes de poesia e participa de exposições.

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 Obras
  •  The Colossus and Other Poems(1960), coletânea de poemas;
  •   The Bell Jar(1963), único romance da autora;    
  •  Ariel(1965), poemas;Ariel
  • Crossing the water (1971), coletânea de poemas;
  • Johny Panic and the Bible Dreams(1977), livro de contos e prosa; 
  • The Collected Poems  (1981), poemas inéditos 
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