quarta-feira, 23 de julho de 2014

28/7 - Concerto Extra na Fundação Eva Klabin


A série "Concertos de Eva",dentro do projeto "Quintas com música na FEK",organizado por Marcio Doctors e com programação e produção da jornalista e agitadora cultural Nenem Krieger,   homenageia a  fundadora da Casa-Museu, Eva Klabin,nos 23 anos de seu falecimento.

  

  
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A Fundação foi oficialmente inaugurada em 1995.

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terça-feira, 22 de julho de 2014

A Técnica de Alexander-Melhor postura para melhor saúde


 



 Da Wikipedia Portugal :


"A Técnica de Alexander é uma técnica de reeducação corporal e coordenação realizada a partir de princípios físicos e psicológicos. A técnica se baseia na autopercepção do movimento e é aplicável a diversos casos como alívio de dores na coluna, reabilitação após acidentes, melhora na respiração, posicionamento correto ao tocar instrumentos musicais ou cantar, além de outros hábitos relacionados.
A técnica leva o nome de Frederick Mathias Alexander que primeiro formulou seus princípios entre 1890 e 1900. Todos os atuais professores da técnica de Alexander participaram de um treinamento de três anos, com 1600 horas.
A técnica é ensinada em aulas, através de uma combinação de instuções verbais e de hands-on coaching (o professor toca o a aluno e posiciona seu corpo adequadamente).
Durante as aulas, que podem durar de 30 minutos a uma hora, os alunos, instruídos pelo professor, passam a inibir reações habituais e, no lugar delas, acham novos e mais eficientes meios de executar ações simples, como andar, parar de pé ou assentar"
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Minibiografia de Frederick Alexander

  1.  1869 -1955

segunda-feira, 14 de julho de 2014

60 anos da morte de Frida Kahlo


 


"Para que pés, se tenho asas para voar?”


Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderón nasceu em 6 de julho de 1907 em Coyoacán, México, do casamento de Guillermo Kahlo, de origem alemã e Matilde Calderón. Filha de fotógrafo, sabia utilizar a câmera, revelar, retocar e colorir, o que lhe seria muito útil na carreira.


Sempre soube como se posicionar - direcionava o olhar intenso para a câmera e mantinha os lábios fechados. Aos seis anos contraiu poliomielite, o que lhe afinou a perna direita.

Para ocultar o defeito físico, começou, muito jovem, a usar calças compridas e, em seguida, passou a vestir-se com roupas masculinas.

Estudante da Escola Preparatória da Cidade do México (1922), participou do grupo de vanguarda “Los cachuchas” interessado em literatura e nas idéias socialistas.

Fazendo moda de protesto, os membros escolheram, para se identificar, uma espécie de gorro, usado pelos traficantes. Destas fileiras, saíram muitos líderes da esquerda mexicana.

“Corpo rima com dor”
Em 1925, sofreu o terrível acidente de ônibus que marcaria para sempre sua vida. 
A perna doente sofreu nada menos do que onze fraturas, três vértebras lesionadas jamais foram curadas e a dor era constante. Frida teve graves sequelas na área genital, tornando-se incapacitada para a maternidade. 

A medicina daquele tempo torturou seu corpo com 35 cirurgias: enxertos de coluna, trações, amputações de dedos, uso de coletes ortopédicos de gesso, couro, argila e metal. Durante a longa recuperação, a artista começou a pintar seus pequenos autoretratos

Como saía nas fotos, assim mesmo se pintava: sobrancelhas unidas e um buço desenhado meticulosamente, fio a fio. 
Primeiro, foi realista, pintando retratos de amigos e familiares. 

Depois, para exorcizar a dor no corpo destroçado, passou a usar imagens oníricas, muitas vezes brutais. 

Uma boa parte de sua obra é associada à Escola Surrealista. Perguntada sobre o motivo que a levou a ser a protagonista de sua própria arte, respondeu que passava muito tempo sozinha e era o modelo que melhor conhecia.  
 
Na Gringolândia  

Depois de 3 anos experimentando técnicas diversas, resolveu enviar algumas obras a Diego Rivera, que a encorajou a continuar seu trabalho. 
Enquanto pintava, presa ao leito, continuava imersa na sua realidade social e compartilhava com o famoso muralista os compromissos com a Revolução Mexicana e a exaltação da mexicanidade, contra a americanização


Kahlo e Rivera casaram-se em 1929, divorciaram-se em 1940 para se recasarem pouco tempo depois. 
De 1931 a 1933 Rivera – convidado para pintar um mural e Frida na tentativa de experimentar alguns tratamentos pioneiros - viveram nos Estados Unidos, a Gringolândia, como ela chamava. Foi uma estada malsucedida
Ela não se vestia como as saudáveis norte americanas, usava calças compridas e fumava em público. O que, na época, era um tabu. 

Reinvenção da mexicanidade  
Ao adotar o traje típico de Tehuantepec, por sugestão de Rivera, não procurou disfarçar a deficiência física e nem se fantasiar com roupas folclóricas e cores locais para ir a um baile de carnaval. 

A opção pelo vestuário de índia tehuana, ao contrário do que pode parecer, não era um ato fútil: chegou no momento em que Frida desejava validar sua cultura e fazer parte dela. 
Era um figurino diário colorido, com acessórios exuberantes, anéis em todos os dedos, flores na cabeça e saias volumosas. 


Na pintura, este engajamento aparece nas representações dos “ex-votos” - quadros de formato normalmente pequeno, que o povo mexicano confecciona para agradecer os milagres da Virgem Maria e dos Santos. 

“Que a partida seja alegre “ 

Verdadeiro ícone no México, apenas uma vez teve sua obra exposta em seu país, na Primavera de 1953. Proibida de comparecer pelos médicos, mandou chamar uma ambulância e chegou ao local logo após a inauguração do evento, levada em maca. 

Acompanhada por uma multidão de jornalistas, cantou, bebeu, contou anedotas. Neste ano, a perna direita foi amputada abaixo do joelho, em consequência de gangrena.

A partir daí, Frida tornou-se deprimida, depressiva e tentou o suicídio várias vezes. 

A morte em 13 de julho de 1954 foi envolta em rumores de suicídio, sustentados pela ausência de autópsia. Suas últimas palavras, escritas no diário, foram: “Que a partida seja alegre e espero nunca regressar” . 
A fascinante Frida Kahlo, não tendo sido uma pintora extraordinária pela técnica, segundo os críticos, teve a capacidade de converter em arte sua própria vida.



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Duvido que você não se emocione.



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domingo, 13 de julho de 2014

14 de julho -Queda da Bastilha



O movimento popular que originou a Revolução Francesa 
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Construída em 1370 para ser prisão, a Bastilha ocupou este papel durante o reinado de Carlos VI.
No século 17 - durante a regência do Cardeal Richilieu - foi o local de detenção para presos mais sofisticados : adversários políticos, nobres, letrados ou simplesmente quem a Igreja julgasse adversário.
No Brasil de nossos dias, seria uma espécie de prisão especial para portadores de diploma universitário.
Sua tomada de assalto pelos parisienses, fez a Revolução Francesa partir numa direção irreversível. A importância da Queda da Bastilha está no fato de trazer para a revolução - já em curso - a presença das grandes massas, deixando de ser um movimento restrito ao Congresso

Enquanto os deputados elaboravam novas leis para eliminar o antigo regime, o povo tomou a iniciativa de agir com as próprias mãos.

As finanças do Reino estavam um caos devido aos gastos excessivos com a nobreza, aos privilégios concedido ao Alto Clero e às enormes despesas com o envolvimento do país na Guerra de Independência dos Estados Unidos.

Uma paralela crise agrária, causada por meses de clima seco , trouxe miséria aos camponeses e causou graves problemas no abastecimento das cidades e grande retração no comércio interno
O Rei Luís XVI, informado da gravidade da situação, foi forçado a convocar a Assembléia dos Estados Gerais, reunindo em Versalhes representantes da nobreza, do clero e do povo (leia-se da burguesia), com a intenção de aprovar novas leis que preservariam os privilégios da nobreza.

Os deputados logo perceberam que a situação pedia mais do que uma simples reforma nos impostos e no dia 9 de julho, a Assembléia se autoproclamou “Assembléia Nacional Constituinte”, iniciativa que desagradou ao rei e a seus aliados.

Mesmo fazendo concessões, Luis XVI pensou na possibilidade de um golpe de estado. Desde 24 de junho, regimentos suíços e alemães estavam acampados em segredo, nas proximidades de Versalhes. No dia 12 de julho, pressionado pela Corte, o Rei demite o Ministro das Finanças (o banqueiro Jacques Necker) que, apesar de ter colaborado para aumentar o deficit nacional, tinha muito bom conceito junto ao povo mais humilde.
Foi substituído pelo Barão de Breteuil.

Em Paris, um modesto contingente formado por artesãos e comerciantes começa a se mobilizar. Nos jardins do Palais-Royal, residência do primo do Rei, Camille Desmoulins, o mais famoso orador da época, instiga o povo que se aglomera, recordando a Noite de São Bartolomeu (24/8/1575)  quando os protestantes foram massacrados pela nobreza católica:
Cidadãos, vocês sabem que a nação pediu que Necker ficasse e o tiraram. Depois deste golpe, eles vão ousar tudo e podem até pensar em transformar esta noite numa São Bartolomeu dos Patriotas. “Às armas ! Às armas, cidadãos!”

Os guardas suíços e os Dragões do Exército Alemão encurralam a multidão no local onde hoje se encontra a Place de la Concorde. O povo começa a forçar as portas de alguns imóveis do local e Sr. de Flesseles, representante dos comerciantes, tenta acalmar os ânimos.

Esta ousadia lhe é fatal : acusado de esconder armas e de estocar grãos, é enforcado num poste de iluminação. No dia 13, as tropas aliadas tentam prender os deputados. Assume a antiga administração real um comitê permanente – a ”Municipalidade Insurrecta”, formado pelos eleitores que votaram para os Estados Gerais.
Na manhã de 14 de julho, os manifestantes se encontram no “ Hôtel des Invalides”. As portas são abertas e a multidão recolhe os 28 mil fuzis e 20 bombas ali existentes.

Gritos de “À Bastilha” levam o povo até a fortaleza medieval onde os 114 guardas que a defendem recebem reforços militares. Dois destacamentos franceses aderem aos rebelados e às quatro da tarde, depois de uma carnificina que  se seguiu a uma verdadeira batalha campal, as pontes levadiças da Bastilha são baixadas.

 A tomada do símbolo secular do Absolutismo muda a história da Humanidade.
Em Versalhes, o já ex-Luís XVI, parece que meio sem noção  ou ignorando a realidade- o que dá no mesmo-escreve em seu diário abaixo da data 14 de Julho de 1789 : ”Rien” (nada) 
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sábado, 12 de julho de 2014

13 de julho-Dia Mundial do Rock

Em 13 de julho de 1985, por iniciativa de Bob Geldof- vocalista da banda Boomtown Rats - foi realizado o evento Live Aid (foto)
com objetivo de conseguir fundos para a miséria e fome na África. 
Dois concertos no mesmo dia em dois continentes : um no Wembley Stadium de Londres outro no JFK Stadium na Filadélfia.

Uma audiência de 2 bilhões de telespectadores em 140 países acompanhou os shows, que ofereciam um cardápio de nomes como Paul McCartney, Run DMC, Sting, Brian Adams, U2, Dire Straits, David Bowie,
The Pretenders, The Who, Elton John, Led Zeppelin, Duran Duran, Bob Dylan, Lionel Ritchie, Rolling Stones, Queen, The Cars, The Four Tops, Boomtown Rats, Adam Ant, Ultravox, Elvis Costello, Black Sabbath, Santana, Madonna, Eric Clapton, Beach Boys e muitos outros.
A partir daí, o 13 de julho comemora a chegada e influência do Rock’n Roll no mundo moderno.
  • Allan Freed , o criador do termo
    Foi no início dos anos 50 que o rock surgiu no sul dos Estados Unidos, parecendo uma mistura de jazz, blues, música country e boogie woogie com influência das canções tradicionais dos índios Apalaches e do Gospel.
    Caracterizado pelo uso de guitarras elétricas com ritmo forte, afinada de jeito diferente do normal, tinha letras dirigidas ao público jovem.
    A expressão rock’n roll foi criada em 1951 por Allan Freed, um DJ de Cleveland, Ohio(foto abaixo),mais tarde conhecido como MC Moondog. Ele cunhou a expressão rock’n roll a partir do sucesso "My Baby Rocks Me with a Steady Roll", de Trixie Smith, gravada pela primeira vez em 1916.
    Em 21 de março de 1952 , Freed organizou e produziu o evento “Moondog Coronation Ball”
O público e os intérpretes se misturaram e a noite terminou com milhares de fãs tentando entrar na Arena de Cleveland, que estava com o dobro de sua capacidade.
Os portões foram destruídos, provocando o cancelamento da festa antes da hora prevista. Mesmo assim, este é considerado o primeiro concerto de Rock. Espalhando-se pelos Estados Unidos, o ritmo atingiu o resto do planeta, deu origem a vários sub-gêneros e,entre as décadas 50 e 90 do século passado, foi o ritmo mais popular do mundo ocidental.  

Os ancestrais Rocking foi um termo usado pelos primeiros cantores de Gospel. Nos Estados Unidos, nas décadas de 20 e 30, muitos brancos gostavam de ouvir o jazz afro-americano, desde que tocado por músicos brancos, ao mesmo tempo em que a interpretação dos músicos negros era sistematicamente rejeitada.Nos anos 40 o termo “rock” passou a definir um estilo de dançar com contexto subliminar de sexo (como “Good Rocking Tonight” de Roy Brown)
Este gênero, conhecido como “Race Music”, foi mais tarde rebatizado pelas gravadoras com o nome mais comercial de Rhythm and Blue.
Os notáveis cantores/compositores Louis Jourdan, Robert Johnson e Skip James serviram como inspiração para roqueiros britânicos (The Yardbirds, Cream e Led Zeppeliin,entre outros).
Mais tarde, nos tempos politicamente corretos das lutas pelos direitos civis, os shows de rock passaram a apresentar brancos e negros tocando juntos, ajudando a difundir estilos musicais afro-americanos e alcançando uma enorme audiência.  
Primeiro disco de rock gravado 

Sister Rosetta Tharpe gravou hits “gritados” nos anos 40, que já continham alguns elementos do rock de dez anos depois. "Rock, Daniel," "Up Above My Head", "Down By The Riverside”, Roy Brown lançou "Good Rocking Tonight" em 1947, Big Joe Turner ("Honey, Hush", 1953, e "Shake, Rattle and Roll", 1954), e Fats Domino "The Fat Man,"
em 1949. A indústria fonográfica logo percebeu que havia “um mercado branco para a música negra” e o rock’n roll e a trilha de seu sucesso acabaram por atingir a Europa em 1964, com a chamada “Invasão Britânica”.
O Rolling Stone Magazine arrumou uma encrenca em 2005 tentando provar que "That's All Right (Mama)", de 1954, gravado por Elvis Presley na Sun Records, em Memphis, foi o primeiro disco de rock gravado. 
Isto porque Bo Diddley' com o hit "I'm A Man (1955) também concorre ao mesmo título, assim com Little Richard combinando boogie-woogie ao piano com uma batida heavy e influências gospel, jamais antes navegadas. 

James Brown e Elvis assumiram publicamente a influência da banda de Little Richard em suas carreiras.Ray Charles e Smokey Robinson fazem parte deste grupo pioneiro.  
Rock norte americano  

Rock Around the Clock" (1954), cantado por Bill Halley, além de provocar quebra-quebras em cinemas onde o filme de mesmo nome foi exibido ( no Brasil, “No balanço das Horas”) foi a primeira gravação de rock and roll a chegar no topo da lista de mais vendidos do Bilboard Magazine. Tornado o primeiro superstar gerado pelo rock’n roll, Elvis Presley tocava uma fusão de música country e rock chamada rockabilly. No final dos anos 50, o rock vê sua popularidade diminuir - os maiores da época praticamente desaparecem. O “Rei“ Elvis Presley vai servir o exército na Alemanha e, na volta, nicia uma carreira de ator, estrelando 33 filmes. Só retornaria à cena em  
1968.Do outro lado do mundo,surge a revolta dos jovens europeus, principalmente britânicos, mas também alemães e franceses, adotou o rock como emblema.  

Rock inglês Em 1955, Lonnie Donegan e sua versão de "Rock Island Line" inspiraram muitos jovens músicos ingleses. Em março de 1957, um deles, John Lennon formou a banda "The Quarrymen",que depois mudou de estilo e se transformou no que o mundo conheceu com “Os Beatles” . A “Beatlemania” foi uma espécie de reposta criativa ao rock que havia chegado da América. Por toda a Inglaterra, começaram a surgir bandas invocando a idéia separatista no rock, no sentido de criar um verdadeiro som da terra, Três jovens ingleses formaram em 1958 o grupo Cliff Richard and the Drifters, depois rebatizada de Cliff Richard and the Shadows. 

A banda gravou um sucesso "Move It",o primeiríssimo single de rock”n roll britânico. Richard incrementou o meio musical apresentando Tommy Steele, Adam Faith, Billy Fury e Gene Vincent. 
Estes astros estimularam as vendas, principalmente entre os adolescentes, que seguiam seus ídolos por onde fossem. No início dos anos 60, a música instrumental para dançar tornou-se muito vendável. "Apache” do The Shadows e "Telstar" do The Tornados são dois sucessos entre muitos, que aliecerçam o ramo inglês do rock.
O milésimo número da Rolling Stone Magazine.
A Rolling Stone Magazine, ícone do jornalismo de vanguarda norte americano, que entrevistou praticamente todos os personagens importantes na música, literatura e cinema no século 20, conseguiu realizar a façanha de publicar um milésimo número. Para marcar o evento - muito raro - o número de maio de 2006 veio com uma capa em 3 dimensões, a mais cara da história da imprensa americana, orçada em 1 milhão de dólares (cerca de R$ 2 milhões de reais).  
Inspirada no álbum Sgt. Pepper´s Lonely Hearts Club Band, dos Beatles, é uma colagem de fotos das 150 celebridades mais assíduas em suas páginas. Rolling Stone foi fundada em San Francisco, Califórnia, em 1967, numa época em que a música e a contracultura andavam de mãos dadas. Quarentona-quase cinquentona, continua a divulgar a cultura pop rock e tem como co-editor até hoje, o seu criador, Jann Wenner. Ainda mantém o primeiro lugar em vendas no segmento musical dos Estados Unidos com circulação de um milhão e 300 mil exemplares, apesar da competição de concorrentes como aVibe e a Blender.  

O impacto do Rock na sociedade
Alguns estudiosos pensam que pode ser mais do que uma simples coincidência o fato de uma música que combinava elementos de música branca e negra vir à tona quando a lei contra a segregação foi aprovada pela Suprema Corte, em 1964.  
A enorme popularidade e o alcance do rock (atenção! numa época não globalizada) resultaram num impacto sócio-antropológico nunca visto nas artes e na literatura.  
Muito além de um simples estilo musical, o rock”n roll influenciou a moda, a linguagem e o estilo de vida de várias gerações.
Ao abordar temas políticos e sociais sob a influência de Dylan Thomas, que lhe “emprestou” o nome, Bob Dylan transformou-se no cronista de sua geração, dando às palavras um sentido poético e engajado.

O Movimento Folk de Woodie Guthrie e Joan Baez e suas Protest Songs abordava, sem a menor complacência, os temas políticos e sociais. O impacto foi decisivo dos dois lados do Atlântico.
Nos Estados Unidos exprimiram a revolta contra a guerra do Vietnã e na Inglaterra, John Lennon caprichou, passando a elaborar melhor seus textos. 

Com o aval dos intelectuais, o rock se transformou num instrumento da contracultura. 
Esta tendência chegou ao apogeu nos festivais do final da década de 60: em Woodstock, em Altamont ( a 60 km de San Francisco) e na Ilha de Wight (no Canal da Mancha). O Rock”n Roll ajudou gerações a compartilhar ao mesmo tempo a paixão pela música e uma nova visão do mundo.
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 ROCK AROUND THE CLOCK
"Bill Haley e seus cometas" (1956)
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