quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Trinta anos sem Raul Seixas-

 
  

Raul Santos Seixas nasceu em 28 de junho de 1945,em Salvador . 

Filho de Raul e Maria Eugênia Varella Seixas,teve um irmão quatro anos mais novo,Plínio. 
Cresceu na cidade natal,ainda longe da modernidade que viria mais tarde. 
Compositor aos 12 anos (Metamorfose Ambulante),desde muito cedo escrevia textos,poesias e criava histórias em quadrinhos, 
Raulzito teve a sorte (ou a infelicidade) de se adiantar ao seu tempo,com a biblioteca em casa,à disposição, e as viagens que fazia com o pai-inspetor de ferrovias-quando observava a criatividade dos repentistas.

O gosto musical veio primeiro pelo rádio,onde acompanhava os sucessos de Luiz Gonzaga e o sonho de se tornar escritor foi meio esquecido ao aderir ao nascente Rock’n Roll.Organizou com amigos o conjunto "Os Relâmpagos do Rock", mais tarde "The Panters" ,semente do "Raulzito e os Panteras". 
Convidados pelo amigo Jerry Adriani, todos vieram para o Rio gravar um disco em 1967, que simplesmente não "aconteceu" 

 Em 1971, contratado pela CBS (atual Sony BMG).Raul participou da produção de artistas da Jovem Guarda, compondo músicas para a tendência que estava se firmando.

 O rebelde,no entanto,não estava conformado com a ordem estabelecida e, coerente. gravou,meio escondido,um segundo LP, "Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10 com Sérgio Sampaio, Miriam Batucada e Edy Star" ,retirado do mercado assim que o presidente da empresa retornou de uma viagem. 

Em 1972 ,participou do VII FIC (Festival Internacional da Canção), promovido pela Rede Globo com "Let me sing" um mix sensacional de baião e rockabilly e "Eu Sou Eu Nicuri é o Diabo" que trouxeram projeção nacional. 
"Rockabilly é um subgêneros do rock and roll. 

Tornou-se conhecido durante os anos 1970, devido a artistas norte-americanos. Durante aquela década, o gênero foi impulsionado por batidas atrativas, guitarras e contrabaixos acústicos que eram tocados usando a técnica slap-back" fonte :Wikipedia ) 

No ano de 1973 ,veio sucesso com a música "Ouro de Tolo", comentário irônico sobre a ditadura e um tal "milagre econômico" que os milicos inventaram. 
 Contratado pela Philips (atual Universal Music), gravou o LP "Krig-Ha, Bandolo" ( grito do personagem Tarzan quando avistava um inimigo).

Ali estavam: Metamorfose Ambulante, Mosca na Sopa, Ouro de Tolo, Al Capone, e etc. Paulo Coelho Sim, "O" Paulo Coelho,membro da Academia Brasileira de Letras e escritor mais vendido no Brasil e no mundo,então pouco conhecido, foi parceiro em Sociedade Alternativa, Gita, Há Dez Mil Anos Atrás, Canto Para Minha Morte, entre outros.


Raul Seixas e Paulo Coelho se conheceram em 1973, quando Raul escreveu artigo publicado na revista "A Pomba", de Paulo. 
 Ali nasceu a parceria musical . 
Interessados em assuntos esotéricos, foram membros de sociedades secretas:Raul da Grã Ordem Kavernista e Paulo da Sociedade da Besta do Apocalipse e fundaram a Sociedade Alternativa baseada nos pensamentos do bruxo inglês Aleister Crowley. 

 Vítima da da ditadura militar

 Em 1974, preso e torturado pelo DOPS, exilou-se nos Estados Unidos (Paulo Coelho seguiu o mesmo caminho). 
De longe,ficou sabendo do sucesso do LP "Gita" que lhe deu um disco de ouro( 600.000 cópias vendidas) 

Voltou ao Brasil e-em 1977-vieram também "Maluco Beleza", "O Dia em que a Terra Parou", "Rock das Aranhas", "Aluga-se" etc. 

A partir de 1978, começaram problemas de saúde (pâncreas) 
Em 1980, contratado pela CBS, rescindiu o contrato depois de lançar o álbum "Abre-te Sésamo" 

Após lançar os discos "Raul Seixas - 1983" e "Metrô linha 743" ,foi internado para desintoxicação. 
 Só voltaria à cena em 1988, com Marcelo Nova, de quem se tornou parceiro e que o levou a fazer mais de 50 turnês pelo Brasil. 

Raul Seixas morreu no dia 21 de agosto de 1989, aos 44 anos,vítima de parada cardíaca e o último trabalho, "A Panela do Diabo", saiu no dia seguinte.Típico,não? 

 É o compositor falecido mais executado no Brasil e uma de suas companheiras, Kika, produziu o livro "O Baú do Raul" (nome do também álbum póstumo), com escritos da vida inteira. 

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Como você faz falta, Raul. Seria uma grande voz respeitada,desobediente, dissonante, o "maluco total" nessa " loucura geral",misturando sua maluquês com sua lucidez,no caminho que nós mesmos escolhemos ao votar nessa corja chamada "nossos representantes"  .

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Maluco Beleza

Metamorfose Ambulante

https://www.youtube.com/watch?v=7VE6PNwmr9g
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quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Cora Coralina 130 anos . (1889-1965)

 


  


 
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Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina."
Cora Coralina

Em 20 de agosto 2017, o Google homenageou a escritora goiana, no dia de seu aniversário de nascimento.
O filme "Todas as Vidas", de Renato Barbieri conta a história da escritora goiana.
Publico aqui a crítica encontrada no site
AdoroCinema

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4,0 Muito bom
Cora Coralina - Todas as Vidas
Traduzir a poesia
por Bruno Carmelo


"É um alívio perceber que a porta de entrada do filme para a vida de Cora Coralina é a poesia. Parece uma escolha óbvia, mas não é: o diretor Renato Barbieri poderia se ater à imagem da escritora, à reconstituição idêntica aos fatos históricos, à vida de Cora como mãe, esposa, cozinheira etc. Entretanto, pela estética lúdica e pela leitura múltipla dos textos, percebe-se que a personagem é valorizada, acima de tudo, por sua produção artística. Cora Coralina é interpretada por diversas atrizes, que fazem menos um trabalho clássico de atuação do que uma evocação livre da escritora goiana. Ao invés de se preocuparem com a imitação, elas fornecem pontos de apoio para o espectador situar a poetisa no bairro onde morava, na casa em que cozinhava seus doces, na paisagem específica da ponte da Lapa. A aparência de Cora importa pouco: o principal é sua experiência de vida refletida nos textos."

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A VOZ DA TERRA"Em Goiás existiam muitas Anas por causa da padroeira da cidade e eu não queria ser xará. Cora vem de coração, coralina é a cor vermelha" ,dizia Cora.



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Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, Cora Coralina, cozinheira, doceira, jornalista, poetisa, declamadora e contista, nasceu em 20 de agosto de 1889 e cresceu na mesma casa velha da ponte em Goiás (GO), construída por escravos em 1770, para morada de Antonio Souza Telles (capitão-mor de Villa Boa de Goyaz).
Aos 13 anos criou, com duas amigas, o jornal de poemas femininos ”A Rosa” e, aos 14, começou a carreira literária com a publicacão do conto "Tragédia na Roça".

Aos 15, adotou o pseudônimo Cora Coralina (coração vermelho) porque, em seu tempo moças de família não se envolviam profissionalmente com arte de qualquer espécie. 

Aos 20-escândalo!- durante uma tertúlia literária, conheceu Cantídio Tolentino de Figueiredo Brêtas, recém-nomeado chefe de Polícia de Villa Boa, separado, com 3 filhos em São Paulo e uma filha no norte de Goiás (criada, mais tarde, pela poetisa), com quem fugiu para Jaboticabal (interior de São Paulo), onde publicava artigos, contos e poesias no jornal local.
Em 1922, foi convidada por Monteiro Lobato a participar da Semana de Arte Moderna, mas, proibida pelo marido, teve que dizer - a contragosto - um “não” ao escritor. Ana e Cantídio casaram-se oficialmente em 1926 e deixaram uma descendência de seis filhos, 15 netos e 19 bisnetos.

Em 1932, já morando em São Paulo, alistou-se como enfermeira e costureira na Revolução Constitucionalista.

 Derrotados os revoltosos, encontrou outra causa pela qual batalhar: tentou organizar um partido político feminino. Depois da morte do marido em Palmital (1934) foi colaboradora do jornal O Estado de São Paulo, vendedora de livros porta a porta da Editora José Olympio manteve uma pensão onde também cozinhava, montou um pequeno armarinho “Casa de Retalhos” em Penápolis e, depois, uma loja especializada em artigos femininos. ” Casa da Borboleta” 
Doceira famosa ,- escreveu um livro de receitas - com a venda de seus quitutes, especialmente os doces cristalizados, conseguiu economizar dinheiro suficiente para comprar, em leilão, a Casa Velha da Ponte, onde nasceu. 



Ali, depois de ter vivido 45 anos fora de Goiás, aprendeu a datilografar para escrever seus textos com maior rapidez e eficiência. Aos 75 anos, levou seus escritos à Editora José Olympio, a mesma de quem havia sido vendedora, e teve seu primeiro livro publicado.
Reconhecimento
 Tinha 90 anos quando Carlos Drummond de Andrade tomou conhecimento da sua obra e se encarregou de apresenta-la ao mundo literário brasileiro. 
A partir daí, seus livros - Poemas dos Becos de Goiás e estórias mais, Estórias da Casa Velha da Ponte, Os Meninos Verdes, Meu Livro de Cordel, O Tesouro da Velha Casa e Vintém de Cobre - passaram a ter sucessivas edições. Em 1983, foi eleita “Intelectual do Ano” pelo livro livro “Vintém de Cobre – Meias Confissões de Aninha”. 

Em 1984, a Associação Paulista de Críticos de Arte a distinguiu com o Grande Prêmio da Crítica/Literatura e a União Brasileira de Escritores. com o Troféu Juca Pato.


Neste mesmo ano, recebeu a Comenda da Ordem do Mérito do Trabalho, concedida pelo governo federal por sua luta pelas causas justas e progresso cultural de Goiás. A menina de poucas letras, mas enorme sensibilidade, fez os estudos primários com a professora Silvina Ermelinda Xavier de Brito (Mestra Silvina).


Recebeu da Universidade Federal de Goiás o título de “Doutora Honoris Causa” ou, como ela preferia dizer, “doutora feita pela vida”. Faleceu em Goiânia aos 96 anos, em 10 de abril de 1985, e seu corpo, velado na Igreja do Rosário, ao lado da Casa Velha da Ponta, foi enterrado no Cemitério da cidade de Goiás Velho.


Como quase sempre viveu longe das grandes cidades, os textos de Cora Coralina - recheados de citações sobre doces e a terra natal e ricos em situações sobre o dia-a-dia do interior - são considerados por muitos estudiosos um belo registro histórico-social-antropológico do Brasil do século XX.

m 1985, logo após sua morte, foi criada em Goiás (GO) a Fundação Casa de Cora Coralina. 
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sábado, 17 de agosto de 2019

Mulheres de Atenas-Pioneiras do Empoderamento Feminino



  Lysistrata, Aspasia, Corina e Sapho.
Na vida e na ficção elas fizeram a  diferença.      
                       

Lysistrata da “Guerra dos Sexos”, Aspasia de Mileto, Corina de Tanagra  e  Sapho de Lesbos - a primeira, personagem de Aristófanes e as demais atenienses  que conseguiram romper o espaço minimalista reservado às mulheres na Grécia da antiguidade.
Suas atitudes firmes inspiraram o movimento pacifista contra a guerra do Vietnã na década de 70 e  fizeram com que - em  março   de 2003 - artistas em redor do mundo  se unissem para protestar contra a violência diária, o terrorismo sem limite e as mortes desnecessárias causadas pela intolerância do governo Bush.


Situados na confluência da Europa e Oriente Médio, os gregos desenvolveram uma civilização que, dois mil anos depois, continua a enriquecer  o mundo.
Quanto às mulheres, eram contraditórios : veneradas, sob a forma de deusas em santuários, não tinham nenhum controle sobre seu destino na vida real. Passavam direto da ditadura paterna para a matrimonial e estavam, nos séculos VII a III aC,  apenas poucos degraus acima do status de escravo.
 As jovens não recebiam educação formal. Mesmo nas famílias ricas eram ensinadas apenas a cozinhar, fazer trabalhos domésticos e tingir tecidos.
Entre os mais  pobres, que não contavam com escravos, as mulheres faziam também trabalhos no campo.
No espaço do lar - rico ou humilde - sofriam segregação : não ocupavam a mesma ala da residência reservada aos homens.


Atuação na política, filosofia, literatura, poesia, pedagogia, incitação à transgressão e desobediência explicita às leis discriminatórias  foram os traços que uniram estas 4  lendárias figuras femininas.

Aspásia de Mileto

Nascida na colônia de Mileto imigrou para Atenas em 450 AC e ali viveu como estrangeira residente.
 Aspásia
Educada e hábil na arte de conversar e entreter, conheceu Péricles, o mais poderoso e prestigiado governante de Atenas mas não se casou com ele. Ironicamente, uma lei de sua autoria proibia relacionamentos com estrangeiros. Passou a viver como concubina ( pallakê ), até que Péricles se divorciou da primeira mulher. O casal teve um filho.
O relacionamento entre os dois  foi alvo de retaliação pela notória influência de Aspásia sobre a forma de Péricles governar. Embora tenha exercido a função de estratego durante 30 anos ( 460 a 430 aC), foi nesse período que Atenas atingiu o apogeu de sua vida política e cultural. Assim, o século V passou para a história como o “Século de Péricles”.
O status de estrangeira permitiu que Aspasia não ficasse confinada ao lar, podendo frequentar qualquer ambiente.
Mulher legítima e legitimada e - ao mesmo tempo - amante   recebia em seu salão literário amigos e admiradores que eram tratados com polidez e educação. Aspásia pensava, se mostrava, se exprimia.
Intelectual quando a norma exigia que a glória de uma mulher fosse a invisibilidade e o silêncio, companheira admirada e respeitada pelo marido. O grande filósofo Sócrates a admirava   pela “rara sabedoria política”, e “pelo grande número de atenienses que com ela  vinham aprender a arte da retórica”.   




Corina de Tanagra

Atenas foi a cidade irradiadora de cultura do mundo antigo, mas a literatura grega clássica, a história e a filosofia se concentraram numa época breve e em espaços claramente delimitados. 
Terminadas as grandes guerras, novas vozes se apresentaram, agora cantando o prazer do amor, as paixões, a vida e o vinho.
Assim era a poesia lírica (cantada ao som da lira) e uma notável representante do novo movimento foi Corina de Tanagra, também  sacerdotisa. Uma sacerdotisa na Grécia antiga exercia o cargo de conselheira das lideranças e atuava como juíza em tribunais que julgavam criminosos.
Corina foi mestra do célebre Píndaro e escreveu 5 livros de poesia ligeira, mas severa, daí seu apelido de “A mosca”.
 Em confrontos com grandes nomes das letras e artes, venceu 5 vezes os famosos concursos poéticos realizados em Tebas, num momento em que era vedada às mulheres a liberdade de expressão.

 Sapho de Lesbos
 
 Originária de uma família aristocrática da ilha de  Lesbos, Sapho viveu  na segunda metade do século 7 aC. e teve papel ativo nos negócios públicos de sua cidade, antes ser exilada para a Sicília.
Enquanto esteve casada com o riquíssimo Cercylas  teve uma fila a quem deu o  nome de sua mãe, Cleis.
Sapho se dedicou ao serviço das Musas e chegou a  conhecer, em  vida, a fama e o reconhecimento à sua poesia, a  seus cantos nupciais  e  a seus epigramas.
Depois de vivenciar  grandes mudanças internas, passou a ser discriminada, acusada de viver na marginalidade e de amar mulheres, entre elas Atthis, Télésippa e  Mégara.
Escreveu nove livros de poemas líricos.  As emoções fortes e atmosfera sensual que vinham de sua lira alimentaram o mito em torno de sua vida íntima, que vem provocando, desde a antiguidade, debates apaixonados  e profundos.    
Morreu ao se atirar ao mar do alto do rochedo de Leucates, por um amor não correspondido por um homem : Phaon, o Mitileniano.
 
Lysistrata e  a Greve de Sexo 

Uma das 40 obras escritas por Aristophanes ( 447 a 386 aC ), A Guerra dos Sexos foi  uma comédia revolucionária para seu tempo : os “heróis” eram belas mulheres. 
Lysistrata, figura central da trama, comandou as mulheres de Atenas e combinou com as mulheres de Esparta uma greve inusitada para forçar seus maridos a encerrar a Guerra do Peloponeso, que estava destruindo as duas cidades-estado.  
Quando voltavam das batalhas famintos de amor, as mulheres se recusavam a fazer sexo e assim,  os homens de Atenas e Esparta celebraram o tratado de paz.
Lysistrata  pede oportunidades maiores para o sexo feminino, argumentando que as mulheres também  possuem inteligência e juízo para tomadas de decisão políticas.
Consideradas propriedade, como os escravos - exceto para o sexo e multiplicação da espécie - as mulheres de Atenas souberam usar sua moeda de troca para comprar uma boa causa.
Se a Lysystrata que inspirou o autor existiu é uma pergunta sem resposta, mas o poder feminino que emana da obra de Aristófanes é inquestionável.

Comédia grega inspira ativistas : o Projeto Lysystrata

 Em  3 de Março de 2003, 500 cidades em diversos países como Argentina, Austrália, Áustria, Alemanha, Canadá, Republica Dominicana, Inglaterra, Italia, Escócia, Estados Unidos, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Islândia, Índia, Irlanda, Israel, Japão, Suíça, Síria e Turquia  levaram à cena em suas Universidades o espetáculo de Aristófanes.
A intenção dos criadores do Projeto  foi tentar diminuir a frustração com a  administração de George W Bush em relação ao Oriente Médio e instigar as pessoas, especialmente os estudantes, a  buscar a paz.
Marcie Staliare, que coordena o Projeto, declarou : “O tempo que estamos vivendo é confuso, mas como educadores acho que o maior poder que podemos delegar aos estudantes é a habilidade de pensar racionalmente e fazer suas próprias escolhas.Embora passada em outra época a peça nos coloca face a face com uma nova forma de ação, de comportamento e de sentimento. Mais do que tudo, a juventude de hoje precisa saber que existem alternativas e que ela pode  agir. Precisamos combater o medo”            
 “Antes de começar o Projeto Lysistrata não podíamos fazer nada além de assistir com horror o  que o governo Bush  fez nos ataques unilaterais ao Iraque. Então, criamos um website e começamos a contatar os amigos.A resposta ao nosso apelo tem sido enorme” A declaração é das atrizes norte-americanas Kathryn Blume e Sharron Bowers,  idealizadoras do Projeto.

Das bravas mulheres de Atenas  à  mais radical militante século do século 21  a atitude feminina  em busca da liberdade e  do reconhecimento  expressa uma vontade comum de  mudar a vida em geral e suas vidas em particular, redefinindo os fundamentos culturais e políticos da sociedade. 

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Visite o website do Projeto Lysistrata
 www.lysistrataproject.com.


terça-feira, 13 de agosto de 2019

Dia dos Pais- como tudo começou


 

Atrasada,  mas aqui está a origem desta comemoração

 


 Cento e dez anos de comemorações
Em 1909 ,nos Estados Unidos , Sonora Louise Smart decidiu homenagear seu pai viúvo,William Smart,veterano da Guerra Civil,que criou os filhos sozinho quando a sra. Smart faleceu, ao dar `a luz seu sexto bebê.
O pai de Sonora nasceu em junho e a primeira comemoração foi 19 de junho de 1909,em Spokane, Washington. O Presidente Calvin Coolidge, em 1924, incorporou o festejo ao calendário nacional de eventos.
A data, móvel, é comemorada mundialmente. 
No Brasil é festejada no segundo domingo de agosto,homenagem a São Joaquim, "Patriarca da família" e avô de Jesus ( dia 14 de agosto).
Em sua visita recente ao Rio, o Papa Francisco "anexou" São Joaquim aos festejos do Dia das avós, 26 de julho.
Em Portugal é a 19 de Março,dia de São José
Em outros paises, no 3º domingo de Junho.
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Em 1953,o publicitário Sylvio Bhering,então diretor comercial de O GLOBO ,importou a data americana e alterou a comemoração de julho para agosto por motivos comercias: julho sempre foi mês de férias escolares.
Ao jinglista Miguel Gustavo(Werneck de Souza Martins, compositor, jornalista, poeta e radialista 1922/1972) foi encomendada uma canção para marcar o dia dos paIs no Brasil.
Ele apresentou a criativa “´É sempre o papai “,baião gravado por Zezé Gonzaga e,depois pelo palhaço Carequinha(George Savalla Gomes- 1915/2006 )
 Em 1979, o cantor e compositor Fábio Junior apresentou "PAI", (no link abaixo) que se tornou um clássico da MPB e continua -até hoje-despertando emoções profundas e mexendo com recordações boas ou não tão boas.
clique aqui :



 


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segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Woodstock-3 dias de muita música, paz e amor (agosto 1969)

 


Woodstock 50 anos

A década de 60 estava sendo pesada para os Estados Unidos: lutas pelos direitos civis dos negros,guerra do Vietnã,assassinato dos irmãos Kennedy -John e Bob e o de Martin Luther King. 
A atriz Sharon Tate( mulher grávida do diretor Roman Polanski)e amigos que estavam com ela numa reunião,em casa,foram trucidados pela 'família Manson,'seita liderada por um louco,CharlesManson.
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Woodstock-3 dias de muita música, paz e amor Documentário comemorativo dos 40 anos do festival, em 2009.


Clique aqui :

https://www.youtube.com/watch?v=Wyx053CNMag
A “Woodstock Feira de Música e Arte “ levou cerca de 500 mil pessoas a um descampado não muito distante de Nova York para três dias de música, paz, amor e monumentais engarrafamentos de trânsito.
As autoridades de Bethel, NY, declararam estado de emergência e isso atraiu a atenção do público local e da mídia internacional
O cineasta Michael Wadleigh cobriu o evento, que originou o documentário "Woodstock". Ali ficaram registradas as imagens da iconografia hippie e praticamente toda a cena da contra-cultura do rock.

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Tudo começou de forma muito empírica, quando John Roberts, Joel Rosenman, Artie Kornfeld e Micheal Lang se reuniram na Woodstock Ventures. Os antecedentes foram as longas noites de conversas em que Lang, Kornfeld e sua esposa Linda - que dividiam o mesmo apartamento - alimentavam o sonho de organizar o maior festival jamais encenado. A idéia era realizar uma “exposição rock concert extravaganza”.
Por outro lado, Lang e Kornfeld planejavam construir um estúdio de gravação na cidade de Woodstock, condado de Ulster, terra natal de Bob Dylan e onde residiam Jimi Hendrix, Janis Joplin, Van Morrison e os componentes do The Band.
Como não tinham dinheiro para concretizar o projeto, foram aconselhados pelo seu advogado a procurar Roberts e Rosenman, dois jovens milionários que estavam em busca de oportunidades de investimento.

O projeto previa a gravação ao vivo de um concerto para 50 mil espectadores. Este tipo de evento era muito popular na época (1968), nos Estados Unidos. O Festival de Woodstock, evento musical com entrada livre, aconteceu em um momento em que o país estava envolvido na guerra do Vietnam.
Música engajada já era ouvida normalmente no final dos anos 60.
Sexta-feira, 15/08/1969 - Richie Havens - 17:07 h (abertura); - Country Joe McDonald (solo); - John Sebastian; - Swami Satchadinanda ( guru Indiano); - Bert Sommer - aproximadamente às 20:00 h; - Sweetwater; - Tim Hardin - aproximadamente às 21:00 h; - Ravi Shankar – apresentação foi interrompida às 22:35 devido à chuva; - Melanie; - Arlo Guthrie; - Joan Baez.
Os tempos difíceis costumam estimular os talentos, no entanto os grandes nomes da cena foram atraídos não por uma causa, mas por um cachê além dos seus padrões. Bob Dylan foi o único que se recusou a participar.
Os grandes nomes que aderiram eram capazes de atrair grande número de espectadores e, 50 anos depois, ainda se comenta sobre a real importância do Festival de Woodstock.

Alguns ex-hippies juram que o encontro ficará para sempre no imaginário popular, sob a forma de ícone dos movimentos sociais rumo a um mundo melhor.
 Críticos severos acham que foi um acontecimento sem importância, que apenas serviu para marcar o fim de uma era conturbada.
E os mais conservadores continuam a achar que aquilo foi uma “festa do diabo”.


Programa Oficial do Festival de Woodstock
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Sábado, 16/08/1969 - Quill - 12:15 h; - Keef Hartly; - Santana - aproximadamente às 14:30 h - Tocou "Soul Sacrifice" e aí então é que realmente começou o segundo dia de Woodstock; - Mountain; - Canned Heat; - The Incredible String Band; - Grateful Dead; - Creedence Clearwater Revival; - Janis Joplin;
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madrugada de domingo - Sly and the Family Stone - 1:30 h; - The Who - 3:00 h; - Jefferson Airplane - 8:30 h.
Domingo, 17/08/1969 - Joe Cocker - 14:00 h; - Country Joe and the Fish; - Ten Years After - 20:00 h; - The Band - 22:30 h; - Blood, Sweat and Tears - 00:00 h;


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madrugada de segunda feira - Johnny Winter; - Crosby, Stills and Nash (and Young) - 3:00 h; - The Paul Butterfield Blues Band; - Sha-Na-Na;

Jimi Hendrix - às 8:30 fez a inesquecível interpretação do hino nacional americano. Jimi tocou para as 30 mil pessoas que resistiram até o final.

A “Woodstock Feira de Música e Arte” foi encerrada oficialmente às 10:30 h da manhã de segunda feira,18/8/1969
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Taking Woodstock'- direção de Ang Lee,com Emile Hirsch e Imelda Staunton . conta a pré, a pósprodução e o "durante"-do festival de música que se propunha ser "Uma Exposição Aquariana" e que aconteceu na fazenda de 600 acres de Max Yasgur em Bethel, Nova York, de 15 a 18 de agosto de 1969.

Ali foi construído o retrato do movimento hippie da contracultura do final dos anos 1960 e começo dos 70",segundo os cientistas sociais. .

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