sábado, 24 de janeiro de 2015

25 de janeiro- Aniversário da cidade de São Paulo


"São Paulo surgiu como missão jesuítica, em  25 de janeiro de 1554,reunindo em seus primeiros territórios habitantes   de origem tanto européia quanto indeigena.
Com o tempo, o  povoado acabou caracterizando-se como entreposto comercial e de serviços de relativa importância regional. Esta característica de cidade comercial e de composição heterogênea vai acompanhar a cidade em toda a sua história, e atingirá o seu ápice após o espetacular crescimento demográfico e econômico advindo do ciclo do café e da industrializacão, que elevariam São Paulo ao posto de maior cidade do país ".

(Wikipedia)

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Um terço do meu coração vive em São Paulo,numa casa pintada de branco e cercada de árvores no Sumarezinho,com edícula e mesa de penbolim.
A terceira maior cidade do mundo,muito querida desde sempre,chamou meu filho quando ele ainda era pouco mais que um adolescente, o acolheu com tanto carinho,abriu-lhe tamanhas portas que nem ligo quando ele avisa: “preciso te mandar uma incomeeeiiinnda urgeeeiiinnte”.

Ele não recebe mais holerite nem anda de busão. 

Agora para o carro num farol ou semáforo,leva o possante para ser consertado num funileiro,adora uma mandioquinha e, quando vem ao Rio,fica deslumbrado com a praia.
E eu nem ligo quando ele diz que o Rio é ótimo porque não precisa "descer" para curtir um sol.
Logo ele, que deu seus primeiros passos ali em Ipanema, na Praça da Paz,esqueceu que morou tão perto do mar.
Continua botafoguense,mas torce pelo Curíntia, que tem as mesmas cores do Glorioso. Quando soletra as palavras e diz Ê em vez de É. Foram-se os XXX e RRR ,mas também não ligo.
Quando vou visitá-lo, me dá um beijinho só (aqui são dois),me oferece bengala comprada na doceria e até já ajudei a tirar embrulhos e cargas da perua da firma dele.

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Oh, megalópole , com todos os teus mega senões: EU TE AMO.
Adoro teu frio maravllhoso que dissipa, em minutos,meus “summer blues”,mesmo com a poluição que faz os olhos arderem e choro sem querer.

Quando digo que vou pra Disneylândia,os que me conhecem bem sabem que ela está a 400 km no ônibus- leito da 1001 ou a prováveis 45 minutos ou algumas horas..dependendo da situação de Congonhas/Guarulhos.

Os engarrafamentos? Aqui também existem,talvez até maiores com as grandes obras que estão acontecendo.
Como li recentemente numa pesquisa, 57% dos locais saíriam de lá, se pudessem.

Eu iria viver em São Paulo amanhã, se pudesse.

Os aspectos não positivos são consequência natural do progresso,uma vez que lá existem vida pululante e diversidade cultural na cidade inteira.E o caldeirão de raças  resultou num povo sério e sempre pronto a oferecer oportunidade a quem quiser trabalhar para valer.

Tem a chuva, falta luz mas nada afeta meu amor.
Obrigada,manos e minas, por terem recebido tão bem o meu  Marcelinho carioca.
Parabéns pelos 461,Sampa. 
Um beijo e até breve.Que o breve seja muito breve!
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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Centro Cultural Banco do Brasil -Rio - 25 anos



Sede do Banco do Brasil quando o Rio era capital, o prédio da Rua Primeiro de Março 66- hoje ocupado pelo Centro Cultural Banco do Brasil-foi projetado em estilo neoclássico  por  Francisco Joaquim Bethencourt da Silva(1831-1912 ), arquiteto da Casa Imperial e fundador da Sociedade Propagadora das Belas-Artes e abrigaria a sede o Liceu de Artes e Ofícios.
Em 1906 foi Inaugurado como sede da Associação Comercial e na sua rotunda funcionava o pregão da Bolsa de Fundos Públicos.
Nos anos  20 do século passado,o Banco do Brasil o adquiriu e reformou para abertura de sua sede. 
Em1960,quando da mudança da capital para Brasília,o espaço tornou-se  a Agência Centro do Rio de Janeiro e,depois,Agência Primeiro de Março , ainda em atividade.

Para preservar o simbolismo do prédio,o Banco do Brasil decidiu torná-lo um Centro Cultural multimídia,inaugurado há     já exatos vinte e cinco anos  (12/10/1989)

O CCBB-Rio ocupa uma area de 17 mil metros quadrados.

 Há cinco anos, para  comemorar os 20 anos, o espaço  reabriu  sua biblioteca ao público no seu horário normal de funcionamento, das 10h às 21h.
 A biblioteca funciona no 5º andar do prédio   conta com acervo de 128 mil volumes. especializados em artes, filosofia, literatura e ciências sociais,com duas modalidades de empréstimos:ao público em geral ,mediante cadastramento em biblioteca conveniada e aos funcionários do Banco e dependentes,que deverão preencher uma ficha de cadastramento.
Espaços 
(fonte:site do CCBB) 
 Salas de Exposição
 São 1.430 m2 distribuídos por dois andares além de espaços para grandes peças no Foyer e na Rotunda, a saber:
 No 1º andar são 900 m2 contínuos
 No 2º andar são 530 m2 distribuídos em 4 salas.
Cinema
Andar térreo
Platéia com 110 lugares
Exibe filmes de arte, mostras retrospectivas e festivais. Equipada com projetores italianos Cinemeccanica 35mm e Fumeo 16 mm, som Dolby Stereo e projetor de vídeo multissistemas.
Sala de Vídeo
Mezzanino
0.Platéia com 53 lugares
Exibe filmes de arte, mostras retrospectivas e festivais.
Equipada com telão Sony de 100 polegadas, projetor multissistemas e equipamento VHS, U-Matic, Betacam e de Videolaser.
Teatro I
   térreo
Platéia com 175 lugares, incluindo boxes para 3 cadeiras de rodas
 Palco exclusivo para montagens teatrais
Dimensões do palco: Comprimento: 7,70 m; Largura: 10,45 m; Altura: 5,00 m. Boca de Cena: Largura: 8,47 m; Altura: 4,02 m. Palco/Platéia: altura: 1,10 m
Teatro II
2º andar
 Platéia com 158 lugares, incluindo boxes para 3 cadeiras de rodas
 Palco para espetáculos de música erudita e popular, dança e peças teatrais
Dimensões do palco: Comprimento: 7,30 m; Largura: 10,49 m; Pé direito: 5,00 m. Boca de Cena: Largura: 7,69 m; Altura: 3,90 m. Palco/ Platéia: altura; 1,10 m
  Equipado com piano Steinway de ¾ de cauda, mesa de luz com 36 canais e refletores para produções musicais (15 ADB e 17 TELEM) e 55 refletores para produções teatrais (49 ADB e 6 TELEM).
Teatro III
2º andar
Espaço alternativo para espetáculos de música popular e instrumental e para peças teatrais não convencionais.
Caixa preta com 123,93 m2. Comprimento: 15,30 m; Largura: 8,10 m; Pé direito: 4,50 m.
 Palco (opcional) formado por 9 praticáveis de 220 x 160 x 60 cm e 1 praticável de 220 x 122 x 60 cm
Platéia com capacidade variável dependendo da forma de utilização do espaço. Disponível para uso opcional 35 mesas de 4 lugares (140 lugares).
 Equipado com uma copa para serviços de bar
Equipado com mesa e equipamentos de som, mesa de luz com 72 canais, 24 refletores par 64, 2 tecnobeans, 12 elipsoidais ETC (não contém Íris)
Auditório
 4º andar
0.Equipado com: mesa de som, microfones com e sem fio, projetor de vídeo, datashow, Platéia com 90 lugares
0.Mesa com lugar para até 8 palestrantes
0.projetor de slides, retroprojetor, computador. Equipamento apropriado para transmissão de som e imagem para qualquer outro espaço do CCBB.
Salas Históricas
4º andar
 Espaço destinado à exposição permanente O Banco do Brasil e sua História, que conta uma parte da história do Banco do Brasil e ao conjunto de salas da antiga Presidência.
.Horários e agendamento de visitas com o Programa Educativo
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Em São Paulo( inaugurado em 21 de abril de 2001 e ocupando  o prédio construído em 1901 na rua Álvares Penteado) e em Brasília (inaugurado em 12 de outubro de 2000 na  SCES, Trecho 2 Conjunto 22 )estão localizados os outros dois CCBBs.





sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Invasões Francesas no Rio de Janeiro


Mapa da França Antártica


Uma tentativa de colonização

 


1555 Os franceses, que não respeitavam o Tratado de Tordesilhas e defendiam o direito da posse da terra por quem a conquistasse, pretendiam fundar uma “França Antártica”, no Brasil.
Seus objetivos eram garantir a exploração do pau brasil no litoral sul e encontrar espaço para que os protestantes franceses pudessem praticar sua religião em paz.
Foram derrotados pelos portugueses na Bahia ( governo de Duarte da Costa) mas o grande território e suas riquezas eram tentadores demais para serem desprezado nos primeiro “fora!”. 

Chefiados por por Nicolau Durand de Villegaignon fizeram nova tentativa no Rio de Janeiro, aportando na Baía de Guanabara.
Logo se aliaram aos índios Tupinambás que, com outras tribos indígenas, tentavam se livrar da escravidão imposta pelos portugueses.
A união destas tribos indígenas contra os portugueses ficou conhecida como Confederação dos Tamoios. 
Durante os combates, ocorreu a morte de Estácio de Sá, fundador da cidade do Rio de Janeiro. Para guardar a entrada da baía, os franceses construíram um forte ( Forte Coligny) na Ilha de Serigipe, que, mais tarde, foi batizada com o nome do invasor : Villegaignon.
Para resolver os conflitos com os índios, restabelecer boas relações com a Igreja e resolver de uma vez por todas a situação dos invasores, foi despachado para o Brasil seu 3º Governador Geral,Mem de Sá. 

Depois de dois anos de muita luta, a expulsão se efetivou em 1567, doze anos depois da chegada dos franceses.

1710

Em 1710, houve uma nova tentativa de invasão: o corsário Jean François Duclerc chegou ao Rio disposto a conquistar o território, mas foi logo derrotado pelos portugueses.
Em 21 de setembro deste mesmo ano, os navios de Duclerc entregam-se por ordem de seu capitão, que foi mantido como prisioneiro de guerra e preso em confortável casa na Rua da Quitanda, no atual centro da cidade, Em 18 de março de 1711, o capitão Duclerc é assassinado em sua prisão especial.

1711
O governo da França, indignado com o ocorrido, resolve revidar. 
Em 12 de setembro de 1711, chega ao Rio uma esquadra de 17 navios e 5.400 homens sob o comando do Almirante René Duguay Trouin que, literalmente, arrasa a cidade.
Durante dois meses os invasores ocuparam o Rio de Janeiro, pilharam lojas e expulsaram a população para o interior.
Depois de muitas negociações, os franceses conseguiram receber como resgate uma enorme soma em ouro e muitas outras exigências, inclusive moças donzelas. O governador Francisco de Castro pagou de seu bolso uma parte da soma exigida e sugeriu aos invasores que levassem toda a riqueza que conseguissem roubar, alegando que a população ao fugir, havia levado todos seus pertences e valores.
Em 4 de novembro, após receber a última parcela do valor estipulado como resgate, Duguay Trouin evacua a cidade. Em 13 de novembro, as tropas francesas partem do Rio de Janeiro deixando atrás um rastro de destruição
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A perspectiva histórica mostra que o Brasil nunca deixou de ser um objeto de desejo dos franceses, embora não tenham conseguido transforma-lo em colônia..
Mas a atraçao foi mútua.
Talvez daí também tenha vindo a francofilia em voga nos séculos 18 e 19, quando era “chic” falar francês nos ambientes aristocráticos(eu acho que ainda é!!). 

Até a 2a Guerra Mundial, o idioma era a segunda língua ensinada nas escolas. A simples menção do nome de Paris, igualmente, provoca suspiros e desejos de viagem, em qualquer brasileiro normal.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Willis Carrier,inventor do ar condicinado


Louvado seja!


Nasci e me criei aqui na cidade do Rio de Janeiro - Latitude 22º 56' 36" Sul e Longitude 43º 09' 40" Oeste - o que significa ( suspeita opinião), conviver com 3 opções:  calor, calor forte e calor fortíssimo.

Tenho certeza que sofro de " summer blues",uma leve depressão sazonal- nomenclatura que adaptei  do winter blues do hemisfério norte- que o digam os que têm que conviver com meu metabolismo alterado pela canícula insuportável.

As pessoas se surpreendem quando uso roupas decotadas no inverno de São Paulo e suporto muito bem temperaturas baixas.  
Neste verão de sensação térmica 55 graus,mais do que nunca louvo o abençoado nome de Willis Carrier que tornou nossa existência mais confortável e abriu portas incontáveis para o progresso da humanidade

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 Willis Havilland Carrier
(Condado de Erie,26/11/1876- Nova York 7/10/1950)  foi engenheiro mecânico e inventor do ar condicionado moderno. 

Em 1895, ganhou uma bolsa de estudos para a Universidade Cornell onde se formou em 1901 com licenciatura em engenharia mecânica.
Começou  a trabalhar para a Buffalo Forge Company, fabricante de aquecedores, ventiladores e sistemas de exaustão de ar, no departamento de engenharia de concepção de sistemas de aquecimento para secar madeira e café.

1902  marca o nascimento do ar condicionado,mas só em 2 de janeiro de 1906 foi registrada a patente número. 808897  do aparelho que que foi chamado "aparato de tratamento de ar",primeiríssimo equipamento de refrigeração.

O mês de julho de 1902 estava excepcionalmente quente e úmido em Nova York e muitas pessoas morreram vitimadas pelo calor excessivo.
A empresa Sackett-Wilhelms Lithographing  Publishing Company, em Brooklyn,estava amargando um grande prejuízo  com o excesso de umidade porque as impressoras trabalhavam com um matiz de cada vez, com um dia de intervalo para que a secagem ficasse perfeita.Com o calor, o papel ficava deformado e as cores ficavam mal alinhadas

A solução veio de  Willis Carrier, experiente em sistemas de aquecimento a vapor: bastava inverter o processo e refrigerar o ar que passava pelos tubos de água fria.

Esta água vinha de um poço profundo que se encontrava próximo da sede da empresa,
 Ventiladores forçavam o ar a passar,o que fazia baixar a temperatura, diminuir a umidade até um nível normal
Uma solução para o problema da expansão do papel  na  Sackett- melhorou as condições de trabalho dos operários e a minha, a sua, as nossas vidas

 Em 3 de dezembro de 1911,no encontro anual da Sociedade Americana de Engenharia Mecânica,Carrier apresentou o mais significante documento existente sobre o sistema de ar condicionado, a "Fórmula Psicrométrica Racional", versando sobre umidade relativa, umidade absoluta e o  ponto de "umedecimento" da temperatura,tornando possíveis as soluções para fabricação de aparelhos mais acessíveis e práticos.

Das dificuldades surgem as oportunidades

Com o início da guerra,a Buffalo Forge Company  , onde Carrier trabalhou por 12 anos, decidiu modificar seu campo de ação dedicando-se inteiramente `a manufatura de artefatos de guerra.
Em junho de 1915,sete jovens engenheiros desempregados resolveram juntar suas economias para  fundar a Carrier Engineering Corporation em Nova York   

Apesar do sucesso do empreendimento e do uso do ar condicionado para refrescar ambientes em prédios comerciais,a companhia passou por grandes dificuldades  com o crash da Bolsa de Wall Street em 1929.  
Em  1930 houve a fusão da  Carrier Engineering Corp com a   Brunswick-Kroeschell Company e a York Heating & Ventilating Corporation para formar a Carrier Corporation  com Willis Carrier como Diretor Geral
Neste mesmo ano, Carrier expandiu os negócios se associando à  Toyo Carrier & Samsung Applications no Japão e na Coréia.
Com filiais em iNew Jersey e Pennsylvania, Carrier  mudou a sede de sua empresa para  Syracuse,New York  (1937). 

A Grande Depressão diminuiu o uso residencial e comercial do ar condicionado.
Uma espécie de iglu montado na Feira Mundial de Nova York em 1939, mostrou aos visitantes as possibilidades futuras do aparelho mas, antes da completa popularização,começou a segunda grande guerra.
Somente no pós-guerra (1950) o ar condicionado começou a crescer em popularidade.

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A Coréia do Sul, segundo o site Wikipedia, é o maior produtor de aparelhos de ar condicionado do mundo.  
 A Carrier Corporation foi pioneira em design e fabricação de aparelhos para grandes espaços e tronou-se subsidiária da UTC.(United Technologies Corporation) em 1980.  
Em 2007, as vendas da empresa foram da ordem de 15 bilhões de dólares empregando um exército de 45 mil pessoas  

 

Vida Pessoal

 

Carrier se casou 3 vezes (com Claire Seymour ,morta em 1912,com Jennie Martin -1939 e  Elizabeth Marsh Wise, 1964) ,mas nunca teve filhos. 

Adotou os dois (Earle e Vernon) de sua segunda mulher, Jennie.

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domingo, 11 de janeiro de 2015

Morre Anita Ekberg, atriz sueca imortalizada pela cena do banho na Fonte de Trevi, em Roma, no filme "A doce vida" ,






Veja ou reveja a cena:
http://youtu.be/The8Xi6fKOE


 Filha de um estivador, Kerstin Anita Marianne Ekberg nasceu 29 de setembro de 1931 em Malmõ, sexta de oito filhos.Começou a trabalhar como modelo ainda adolescente
Miss Suécia 1950
 Incentivada pela mãe, concorreu e venceu o concurso de Miss Maimõ,  depois,o  Miss Suécia de 1950 e  foi para os Estados Unidos  para o Miss Universo.
Ficou entre as finalistas ,mas não venceu. Impressionado com a deslumbrante figura, John Wayne lhe oferece a oportunidade de uma carreira no cinema.
Trabalhou também sob o comando do miliardário Howard Hughes.

Depois de cinco anos em Hollywood,  recebeu o Globo de Ouro de1955 como Melhor Atriz por seu papel em "O caminho sangrento"/"Alley Blood" , de  William A. Wellman
Em "Guerra e Paz", de King Vidor(1956),também teve um papel importante.

Em 1960, roubou a cena  em "La Dolce Vita",obra prima de Federico Fellini  ao se banhar usando um vestido preto na Fonte de Trevi, em Roma.  
 e ,contracenando, com Marcello Mastroianni na cena  que se transformou e ícone da história do cinema.

 Estrelou Boccaccio70 com Sophia Loren e Romy Scneider e mais dois filmes de Fellini nos anos seguintes   I clownsI (1970) e Intervista  (1987), novamente com Mastroianni, uma espécie de autobiografia.  
Nos últimos anos, suas aparições na tela foram raras, em pequenos 
filmes europeus e na televisão italiana.

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sábado, 10 de janeiro de 2015

"Maysa" no especial “Luz, Câmera, 50 anos”

Para comemorar o cinquentenário da Tv Globo, está sendo apresentado o especial “Luz, Câmera, 50 anos, que reexibe obras que marcaram a história da televisão brasileira. 

A série vai ao ar a partir das 22h26 e ontem, dia 9/1, foi a vez de "Maysa", de 2009.


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 Em 9 capítulos, contava a vida da musa ,morta em 1977 num acidente na Ponte Rio-Niterói.
A ação se passa entre as décadas de 50 e 70.
O texto e roteiro eram de Manoel Carlos e a direção geral de Jayme Monjardim, filho da cantora.

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“ |Os olhos de Maysa são dois oceanos não pacíficos”




Manuel Bandeira



No dia 22 de Janeiro de 1977,Maysa se dirigiu a um estúdio de gravação no centro do Rio para gravar sua participação no lançamento de um empreendimento imobiliário, o “Quintas de Arembepe” que seria lançado na semana seguinte e foi almoçar com os pais em Copacabana.
Muito carinhosa, deitou no colo dos dois, disse que os amava e pediu que cuidassem de seu canário.
A insônia andava terrível. Maysa tinha trocado a bebida por medicamentos (inclusive Minifage,muito na moda na ocasião,inibidor de apetite e Lasix,diurético ) A mistura de mais de 30 medicamentos, tinha efeitos colaterais devastadores O pai sugeriu que ela esperasse o dia seguinte,domingo, para seguir viagem em direção a Maricá, praia localizada a 65 quilômetros do Rio, onde morava.
Ela preferiu seguir.Dirigindo sua Brasília na Ponte Rio-Niterói a mais de cem por hora,com o vidro esquerdo dianteiro aberto e o direito fechado o que,segundo a perícia,causou um vácuo no interior do carro e causou instabilidade `
As 17.50,uma forte rajada de vento fez com que a motorista perdesse o controle ao tentar se desviar de outro carro,a Brasília atingiu um cabo de aço e chocou-se de frente no muro de concreto que separa as duas pistas da ponte Rio-Niterói. 
Com a violência do impacto Maysa sofreu múltiplas fraturas expostas,afundamento de tórax.lesões na cabeçae morreu antes que o resgate chegasse.
O filho Jayme,recém casado, ouviu a notícia pelo rádio ,na fazenda de um amigo.
Eu estava em Florianópolis, com as minhas entao crianças. E vi ,na pequena tv do hotel, Cid Moreira narrar ,no “Fantástico”,a trajetória artítica da minha ‘ídola’ e colega de dia e mês de aniversário.
Senti a morte como se estivesse perdendo uma parente.
Como era muito próxima da direção da agência de propaganda que veicularia a campanha,tinha pedido para ser apresentada a ela. O destino não permitiu.
Mas todos nós vamos ter a oportunidade de mergulhar na vida profissional e particular desa maravilhosa e incompreendida mulher,graças ao filho,o hoje diretor de tv e cinema Jayme Monjardim,que dirige a minissérie contando a vida de sua mãe.
A campanha de lançamento do empreendimento em Arembepe foi suspensa. O jingle virou relíquia.Maysa é para sempre.
Felicidade Infeliz
Maysa Figueira Monjardim nasceu no Rio de Janeiro em 6 de junho de 1936,filha de Alcebíades Guaraná Monjardim (de origem italiana) e Inah Figueira , de tradicional família capixaba(que foi Miss Vitória e de quem a filha herdou os olhos claros) Seu irmãoAlcebíades (Cibidinho) nasceu em 1942.
Ainda criança aprendeu piano clássico(durante oito anos) e violao .Adolescente começou a compor e cantar em reuniões familiares,frequentadas por amigos de seus artistas amigos de seus pais como Elizeth Cardoso e Sylvio Caldas.
Boa geminiana,tinha grande facilidade para idiomas e cantava em ingles, francês,espanhol e italiano. Pulando de colégio em colégio,não conseguiu terminar os estudos.
Aos 17 anos,(25/1/1955)casou com André Matarazzo, da millonária e tradicional família paulista, vinte anos mais velho e filho de Andrea, patriarca eamigo de boemia de seu pai.
Passou a lua de mel na Europa e, na volta,foi morar na mansão dos Matarrazzo,na Avenida Paulista. Em pouco tempo se instalou um profundo tédio e,deprimida, engordou muito.Em 19 de maio de 1956,nasce o único filho,Jayme.
Ainda durante a gravidez,foi convidada pelo produtor Roberto Corte Real a gravar um LP para o selo RGE.Por exigência do marido,não se apresentaria como cantora profissional e a renda do disco seria doada ao Hospital do Cancer ,mas sem divulgação nada aconteceria. Matarazzo exigiu vir ao Rio de Janeiro e acompanhar o trabalho de divulgação.
Maysa começou a cantar na Rádio Mayrink Veiga e,depois na Radio Record de São Paulo.Em março de 1957, com o sucesso nacional de sua composição “Ouça”,passou a estrelar um programa semanal de televisão e começaram os problemas com a bebida.
Mundo Vazio
A pressão para que abandonasse a carreira levou ao final do casamento.As letras das músicas dos 3 LPs editados em 58 e 59 refletem a situação : "Convite para Ouvir Maysa", volumes 2, 3 e 4: "Meu Mundo Caiu", "Felicidade Infeliz", "Por Causa de Você", "Mundo Vazio", "Saudades de Mim", "Candidata a Triste", "É Preciso Dizer Adeus", "Eu não Existo sem Você", "Pedaços de Saudade", "Amargura", "Deserto de nós Dois". Sua discografía na RGE também contém"Maysa é Maysa... é Maysa... é Maysa", "Voltei", "Maysa Canta Sucessos" e "Maysa, Amor... e Maysa".
Separada de André,renovou o contrato com a RGE, agora como cantora profissional.Foi para Nova York,onde se apresentou no clube noturno Blue Angel”e, na volta,se radicou no Rio de Janeiro.
Em 1960,convidada pela Real Aerovias para o primeiro vôo da empresa Rio-Tóquio, tornou-se a primeira cantora brasileira a se apresentar no Japão.
Depois de um período complicado,tentou reorganizar a vida em 1964.Foi o ano do casamento com Miguel Azanza, um belga naturalizado espanhol.Viveu 4 anos na Espanha, onde fez tratamento para emagrecer e contra o alcoolismo .
Voltou ao Brasil em 1968.Gravou dois LPs: Maysa" e "Canecão Apresenta Maysa", gravado ao vivo Aqui se juntou ao grupo pioneiro da bossa nova,gravando “Barquinho”,de RobertoMenescal.
A popularidade como cantora vinha junto cm um período tumultuado, onde rumores de tentativas de suicídio se misturavam ao abuso de álcool e romances tumultuados.
O namorado mais conhecido desta época foi Ronaldo Bôscoli,que a acompanhou numa turnê pela na casa de shows Canecão, na Urca.
Trabalhou ccomo atriz em teatro e TV( O Cafona, e Bravo!, com Carlos Alberto, Bel-Ami, na TV Tupi.)
Embora tenha sido a artista brasileira mais bem paga na décadas 50 e 60 ,não se passou um dia sem que a imprensa publicasse alguma notícia sobre ela:escândalos e fofocas,tentativas de suicídio, agressões a espectadores nos shows,barracos em aviões,regimes de emagrecimento,internação para desintoxicação,depressão,
Teve relacionamentos com o compositor Ronaldo Bôscoli, o empresário Miguel Azanza, o ator Carlos Alberto e o maestro Julio Medaglia.
Fez temporadas de sucesso em diversos lugares de São Paulo, como no João Sebastião Bar e no Rio de Janeiro (Au Bon Gourmet e Canecão, entre outros) 

Excursionou pela América Latina, atuando diversas vezes em Buenos Aires, Montevidéu e Lima. Apresentou-se em Paris, Lisboa e Luanda, capital de Angola.
Em 2007, os 30 anos da morte de Maysa foram lembrados com o lançamento de um CD de covers e uma coletânea com músicas inéditas, e duas biografias: “Só numa Multidão de Amores”, do jornalista Lira Neto e “Meu Mundo Caiu - A Bossa e a Fossa de Maysa”, de Eduardo Logullo.
A minissérie realizada por Jayme Monjardin, filho da cantora com o industrial André Matarazzo, e escrita por Manoel Carlos começou a ser exibida  no
 dia 5 de janeiro de 2009.
O mapa astral da cantora mostra Sol em Gêmeos, Lua em Sagitário,Ascendente em Peixes e outros cinco aspectos em Gêmeos,inclusive Quiron que, astrologicamente, representa o domínio da escuridão pela luz espiritual .Mas,no caso de nossa Maysa,isso nunca se concretizou.
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TV Cultura "Estúdios"   1975
https://www.youtube.com/watch?v=RKgTxp8_FCc