segunda-feira, 27 de junho de 2016

Da bússola ao GPS

                                 Bússola, do italiano“bussola” que significa “caixa pequena”.


Importantíssima durante a Era dos Descobrimentos no século 16, 
em tempos imemoriais e usando como referência a rosa dos ventos que marca os pontos cardeais,colaterais e subcolaterais,a bússola já era usada usada como orientação geográfica,com sua agulha sempre apontando  o norte.

 Em 850 dC, os chineses começaram a magnetizar a agulhinha,para obter mais precisão. O processo consistia em  esfregar a fina peça de metal em  minério de ferro.
Magnetizada, a agulha a grande quantidade de ferro encontrado no interior de nosso planeta funciona como ímã.


Segundo a Wikipédia,em 1302, o marinheiro e inventor Flávio Gioia aperfeiçoou a bússola, colocando a agulha sobre um cartão com o desenho de uma rosa-dos-ventos, o que facilitou a orientação.

A direção dos ventos é conhecida desde a Grécia Antiga. Eram   dois os rumos, que aumentaram para oito e,depois, foram sendo acrescentados.  
Em alguns desenhos, o Leste,na rosa-dos-ventos, era substituído pelo desenho de uma cruz, mostrando a localização da Terra Santa.. 
Em 1417, engenheiros  da Escola de Sagres, experts na tecnologia marítima, desenvolveram o modelo de bússola que se usa até hoje,protegida por uma tampa de vidro que impede a interferência de outros metais. 

Atualmente, as bússolas eletrônicas são as mais utilizadas.

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  O GPS  
  
GPS,sigla de “Global Positioning System" é um sistema de navegação por satélite com um aparelho móvel que envia informações sobre a posição,velocidade,hora do dia    em qualquer horário e em qualquer condição climática.Pode ser acessado em terra,mar ou ar.
Foi desenvolvido pelo Ministério da Defesa dos Estados Unidos.
Os sinais GPS estão acessíveis a um número ilimitado de utilizadores simultâneamente e os satélites que os emitem são de uso gratuito .

 Como funciona um receptor GPS ?
*Cada satélite GPS transmite sinais aos equipamentos no solo, que chegam passivamente ao receptor.
*É necessária uma área de céu aberto e  o mais "limpo" possível
As emissões  podem ser afetadas em zonas de bosques e montanhas e  na proximidade de edifícios muito altos e túneis.
*O funcionamento dos receptores GPS depende de uma referência horária precisa, que  lhes é fornecida pelos relógios do U.S.Naval Observatory.Cada satélite GPS tem em seu interior relógios atômicos.

O satélite GPS sino-brasileiro
 

Em 7 de dezembro de 2014, à 1h26 da manhã, foi lançado com sucesso o satélite sino-brasileiro CBERS-4. E o que ele vai fazer lá no espaço?
O mais novo satélite do programa CBERS (sigla em inglês para “satélite sino-brasileiro de recursos terrestres”) fará mapas de queimadas na Amazônia, ficará de olho no desflorestamento, na expansão agrícola, e também fará estudos de desenvolvimento urbano.
O satélite possui quatro câmeras – duas brasileiras, duas chinesas – que terão muitas finalidades, como explica a agência EFE:

Este novo aparelho é, como o anterior, também projetado para fotografar, rastrear e registrar atividades agrícolas, desmatamento das florestas, mudanças na vegetação, recursos hídricos e expansão urbana com uma resolução muito superior à dos satélites anteriores.
Desde 2010, o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) tinha que usar imagens de satélites estrangeiros – como os americanos Modis e Landsat – porque o último satélite nacional com essa finalidade havia encerrado suas operações.
O CBERS-4 entrou em órbita doze minutos após o lançamento, a 778 km de altitude, conforme previsto. 
Ele foi levado por um foguete chinês que decolou da base de Taiyuan, no norte da China. Este é o 200º lançamento de satélite do país asiático (e o 188º bem-sucedido), desde quando seu programa espacial começou na década de 70."

(  O texto  em azul acima é de Felipe Ventura)
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sexta-feira, 24 de junho de 2016

Os 47 anos da Primeira Parada Gay- A "Marcha de Stonewall

O bar Stonewall Inn em setembro de 1969
Rebelião de Stonewall foi uma série de violentas manifestações espontâneas de membros da comunidade LGBTcontra uma invasão da polícia, que aconteceu nas primeiras horas da manhã de 28 de junho de 1969, no Stonewall Inn   em  Greenwich  Village,Nova York
Os motins são amplamente considerados como o evento mais importante que levou ao movimento moderno de libertação gay e à luta pelos direitos LGBT no país.

(da Wikipedia)

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Conheça os protestos que originaram as Paradas há 40 anos.




Para o Inspetor Seymour Pine e sua equipe de 8 detetives lotados na NYCPD - a delegacia de costumes da cidade de Nova York - o plantão de 27 de maio de 1969 parecia ser o de uma sexta-feira como todas as outras.

Há muito o sindicato do crime chantageava os bares da cidade, em especial os bares gays do Greenwich Village. No Stonewall Inn, os proprietários: Tony (Fat Tony) Lauria e seu sócio, se recusavam a seguir a regra dos mafiosos e, por isso, o local era alvo de batidas policiais constantes. 

Após a visita dos tiras, como sempre rápida e rasteira, dois funcionários, 3 drag-queens e uma lésbica acabaram presos.



Os demais clientes foram intimados a deixar o local em fila indiana e a polícia destruiu, mais uma vez, a decoração.
Só restaria arregaçar as mangas e realizar o prejuízo. 


Mas aquela era a noite do funeral de Judy Garland, ícone da comunidade gay, e o local e arredores de Christopher Street e Sheridan Square estavam lotados.

O público, agitado, reagiu à arbitrariedade gritando palavras de ordem e logo uma pequena multidão se formou.
Quando a moça lésbica estava sendo escoltada, começaram os gritos de "pigs" (porcos) e uma chuva de latas de cerveja alvejou o camburão.

Depois de deixar os presos na delegacia, os detetives voltaram - desta vez com mais violência - ameaçando matar quem ousasse sair do Stonewall.

A luta pelo direito de permanecer no espaço do bar durou a noite inteira e, ao amanhecer do dia 28, cerca de 4.000 homossexuais estavam travando uma verdadeira guerra com a polícia. Durante 4 dias e 4 noites a batalha continuou e, finalmente, a polícia se retirou. 


Um mês depois aconteceu a primeira Parada pelo direito dos gays, que foi denominada "Marcha de Stonewall" 
Hoje, as celebrações se tornaram um ritual.
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terça-feira, 21 de junho de 2016

Concertinhos de Eva - 25 de junho- Programa para o público infantill e suas famílias

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NOELI MELLO  - mezzo soprano
 

É formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e  integrante efetiva do Coro do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
Como solista tem se apresentado nas principais salas de concerto, no Brasil e exterior,  realizando Música de Câmara e Ópera. Dentre os papeis realizados, se destacam Cenerentola, Mercedes, Adalgisa, Leonora, Rosina e outros.
 

Em Janeiro de 2016, realizou uma serie de concertos de Musica Brasileira na Houston University e Rice University.
Cantou sob a direção de importantes maestros e ao lado de importantes nomes do canto lírico e diretores cênicos.
 

Enriqueceu sua arte na realizaçõa da música de Câmara com a orientação do Professor Peter Dauelsberg, trabalhando, além de canções de vários compositores alemães, o ciclo “Frauenliebe und Leben”.
 


Possui vasta experiencia na preparação vocal e musical de coros infantis, categoria em que atua paralelamente ao canto desde  2005. Sua experiência conta com trabalhos realizados em projetos socioculturais como : “Toca o Bonde”  e “TIM Música Nas Escolas”, sob coordenação de Leandro Braga e Rita Kerder e no projeto Bem Me Quer Paquetá sob coordenação de Josiane Kervorkian e José Lavrador, onde teve a honra de estrear obras de João Guilherme Ripper, Edino Krieger, Edmundo Villani Cortes e outros.


Ramon Theobald
      (Pianista)

Bacharel em piano pela Escola de Música da UFRJ na classe do professor Luiz Senise. Estudou na Hochschule für Musik Karlsruhe durante dois semestres na classe do professor Michael Uhde em intercâmbio com bolsa da CAPES/Daad. 

Deu recitais em diversas cidades brasileiras, além de Itália e
Alemanha. 


Em masterclasses, teve aulas com os principais nomes do cenário pianístico, como Eduardo Monteiro, Luiz de Moura Castro, Fany Solter e Fábio Luz.


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sexta-feira, 17 de junho de 2016

Lançamento editorial: 1º volume de quadrilogia de Mary Del Priore


Do site da Livraria da Travessa:  


"os personagens somos todos nós"

                   

 


SINOPSE
A história do país é comumente contada por meio de grandes fatos, feitos e nomes, vitórias e fracassos que marcaram a nação ou a sua economia. 
O povo, seus hábitos e sua vida cotidiana sempre foram relegados e esquecidos, sem receber a visibilidade que merecem. 

Suas histórias foram deixadas atrás das cortinas, mas chegou a hora de conhecê-las. Mary del Priore nos presenteia, neste livro, com as verdadeiras histórias do país, aquelas que retratam intimamente a vida da gente brasileira. 

Nele, você vai descobrir como as pessoas se vestiam, onde moravam, o que comiam, o que faziam para se divertir e tantos outros fatos “menores”, que muito dizem sobre elas – e sobre nós. 

Os personagens aqui vão além daqueles conhecidos, como Tiradentes ou d. Pedro I; somos todos nós. 

Afinal, é conhecendo nossas raízes, as histórias de nosso povo e os objetos que usavam que seremos capazes de compreender melhor o país em que vivemos e de construir um futuro mais promissor. 

Portanto, que tal olhar pelo buraco da fechadura e descobrir o que há por trás das cortinas do Brasil?

Este é o primeiro volume da coleção “Histórias da gente brasileira” – focado na época do Brasil Colônia –, que contará ainda com outros três livros: um sobre o Império e dois sobre a República.

DADOS DO PRODUTO
título: HISTORIAS DA GENTE BRASILEIRA VOLUME 1: COLONIA  
isbn: 9788544103852 i
idioma: Português  
encadernação: Brochura formato: 16 x 23  
páginas: 432 
 ano de edição: 2016 ano 
copyright: 2016 edição:

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MARY DEL PRIORE
MARY DEL PRIOREMary del Priore é historiadora, duas vezes pós-graduada pela École des Hautes Études de Paris. 
Ex-professora dos Departamentos de História da USP e da PUC/RJ. 


Autora de mais de 40 livros, recebeu mais de 20 prêmios nacionais e internacionais, entre eles três Jabutis, dois Casa Grande & Senzala, o Prêmio do Ministério dos Negócios Estrangeiros do governo da França e da Organização dos Estados Americanos (OEA) para as Américas (1992) e o Ars Latina (2008) por ensaísmo em História. Membro do P.E.N. Club do Brasil, da Academia Carioca de Letras e do Conselho Consultivo da Confederação Nacional do Comércio;

Sócia do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e do Instituto Histórico e Geográfico/RJ; sócia correspondente do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia; acadêmica correspondente da Academia Paraguaya de la Historia, da Academia Nacional de la Historia de Argentina, da Academia Colombiana de la Historia, da Real Academia de la Historia de Espanha, da Academia Portuguesa da História e do Instituto Historico e Geografico del Uruguay
Colaborou durante 10 anos para o Caderno Feminino de O Estado de S. Paulo, e segue escrevendo para periódicos nacionais e estrangeiros. 

Consultora de cineastas como Daniella Thomas e Júlio Léllis, teve três livros aproveitados em espetáculos de teatro e balé.

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segunda-feira, 13 de junho de 2016

Mestre Vitalino,o Gênio do Alto do Moura


Vitalino Pereira da Silva nasceu no Alto do Moura, vila -hoje bairro de Caruaru(PE) em 10 de Julho de 1909.
Aos seis anos, enquanto observava a mãe louceira (nome dado à mulher que fabricava artesanalmente objetos de barro), começou ele mesmo a utilizar as sobras do material para fazer pequenos animais: bodes, cavalinhos e bois que chamava de “loiça de brincadeira”.
Aperfeiçoando o trabalho pela repetição dos motivos, passou da “loiça” para a técnica figurativa a partir da peça “Caçador de Onça” logo vendida na Feira de Caruaru : um gato marajá assustado, sendo acuado pelo cachorro e o caçador apontando para a cena. 

Suas peças de massapê registravam o cotidiano do sertanejo: a Vaquejada, o Vaqueiro que virou cachorro, o Cortejo Nupcial, Enterro na Rede, Enterro no carro de Boi, Lampião a pé, Lampião e Maria Bonita.
Um retrato sociológico do sertão foi construído a partir da representação da
“família solidária”: o agricultor voltando da roça com a família, os Retirantes e a casa de farinha.
A vida urbana teve seu registro nas figuras profissionais do dentista, do advogado, da costureira, do padre e do fotógrafo. Vitalino ceramista, já usando produtos industriais na pintura de seus bonecos, começou a assinar com lápis passando, depois, a utilizar o carimbo com as iniciais VPS - sua marca registrada. Revelado para o resto do país pelo artista plástico Augusto Rodrigues, teve sua obra apresentada pela primeira vez no Rio de Janeiro em 1945.
Expôs em Brasília e São Paulo. 

Vitimado pela varíola, morreu no dia 20 de janeiro de 1963, sem que seu talento fosse devidamente reconhecido, apesar das medalhas e prêmios que recebeu.
Deixou como herança 118 peças e a inspiração constante para cerca de 400 artesãos que se espalham nas ruas do Alto do Moura.


Após sua morte foi inaugurada a Casa Museu Mestre Vitalino, no local em que viveu e exerceu sua criatividade.


Os trabalhos são cada vez mais valorizados, especialmente os da 1a fase, aqueles em que os olhos dos bonecos não são pintados e, sim, vazados. 
Filhos, netos e bisnetos dão continuidade à sua obra. 

Mestre Vitalino foi, também, dotado com grande talento musical. Tocava pífano e zabumba, tendo montado aos 15 anos uma banda - a Zabumba Vitalino.
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quinta-feira, 9 de junho de 2016

Dia dos Namorados no Brasil

O Brasil,na contra-mão do resto do mundo que comemora em 14 de fevereiro,festeja a data no dia 12 de junho


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A origem de tudo está no século III d.C., em Roma, quando o imperador Claudio proibiu o casamento nos tempos de guerra, pois preocupações com responsabilidades familiares poderiam prejudicar o desempenho dos soldados. 

Um religioso transgressor, Padre Valentim, desobedeceu a ordem e continuou as celebrar matrimônios. 

Foi condenado à morte pela desobediência tendo sido, mais tarde, canonizado. A data de sua morte, 14 de fevereiro, passou a ser lembrada duplamente por ingleses e franceses, a partir do século XVII : Dia de São Valentim e dos Namorados.

Desde 1949 o Brasil comemora em 12 de Junho o Dia dos Namorados.

Entre nós, a escolha da data teve razões muito pragmáticas. 
O publicitário João Dória, da agência Standard Propaganda recebeu encomenda de uma campanha para a extinta loja Clipper, com objetivo de alavancar as vendas de junho, na época um mês muito fraco para o comércio varejista. 

Aproveitando a proximidade do dia de Santo Antonio, o casamenteiro, e contando com o apoio Federação de Comércio de São Paulo, instituiu no Brasil a comemoração e sua equipe criou o slogan: "Não é só com beijos que se prova o amor".
No Japão, onde a comemoração foi introduzida em 1936, há uma inversão de papéis : neste dia as mulheres é que tomam a frente, presenteando seus amados com caixas de chocolates.Na Europa e na América do Norte a festa é no dia de São Valentinm: 14 de Fevereiro.


No México, as comemorações ainda incluem missas, quando os casais pedem proteção e felicidade no amor. Nos Estados Unidos e nos países europeus, as pessoas presenteiam também aqueles de quem gostam: pais, mães, irmãos e amigos.

Para seguir a lenda ou como estratégia de marketing, o certo é que a data "pegou" no Brasil porque entre apaixonados sempre há lugar para festejar o encontro da alma gêmea ("infinita enquanto dure")
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"Minha Namorada"
Na delicada interpretação de Fábio Jr., esta que -mais que música- é uma tremenda declaração de amor.
Carlinhos Lyra e o Poetinha Vinícius de Morais  estavam super inspirados quando a criaram


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Para  jamais esquecer os  queridos que se foram- de qualquer forma-

"Unforgettable",com Natalie Cole e seu pai  e Nat "King" Cole (1919-1965)

gravado em 1992,pelo milagre da tecnologia


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Direto dos anos 60, na minha opinião a mais linda canção de amor italiana,
Senza Fine, de Gino Paoli ( gravada em 2011)


 https://www.youtube.com/watch?v=gCAb1swvDcs

segunda-feira, 6 de junho de 2016

MPB EVA na FEK


"José Domingos de Morais (1941-2013), conhecido como Dominguinhos, foi instrumentista, cantor e compositor.  Exímio sanfoneiro, teve como mestres nomes como  Luiz Gonzaga e Orlando Silveira. Sua   formação musical  teve influências de  baião, bossa-nova, choro forró,xote e jazz. "

(Wikipedia)

domingo, 5 de junho de 2016

Erasmo Carlos 75

Feliz Aniversário,Tremendão!
Erasmo Carlos, é meu conterrâneo do Rio Comprido.Acho até que nascemos no mesmo hospital porque o bairro sempre foi muito mal servido para parturientes, ao longo da História.


Parceiro cativo de Roberto Carlos (praticamente todas as músicas que lançam são assinadas em dupla) e um dos grandes roqueiros brasileiros, o carioca ERASMO ESTEVES (5/6/1941) começou carreira musical em 1958 cantando no grupo The Sputniks(com Roberto, Tim Maia, Arlênio Lívio, Edson Trindade e China),todos vizinhos na Rua do Matoso.
Atenção,biógrafos,a Rua do Matoso não é na Tijuca,fica no Rio Comprido..
Em 1962, Erasmo estava com o grupo Renato e Seus Blue Caps, com quem gravou LP homônimo. Seu primeiro grande sucesso em carreira solo: foi “Festa de Arromba” . Em 1965 , Erasmo, Roberto e a cantora Wanderléa apresentaram,aos domingos, o programa de auditório da TV Record Jovem Guarda, agregador de toda aquela corrente de música jovem composta no Brasil.

“O Tremendão”
Erasmo iniciou uma longa fileira de sucessos: "Tremendão",Você Me Acende”, “Gatinha Manhosa”, “Terror dos Namorados”, “Vou Ficar Nu Para Chamar Sua Atenção”, “Minha Fama de Mau”, “Estou Dez Anos Atrasado”, “Vem Quente Que Estou Fervendo”, “Coqueiro Verde”, “Sentado à Beira do Caminho”, entre outros.
Ator nos filmes “Roberto Carlos e o Diamante Cor de Rosa”, “A 300 km por hora” e “Os Machões”, gravou nos anos 70 importantes LPs, como “Sonhos e Memórias – 1941-1972” (das músicas “Mané João” e “Mundo Cão”) e “1990 – Projeto Salvaterra”, dos hits “Sou uma Criança, Não Entendo Nada” e “Cachaça Mecânica” (de surpreendente êxito,bombou no mercado .....holandês).

Voltou nos anos 80, com as músicas “Mulher” (parceria com a mulher, Narinha), “Mesmo Que Seja Eu”, “Pega na Mentira” e “Close”. Erasmo e regravou sua “A Carta” em dueto com Renato Russo, da Legião Urbana.
Na roda da fortuna do sucesso,Erasmo lançou a “Mulher” (parceria com a mulher, Narinha), “Mesmo Que Seja Eu”, “Pega na Mentira” e “Close” e regravou a “A Carta” em dueto com Renato Russo
Em 1997,recebeu junto com Roberto Carlos, pelo conjunto da obra, no XVII Prêmio Shell para a Música Brasileira.
Voltando a morar no Rio, tornou-se ipanemense (eu também cumpri o percurso Rio Comprido-Ipanema/Ipanema-Leblon e garanto que causa um choque cultural que vou te contar) e,depois, mudou-se para a Barra da Tijuca,zona oeste.
Foi lá que o vi, pouco tempo atrás,degustando seu chopinho solitário,num bar do Downtown -shopping a céu aberto.Quase paguei o mico e fui pedir um autógrafo mas, riocompridamente, respeitei o conterrâneo famoso e fiquei na minha,admirando de longe.
Como o parceiro Roberto,Erasmo Esteves,o de "corpo de homem num coração de menino",sofreu problemas em sua vida pessoal.
Sua mulher ,Narinha,que inspirou tantas belas composições e foi parceira ,morreu de forma trágica, após 15 anos de casamento.
Um de seus filhos,Gugu, também morreu num acidente trágico,
Nosso chapliniano Tremendão, a partir daí, passou uma fase complicadíssima,recluso.
Superado o luto (ou não? pois o olhar é sempre tão triste ) Erasmo recomeçou, sem nunca ter parado,pois suas cerca de 500 canções tocam e vendem diariamente pelo Brasil e exterior.

A parceria com Roberto Carlos é a de maior sucesso na história da música popular brasileira, tanto em termos de venda quanto em termos de sucesso.

É dele que eu gosto,aliás.
Valeu,bicho!
Na próxima, te peço o autógrafo.
Mais uma vez,Feliz Aniversário 

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 Sou uma criança não entendo nada
(interpretam Erasmo e Arnaldo Antunes)

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sábado, 4 de junho de 2016

Os Centros de Tradição Gaúcha (CTGs)



"C.T.G é a sigla de Centro de Tradições Gaúchas,são sociedades sem fins lucrativos que visam divulgar a cultura gaúcha. 
Eles promovem a integração dos participantes Através da dança, esportes, atividades campeiras, rodas de chimarrão e churrasco feito no fogo de chão."



(continua)

quinta-feira, 2 de junho de 2016

É muito punk!




Quarenta anos da guilhotina musical que não livrou nenhuma cabeça

Punk, em gíria norte-americana, significava uma pessoa revoltada, sem valor, brutal e turbulenta.


Surgiu, pela primeira vez, nos textos do crítico de rock Lester Bangs e, mais tarde, nos versos da canção de Frank Zappa 'Flower Punk', do álbum de 1967 'We’re Only in It for the Money'







Na Inglaterra, o criativo David Bowie - com seu espírito livre e atitudes artísticas audaciosas - foi fundamental para lançar as bases da música punk com o album 'The Rise and Fall of Ziggy Stardust' (1972). Em 1976, a expressão ficou definitivamente consagrada com a edição da revista Punk Magazine, dedicada ao público sintonizado com esta visão anarquista.


O que é uma música punk?


Uma canção do 'Sex Pistols' , por exemplo, é baseada em três acordes de guitarra tocados em cima de uma melodia simples, esquema que Elvis Presley não abominaria.

Apesar do caráter inovador, a música punk é uma espécie de retorno às raízes do rock'nroll, da forma como foi difundido nos anos 50.

Os grupos punk usaram a massa bruta e uma atitude agressiva para reagir à música cerebral de Pink Floyd, Genesis e outros nomes do rock progressivo.Este som, que se articulava em pesquisas sonoras formais, era considerado muito 'cabeça' para o que se passava em redor, na vida diária.

Os punks se aproximavam dos primeiros roqueiros, acrescentando um certo radicalismo no plano musical e no sócio-antropológico.

Eram as guitarras gritantes e roupas rasgadas, cabelos coloridos em forma de espinhos, tatuagens, piercing e apologia da revolta e do niilismo ('No Future', do Sex Pistols)



A guilhotina punk não livrava a cabeça de ninguém: governo, família, burguesia, crítica musical e artística e qualquer outra forma de instituição.



Esta postura transgressora falou ao coração de uma geração que aspirava mais liberdade, reconhecimento e independência Sementes O final da década de 60, foi marcado por um movimento contra a ordem social estabelecida no Ocidente desde o final da 2a guerra mundial, através da contra-cultura sinalizadora de desejos radicais de mudança.



Nos Estados Unidos, acompanhando a tendência, uma nova formação aparecia: as garage bands (tradução literal: bandas de garagem) calcada nos sons selvagens vindos da British Invasion dos grupos 'The Who', 'Kinks', 'Them'e os 'Rolling Stones'.



Segundo alguns criticos musicais, o resultado final era violento e a técnica muito superficial.Apesar das suas limitações, este som entusiasmou uma geração ainda meio hipnotizada pelo incenso, batas, cabelões, saias indianas e cítaras, do movimento hippie.



As bandas desta fase: 'Blues Magoos', 'Shadows of Knight', 'Electric Prunes' e 'Question Mark & The Mysterians' - tiveram vida curta, mas ficaram eternizadas na compilação Nuggets (pepitas de ouro), organizada pelo jornalista Lenny Kaye Unidos por angústias artísticas distintas, mas com desejo comum de mudar o paradigma, Iggy Pop, Andy Warhol e Lou Reed foram considerados os pais da contra-cultura.

Os grupos 'MC5', 'Stooges'(de Iggy Pop), 'Velvet Underground' e Neil Young colaboraram com o 'mau exemplo'de vida desregrada e palavras de ordem niilistas servindo como sementes que germinariam num futuro próximo como música punk.

Grandes nomes do punk nos Estados Unidos
O nome dos 'Ramones'” com suas performances teatrais, mau humor e revolta ilustrados por

visual kitsch - é imediatamente colado ao do movimento punk. Assim como o 'Suicide', que bombava o Mercer Art Center com atuações ensandecidas.



Em torno de 1975 - quando aconteceu a explosão do movimento na mídia (os críticos usavam o termo arty para nomear esta vanguarda) - as performances de Richard Hell, Johnny Thunders ou Alan Vega nos clubes Max's Kansas City e CBGB’s e as bandas 'Blondie', a romântica Patti Smith e o 'Talking Heads' atraíam fãs siderados.O punk nos Estados Unidos - considerado por alguns uma anti-música - ficou na história da música do século XX como resposta aos que estavam ultrapassando certos limites no rock progressivo, com seus solos intermináveis.
Mas foi na Inglatera que o Punk assumiu caráter de movimento político e social.


O Punk na Inglaterra


Em 1977, os pioneiros formadores de opinião estavam sintonizados com o que acontecia na Inglaterra: uma situação de muita injustiça social com jovens perambulando pelas ruas, sem esperanças e sem emprego.E foi nesse contexto que o punk, de uma tendência musical, acabou se transformando num movimento de protesto contra a hipocrisia da sociedade e o conservadorismo representado pelas figuras da rainha e da família real.

'Never Mind the Bollocks', do 'Sex Pistols', é considerado uma espécie de manifesto do movimento, logo seguido pela explosão do 'Buzzcocks' e do 'The Clash'.





O 'The Clash' - eterno rival do 'Sex Pistols' acrescentava às canções um engajamento político até então incomum.A segunda geracão do punk inglês apresentava talentos como 'Generation X' (de onde saiu Billy Idol), 'UK Subs', 'The Ruts', 'Enfin', 'The Jam', 'The Stranglers', 'Wire' e 'Siouxsie and the Banshees'


Neste contexto, também se destacava Leigh Bowery proprietário do Taboo, em Leicester Square(foto). Inaugurado em 1984, ali se reuniam amigos clubbers como Vivienne Westwood, Jean Paul Gaultier, John Galliano, Pierre et Gilles, Boy George, Marc Almond, Princess Julia, Rachel Auburn, Nick Knight e muitas outras figuras relevantes da arte contemporânea.



O clube se tornou famoso pela audácia de seus propósitos (lema 'é proibido proibir') e de seu dono, a figura mais excêntrica e mais polêmica da cena noturna londrina.


O Punk no Brasil


Na cauda do cometa da abertura e da anistia política, o movimento chegou meio atrasado ao Brasil nos anos 80, quando ainda existia a censura, mas sem o vigor dos 'anos de chumbo'. Foi mais uma das formas de contestar o regime autoritário que já durava quase duas décadas.
Em 1978, algumas bandas surgiam em São Paulo: 'AI-5'(denominação cheia de ironia contra o ato institucional de 1968, que liquidou com as liberdades individuais e oficializou a censura), 'Lixomania', 'Anarkólatras' e 'Restos do Nada'. Em 1982, sai o primeiro disco punk brasileiro: 'Grito Suburbano', onde estavam os trabalhos dos grupos 'Os Inocentes', 'Cólera'(foto) e Olho Seco'. 

O clube Na Palm recebia concentrava as bandas e seus seguidores.


O grande evento punk realizado no Brasil foi o Festival 'O começo do fim do mundo', (organizado pelo escritor e jornalista Antonio Bivar e Caligare, guitarrista dos 'Inocentes') no Sesc Pompéia (SP) em 1982, que terminou em conflito generalizado e teve ampla cobertura da imprensa.

 Foi divulgado um manifesto onde os punks explicavam:

'Nosso movimento surgiu numa época de crise e desemprego com tal força que logo se espalhou pelo mundo, e cada um, atento á sua realidade, adotou esse tipo de protesto punk'.
A influência da vertente paulista inspirou a formação de grupos e nomes como 'IRA!', 'RPM', 'Legião Urbana' (que veio dos punks de Brasília), 'Titãs' e Arrigo Barnabé. Arnaldo Antunes e Paulo Miklos, oriundos da 'Banda Performática', depois se juntaram aos 'Titãs'.


Frutos



Aparentemente saído do nada, mas trazendo uma clara mensagem, o movimento punk, teve como consequência principal possibiltar o surgimento de muitas vocações.



Proliferou como epidemia,o que foi, contraditoriamente, a causa primeira de seu desgaste.

Muitas 'sub-correntes' foram atraídas pelas gravadoras, na intenção de fazer dinheiro com a popularidade efêmera.

Grupos punks como 'Joy Division'”, 'Wire', 'Siouxsie and the Banshees', 'Bauhaus” et “The Cure' passaram a elaborar um som mais suave e deram origem à New Wave Music. *********************************************************************************************