terça-feira, 24 de maio de 2016

Isadora Duncan

Em cartaz, em São Paulo:  
"Isadora''   
Texto,  da atriz Melissa Vettore em colaboração com o ator Daniel Dantas e Elias Andreato ( diretor da montagem),
Quando: Sexta e sábado, 21h, domingo, 19h30. 75 min. 
Até 31/7/2016
Onde: Auditório MASP Unilever – Av. Paulista, 1.578, São Paulo, tel. 11 3149-5959
Quanto: R$ 40
Classificação etária: 12 anos

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"Os deuses cobram caro suas dádivas, a cada alegria corresponde um tormento”.
Isadora Duncan, 1878-1927
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A bailarina Isadora Duncan (Angela Dora Duncan) nasceu em San Francisco em de 27 de Maio de 1878 e teve uma infância atípica para a época. Abandonados pelo pai muito cedo ela, a irmã e os dois irmãos foram criados pela mãe admiradora de literatura, poesia, música e artes plásticas.
Em 1895, para ampliar seus horizontes, partiu com a mãe para Chicago, onde após um período de muita dificuldade (chegou a passar fome), foi notada pelo empresário Augustin Daly, diretor da maior companhia teatral dos Estados Unidos.
A partir dos 4 anos, frequentou um curso de ballet clássico. Isadora costumava dançar ao ar livre e na praia e, já aos 11 anos, dava aulas para as outras crianças com sua técnica muito pessoal e intuitiva, tendo abolido as sapatilhas de ponta que, no seu entender, deformavam a musculatura feminina.
A carreira deslancha
Assim, ajudava no sustento da família que passava por sérias dificuldades financeiras
A imprensa local publicou críticas altamente favoráveis à nova técnica corporal que surgia : dança e mímica, pequenos números acompanhados da leitura de poemas

Mesmo sem a certeza de um contrato compensador, mandou buscar a família. Trabalhou em várias produções - Mme Pygmalion, Sonhos de uma noite de verão e shows de vaudeville - submetendo-se aos critérios de Daly, que não permitia a nenhum de seus contratados que brilhasse mais que os demais.
Em 1924, deixa a América para sempre, desgostosa com o tratamento descriminatório que recebe. As autoridades não podiam tolerar o engajamento de uma cidadão americana com os ideais da revolução bolchevique. O casamento - conturbado pelo alcoolismo do casal e brigas constantes - termina com o suicídio de Serguei, em 1925.
Excursionando com a companhia, chegou a Londres onde começou a dançar em reuniões organizadas por damas da alta sociedade.
Alguns convidados destas socialites a levaram para Paris onde, finalmente, Isadora encontrou a aceitação que tanto buscava para seu estilo. Num momento em que a arte da dança se limitava apenas a entretenimento, Isadora mostrava às platéias um novo “vocabulário” no ballet e as grandes potencialidades do movimento corporal.
 As "Isadorables"
A Escola Duncan em Paris
A chegada de Isadora a Paris foi pontuada por apresentações em locais públicos - começava o dia dançando com o irmão no Jardim de Luxemburgo - e em sessões especiais para seus ricos e ilustres admiradores (entre eles o escultor Auguste Rodin).
Espírito livre, não acreditava em casamentos formais. Mas, ao encontrar o produtor teatral Gordon Graig viveu durante algum tempo uma relação tumultuada, de onde nasceu a menina Deidre.
Isadora e seus filhos
Com Paris Singer, um dos herdeiros do império das máquinas de costura, teve Patrick. Eram crianças adoráveis às quais Isadora pretendia passar o legado de sua arte.
Em 1913, uma tragédia alterou profundamente sua forma de ver a vida. Deidre e Patrick morreram afogados num acidente automobilístico no Sena, juntamente com a sua babá irlandesa. Um ano depois deu a luz a um terceiro bebê do sexo masculino ( que ela julgava a reencarnação de Patrick ) que morreu horas após o parto. Serguei
Após perder sucessivamente os 3 filhos, quase oito anos de afastamento completo se passaram.
Convidada pelo Comissariado da Educação, mudou-se para a Rússia, ocupando uma casa de dois andares, onde estavam matriculadas cerca de mil crianças.
Em 1921, fundou a Escola Soviética de Dança, em Moscou.
Reapareceu para a opinião pública ocidental em 1922, já casada com o poeta russo Serguei Yesenin, 17 anos mais moço.
No ano seguinte, viaja com o marido para Estados Unidos, na tentativa de retomar a carreira no país natal.

Isadora e Seguei
As Isadorables

Desde o início da carreira, Isadora sonhava investir parte de seus ganhos na educação de jovens, desenvolvendo novos talentos.
Em 1904, nove anos antes de perder os filhos, já havia começado a colocar em prática uma visão pioneira de educação
A primeira escola, em Grunewald (Alemanha) era dirigida pela sua irmã Elizabeth.Selecionava meninas pobres e cuidava de suas necessidades materiais e físicas, juntamente com ensino acadêmico tradicional. Estas meninas eram conhecidas como “Les Isadorables”, ou “The Isadorables”, um criativo jogo de palavras que faria sucesso em qualquer estratégia de marketing de nossos dias.

O estilo de Isadora dançar era baseado na improvisação de movimentos, na natureza e nas manifestacões culturais da Grécia Antiga.
As bailarinas também saltavam, corriam descalças e usavam túnicas de tecido leve, que modelavam suavemente as formas do corpo.
As moças passaram a ser consideradas como filhas e a acompanhavam nas apresentações e seis delas foram autorizadas a usar o sobrenome Duncan : Anna, Irma, Margot, Maria,Theresa e Lisa.
Espírito da Dança Moderna

Abalada com a sucessão de perdas afetivas que sempre se seguiam aos ganhos materiais e artísticos, Isadora tornou-se ainda mais extravagante, imprevisível e escandalosa para os parâmetros da época, ao apoiar novas tendências como o controle da natalidade e a alimentação vegetariana.
Aclamada como o espírito vivo da dança e discriminada pela postura transgressora, feminista, revolucionária, inspiradora de poetas e artistas, tornou-se um ícone.
Os últimos anos de Isadora Duncan foram vividos em Nice, na Riviera Francesa. Em 27 de maio de 1927, quando atravessava mais uma fase de decadência, morreu da mesma forma espetacular como viveu : estrangulada pelo écharpe que se prendeu às rodas do carro esporte sem capota em que viajava.
Desde a morte de Deidre e Patrick recusava-se a entrar em carros fechados.
Seus dois livros: “My life” e “The Art of Dance”, gravações de palestras e textos de artigos para jornais e revistas ficaram como legado para as futuras gerações de dançarinos.


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Vejam que tristes e que elucidativas as informações sobre a morte de Isadora

https://www.youtube.com/watch?v=n7yIC7I0TJM
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domingo, 22 de maio de 2016

Geminianos-Modo de Usar


 

Entenda melhor seu (sua) geminiano(a) de fé
Dedico estes mal digitados caracteres ao meu marido, grande companheiro de tantas lutas,humilde e contido em suas muitas vitórias, resignado e corajoso em nossas perdas comuns.Valeu,Monsieur Pirrês!
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  O objetivo é tentar explicar melhor aos demais cônjuges, filhos,netos, parentes, amigos, colegas de trabalho e eventuais companheiros de jornada,o espírito da coisa,tentando limpar nossa barra.Nós,  os geminianos,  tão mal compreendidos.
Inês Bicudo,ela mesma geminiana guerreira que vence tremendas limitações,mandou esse poeminha depois de uma conversa que tivemos.


Geminiana
  Inês Bicudo 

 "Irreverente e insensata,
  aos olhos dos outros,
  eu sei,
  pareço tão cordata,
  tão equilibrada....

  - Que nada!


  Sou mesmo é intensa!
  Muito tensa...
  Sempre digo o que penso
  E quando falo sem pensar,
  Ih...... .Já sei:
  - É dor de cabeça
  que vai começar!
  Não minto.
  Mas quando calo o que sinto,
  mostro na face.
  Quem olha, logo sabe:
  - Comigo, não tem disfarce"!

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Breve descrição segundo o livro de São Cipriano

Cipriano – O Feiticeiro - é celebrado no dia 2 de Outubro. Foi um homem que dedicou boa parte de sua vida ao estudo das ciências ocultas. Após deparar-se com a jovem (Santa) Justina, converteu-se ao catolicismo. Martirizado e canonizado, sua popularidade excedeu a fé cristã devido ao famoso Livro de São Cipriano, um compilado de rituais de magia-(Fonte Wikipedia)
 Os que vêm `a luz durante este signo são biliosos e muito achacados de incômodos cerebrais. Costumam ser pouco reservados nas palavras  e de um gênio bondoso e meigo. Tanto homens como mulheres são inteligentes e habilidosos, muito leais nos seus negócios e capazes de grandes sacrifícios pelas pessoas amigas.
Personalidade e características do signo
 Não gosta de ficar parado, adora contar uma história, mas quando o assunto é sobre si mesmo não sabe muito bem o que quer, exige, nem sempre quando diz não é não, pode ser sim. Não o confunda com mensagens dúbias, pressões sentimentais e repetição.
 Podem parecer superficiais porque interessam-se por muitos assuntos ao mesmo tempo, mas nunca teem tempo de se aprofundarem neles. Têm tendência a esperar muito de muito pouco.  
Adoram falar! 
Este signo é marcado pela dualidade, não que eles tenham duas caras, mas pensam na mesma coisa de formas diferentes.(SIM,SIM,SIM!!!!) 
Você pode ficar facilmente confuso com as pessoas desse signo, mas se decifrar alguns dos seus códigos terá uma hipótese de entender e fazer parte do mundo deles.                                                  

Perfil Profissional 

  Empregados de Gêmeos podem ter dificuldades em se concentrar em uma única coisa por longos períodos de tempo. Eles possuem mentes rápidas e adoram falar e comunicar as suas idéias aos outros. Florescem com interação social - mesmo que seus empregos não o permitam em particular, você vai encontrá-los a circular de mesa em mesa, falando sobre todas as notícias frescas do escritório. 

Eles podem ser persuasores poderosos no seu discurso e são os vendedores e mediadores ideais,adoram negociar e conseguem realizar o melhor negócio para todos os envolvidos.Quando adequadamente estimulados, conseguem manter focada a sua mente dispersa e são totalmente produtivos.
Quando estão aborrecidos, atolados em algum trabalho vulgar e detalhado, ou quando são forçados a trabalhar com pessoas que considerem estranhas, podem tornar-se temperamentais.  

Os seus humores podem flutuar amplamente no dia-a-dia, assim como a sua produtividade. 
É contra a sua natureza serem forçados a um quotidiano e um ambiente de trabalho medianos.(SIM!!!!!!) Necessitam de um ambiente receptivo - um dos requisitos de que precisam para exercer os seus talentos multifacetados."
Perfil Afetivo
 Bom de lábia, cheio de truques e com muito jogo de cintura no dia a dia, está sempre atento à repentina tristeza de um colega, à urgência dos amigos . 
Nada moralista e eternamente curioso, não foge de experiências novas ou mesmo extravagantes. É claro que a maturidade aplaca um pouco esse espírito inquieto, mas nem por isso faz o nativo de Gêmeos um santo. 
Regido pelo dinamismo e flexibilidade de Mercúrio, foge de relações que se tornem repetitivas.(SIM!!!!!!!) 

O pior e o melhor dos geminianos  
 "Eis alguém imprevisível. 
É capaz de considerar simultaneamente todos os cálculos, lados da questão e pontos de vista - sem se comprometer com nenhum deles. Inconstante, tem uma extraordinária capacidade de adaptação, bem como facilidade em mudar de idéia. 

Sente-se bem em qualquer lugar e modula-se conforme os meios e circunstâncias.
Odeia fortes compromissos. É sempre movido pela curiosidade, pelo novo. 
Nada o agrada tanto quanto uma porção de gente nova, num bar, por exemplo. Não é preconceituoso e odeia tradicionalismos. 
No amor, a sua atitude, frequentemente, é a de um adolescente." 

 Como irritar um Geminiano 

Não converse com ele.   ( verdade)
Monopolize-o numa festa de forma que ele não possa movimentar-se nem conversar com mais ninguém.(grande verdade)

Abra a porta do quarto dele e diga: " Vai largar o telefone ou essa conversa é para o resto da noite?"( enorme verdade)
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sexta-feira, 20 de maio de 2016

Mais uma atração na FEK -Concertinhos de Eva - edição 21 de maio

CONCERTINHOS DE EVA
21 DE MAIO, 16 H, ENTRADA FRANCA
LUCIA MORELENBAUM, clarineta e FERNANDA CANAUD, piano

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"Concertinhos de Eva" é um

evento para o público infantil e suas famílias,

com programação e produção de Nenem Krieger e organização de Marcio Doctors

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Programa:

JOHANN SEBASTIAN BACH – Minueto da suíte nº2
BELA BARTOK – Danças Romenas ( Buciumeana e Maruntei)
CLAUDE DEBUSSY – Le pétit nègre
LEONARD BERNSTEIN - Candide
JOHN WILLIANS – Trem do Super Homem/ Raiders march/The Imperial march
JACOB DO BANDOLIM – Santa Morena
HEITOR VILLA-LOBOS – Trenzinho do caipira
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LUCIA MORELENBAUM, clarineta
Nasceu no Rio de Janeiro, em uma família de músicos. Iniciou seus
estudos de musica aos seis anos de idade através do piano.  

Formou-se em Licenciatura em Educação Artística na UFRJ e em clarineta na UNIRIO tendo sido aluna do professor José Botelho.

Fundou o Trio Agosto para clarineta, viola e piano, e com ele se apresentou em concertos em várias capitais do país. 
Faz parte do Grupo Zemer que executa musicas judaicas e Klezmer e com esse grupo lançou um CD em 2006.Participou com o mesmo, do Nova Scotia Multicultural Festival em Halifax , Toronto em junho de 2009 .  
Como professora, ministra masterclasses por todo o país a convite da OSB, do SESC e da Vale do Rio Doce.  
Integrou por 35 anos o naipe de clarinetas da Orquestra Sinfônica Brasileira .
Com a OSB já se apresentou em vários estados brasileiros e nos Estados Unidos, tocando no Central Park e no Carneggie Hall..
É professora de clarineta do projeto Bem Me Quer Paquetá.        
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 FERNANDA CANAUD,  pianista,  é Doutora em Música pela UNIRIO (2013). Tem Mestrado em Música, Bacharelado em piano pela UFRJ e complementação pedagógica pela Universidade Cândido Mendes. 
Lecionou nas universidades: UNIRIO (RJ, 2009); UNINCOR - Universidade Tricordiana em Leopoldina (MG, 2006-2009) e UCAM (2002-2004). 
Fernanda trabalhou na elaboração, organização e fundação da Escola Superior de Música da Universidade Cândido Mendes de Nova Friburgo, na qual foi diretora de 2002 até 2004. Desde 2000, é professora de piano nos cursos Básicos da Escola de Música Villa-Lobos (RJ). 
Paralelamente às suas atividades acadêmicas, atua intensamente como concertista, sempre interessada na divulgação da música brasileira clássica e popular e tem extensa lista discográfica. 
Premiada em concursos nacionais de piano, realizou concertos com várias orquestras. 
No exterior apresentou recitais de piano em Paris, Amsterdã, Todi, Londres, Leeds, Lisboa, Alcobaça, Coimbra, Madrid, Bilbao, Bogotá. 


(divulgação)

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quinta-feira, 19 de maio de 2016

O meu Leblon

O Leblon virou bairro prá valer pelo decreto municipal de 22 de março de 1919, assinado pelo prefeito Paulo de Frontin.
Antes era um loteamento das terras do francês conhecido como Charles ,le blond (o louro),que entrou num período de grande urbanizacão durante alguns meses daquele ano.


Eu me associo aos festejos do quase centenário famoso.

Aqui moro desde 1977.


Quando nos instalamos no prédio ainda em construção,sem vidros nas varandas e sem gás, tudo era uma cidade do interior, acreditem.
Ruas sem calçamento, vizinhos solidários a quem a gente pedia uma xícara de farinha para completar a receita de bolo e, depois, levava umas fatias do quitute,para agradecer. Continuam sendo solidários,o que é uma raridade na zona sul.

Os nossos descendentes,nascidos em Ipanema,se criaram aqui.
A neta teve sua primeira infância no Clube Federal, frequentou a pracinha, o primeiro alimento sólido que ela ingeriu foi no Celeiro- quando ainda não era ponto de paparazzi e o preço era para gente normal.
E íamos `a praia,ainda sem famosos da "Caras" e os mesmos paparazzi na perseguição.
Aviso os forasteiros: se estiverem no bairro e avistarem um "famoso", finjam que não reconheceram.Não paguem o mico inenarrável de pedir autógrafos ou posar para uma foto.

O Fellini, na General Urquiza, é a sala de jantar da gente- porque carioca não convida para casa, fora os socialites e milionários,aqueles que aparecem na novela e que não existem (visíveis) no pedaço.
A gente marca com os amigos lá para uma refeição `a noite, ou na Livraria Argumento,pra comer uma crepe e tomar um capuccino. Ou em qualquer um dos muitos e variados restaurantes de todas as etnias.
E as tortas de camadinhas do Kurt e doces diet maravilhosos do Kurt?
Como disse a minha filha ao votar na doceria na qualidade de jurada para escolher os melhores bares e restaurantes do Rio ,'tem gosto de festa na nossa família".
O Dudu,querido maltês misto de cachorro e parente, recebe os cuidados do pet shop na Bartolomeu Mitre e vai ao Dr.Maurício, seu super veterinário, na quadra seguinte,esquina da João Lyra.
O filho, antes de imigrar e virar paulistano com sotaque e tudo, foi leblonense,
Sou cliente dos mesmos negociantes,vou andando e cumprimentando todo mundo, se preciso- troco cheques na farmácia da Dias Ferreirae  no jornaleiro tricolor.
Subo em direção ao Alto Leblon com frequência,um lanche com amigos no Clube Campestre- local do antigo quilombo do Sr Seixas, abolicionista que cultivava camélias, é sempre um programa que acalma.
E,ao contrário de tantos vizinhos, não me revolto com a popularizacão do nosso cantinho,depois das novelas do Manoel Carlos.
*Aumentou o IPTU? sim,muuuitooo.
*Quando você situa o endereço para comerciantes de outros bairros, os orçamentos triplicam? sim
*Os imóveis se valorizaram e as massas de turistas que nos visitam e entopem as lojas e restaurantes da Dias Ferrera obstruem as calçadas? sim e são muito bem vindas.
Mas continuo com a impressão de viver numa cidade do interior, de qualquer forma. Temos festa junina na pracinha do ponto final do ônibus " frescão" e festival de jazz na Praça Cazuza.
Muito teria que lembrar nesses 39 anos.É apenas mais um registro de parabéns pelos teus 97 anos, Leblon.
Acho que daqui, se Deus permitir, só para o Memorial do Carmo.

E que a mudança custe a acontecer.


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terça-feira, 17 de maio de 2016

Duo Gilson Peranzetto e Mauro Senise- Piano, Flauta e Saxofone na FEK


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GILSON PERANZZETTA e MAURO SENISE
25 anos de parceria
 

O Duo Gilson Peranzzetta e Mauro Senise é uma das principais  referências da música instrumental brasileira.
Com sólida carreira internacional, este duo vem se apresentando anualmente nos mais importantes festivais do Brasil, EUA e Europa, como o Vienna Jazz Festival, o Summer Festival, no San Francisco Jazz Center, e o Buenos Aires Jazz Festival, entre muitos outros.
 

O repertório de Gilson e Mauro, com muitas composições de Gilson Peranzzetta, tem sempre o poder de agradar o público pela alta qualidade musical e de interpretação.
A parceria de Gilson Peranzzetta e Mauro Senise está registrada em 11 CDs. 
Todas as composições recebem novos arranjos de Gilson Peranzzetta, com introduções e finais inusitados, além de criativas improvisações da dupla.

Gilson Peranzzetta – piano e arranjos
Mauro Senise – sax alto, soprano, flauta e piccolo


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GILSON PERANZZETTA
 O pianista, compositor, arranjador, produtor, diretor musical e maestro Gilson Peranzzetta é, sem dúvida, um dos mais renomados músicos brasileiros da atualidade, referência na música brasileira. 

Gilson é um estilista da música, sua performance como pianista e arranjador tem personalidade, criatividade, delicadeza e requinte, sem jamais perder a brasilidade. 
Nestes 60 anos de dedicação total à música Gilson firmou-se como um dos mais conceituados e premiados  artistas  brasileiros, com uma expressiva carreira ​ no Brasil e​ no exterior.
 

Citado por Quincy Jones como um dos maiores arranjadores do planeta, cinco vezes vencedor do Prêmio da Música Brasileira, Gilson Peranzzetta é autor de 200 canções, entre elas “Love dance”, “Setembro” e “Obsession”, sucessos mundiais. 
Contabiliza em sua discografia 48 CDs solo, além de incontáveis álbuns onde atuou como produtor, arranjador, solista e regente.
 

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MAURO SENISE
Mauro Senise iniciou seus estudos aos 20 anos, tendo como mestres a flautista Odette Ernest Dias e o saxofonista Paulo Moura. 

Tocou e gravou com Hermeto Pascoal, Egberto Gismonti, Wagner Tiso e Luiz Eça, entre outros grandes nomes da música instrumental brasileira. 
Junto com o baterista Pascoal Meirelles, Senise é fundador do grupo Cama de Gato, com o qual se apresenta na Europa e nos Estados Unidos. 
Há 25 anos mantém um duo com o pianista, compositor e arranjador Gilson Peranzzetta. 
Além de ter importante carreira solo, com 15 CD autorais lançados, Senise é uma referência na história do saxofone brasileiro, sendo reconhecido com um dos grandes improvisadores neste instrumento.
Mauro Senise também é fundador, com o flautista Kim Ribeiro, do Quinteto Pixinguinha, que tem um CD lançado, “Quinteto Peixinguinha” (independente). 

  (divulgação)

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 Duo interpreta "Zanzibar", de Edu Lobo
 https://www.youtube.com/watch?v=W9KV3GU70tA *************
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segunda-feira, 16 de maio de 2016

Tributo ------ Morre Cauby Peixoto

Cantor  faleceu  em São Paulo,na noite de ontem, 15/5/2016, aos 85 anos.


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REPOSTAGEM

 

(Foto : Vera Vieira)

Anjo não tem idade e Cauby continua uma atração nas noites de segunda-feira no Bar Brahma, verdadeiro templo da noite paulistana, localizado na mais famosa esquina brasileira (Av. Ipiranga com São João), em temporada que já dura mais de dez anos. Com a casa lotada toda semana.

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“ Caubi ou Caiubi - Pessoa charmosa, amável e expressiva, muito criativa e um tanto curiosa. Gosta de compartilhar tudo com os outros é o tipo de pessoa que não consegue guardar suas idéias só para si. Sempre de bom astral, é daquelas que adora festa”.

O significado do nome escolhido pelos pais é a cara do aquariano Cauby Peixoto. Trabalhando direto, desde a década de 40, é o cantor que tem mais tempo de atividade no cenário artístico brasileiro. Um dândi, um cavalheiro.

A música sempre esteve no sangue da família: o pai era violonista, a mãe tocava bandolim, os irmãos Araken e Moacir também instrumentistas, as irmãs Andiara e Iracema cantoras, o tio Romualdo Peixoto era pianista e o primo Ciro Monteiro cantor e compositor famoso.

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Nascido em Santa Rosa, bairro de Niterói (RJ), em 10 de fevereiro de 1931, Cauby Peixoto Barros, filho de Elisiário Peixoto, mais conhecido como Cadete e Alyce de Carvalho Peixoto. Aos 16 anos - depois de cantar no coro da Igreja católica que a família frequentava e trabalhando no comércio - já queria um palco de qualquer maneira. 

Sempre contou nas entrevistas que deu aquele “jeitinho brasileiro” e apresentou um documento onde declarava ter 19 para cantar como profissional.

No escurinho da boate Oásis (em Copacabana), entre duas pilastras e uma cortina providencial, a voz já grave dava seu recado, até que o proprietário descobriu que o artista era menor de idade e acabou com a festa.

Edson Collaço Veras, o empresário conhecido como Di Veras, seu mentor, morto em 2005, maranhense e excelente marqueteiro percebeu o potencial do jovem e ajudou a polir o artista e a construir um produto novo, inspirado na carreira de ídolos americanos: desmaios de moças na platéia e, diz a lenda, roupas apenas alinhavadas que se rasgavam quando eram puxadas pelas fãs

E assim surgiram dois em um: o crooner (cantor que se apresenta com orquestra completa e interpreta vário gêneros musicais) e o artista intimista, cantando olho no olho com o público.




Em 1954, já um ídolo nacional, graças a “Conceição”, tentou carreira nos Estados Unidos, com o nome Ron Coby, mas a empreitada não deu certo. De volta ao Brasil comprou, com os irmãos Moacir e Araquém, a boate “Drink”.

Em 1959, retornou aos EUA para uma temporada de 14 meses, participou de espetáculos, de aparições na televisão e gravou, em inglês, Maracangalha (Dorival Caymmi), que virou "I Go".

Numa terceira visita, participou do filme Jamboreé, da Warner Brothers.

Durante toda a década de 1960, limitou-se a apresentações em boates e clubes.

Em 1970 ganhou o Festival Internacional da Canção, em San Remo, Itália. Atravessou - sempre atuando em casas noturnas do Rio e de São Paulo, sem deixar sua forma tão pessoal - os movimentos Jovem Guarda, Bossa Nova e Tropicália.

Em 1980, em comemoração dos 25 anos de carreira, lançou pela Som Livre o disco Cauby, Cauby, com composições escritas especialmente para ele por Caetano Veloso (Cauby, Cauby), Chico Buarque (Bastidores), Tom Jobim (Oficina), Roberto Carlos e Erasmo Carlos (Brigas de amor). A voz doce e aveludada tinha conquistado públicos refinados e críticas entusiasmadas. N

o mesmo ano, apresentou-se nos espetáculos Bastidores (Funarte, Rio de Janeiro) e Cauby, Cauby, os bons tempos voltaram, na boate Flag (SP).

Numa entrevista em 1998, o cantor declarou que aprendeu a ser “feminino e masculino” com os falsetes de Dalva de Oliveira, com os finais de Angela Maria, com a interpretação de Elizeth Cardoso e um pouco com Liza Minelli no palco (as três primeiras cantoras cariocas e Liza Minelli, filha de Judy Garland e, como a mãe, atriz e cantora).

Em 1989, os 35 anos de carreira foram comemorados num show no bar e restaurante A Baiúca (São Paulo), ao lado dos irmãos Moacir, Araquem, Iracema e Andiara (vozes).

No mesmo ano, a RGE relançou o LP Quando os Peixotos se encontram, de 1957.

Em 1993, foi o grande homenageado, ao lado de Ângela Maria, no Prêmio Sharp. Foi lançada pela Columbia caixa com 2 CDs abrangendo as gravações de 1953 a 1959, com sucessos como Conceição entre outros.

Segundo sua empresária, os anos vividos não contam porque “anjos não têm idade”.

Em 2001, o jornalista Rodrigo Faour publicou pela Editora Record, o livro “Bastidores — Cauby Peixoto: 50 anos da voz e do mito”, elogiado pela crítica como uma das melhores biografias ligadas à música brasileira.

Em 2006, Diogo Villela protagonizou no teatro o musical “Cauby! Cauby!” com texto de Flávio Marinho que foi editado pela Imago.


Cauby é tratado carinhosamente pelos colegas de "O Professor", o que mostra o respeito e admiração que inspira.

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quinta-feira, 12 de maio de 2016

Jean Michel Basquiat


"NOVA YORK – Um autorretrato de Jean-Michel Basquiat foi o destaque de um leilão de arte contemporânea da Christie's nesta terça-feira. A obra do artista morto em 1988, aos 27 anos, foi vendida por US$ 57,3 milhões — um recorde para Basquiat —, ajudando a casa de leilões a alcançar um resultado sólido, apesar do momento de incerteza no mercado de artes.
O vibrante e intenso trabalho de Basquiat de 1982, sem título, tinha o valor de venda estimado em US$ 40 milhões, mas dois compradores ao telefone fizeram o artista bater o próprio recorde em US$ 8,5 milhões no último leilão."

(da Reuters)

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Chama intensa, brilho curto

A década 70/80 - junto com as correntes migratórias iniciadas nos anos 60, por conta das lutas políticas e anseio de liberdade - trouxe para o cenário artístico novaiorquino uma lufada de ar tropical vinda do Caribe e de Porto Rico. 
Ritmos como o hip hop, o break, o rap e nas artes, o graffiti encontraram um solo fértil e carente de novidades. 
Artistas haitianos, cubanos, jamaicanos, dominicanos e porto-riquenhos trabalhavam em clubes e salões no Queens e no Brooklyn, espalhando as marcas da origem africana comum.

Neste contexto nasceu, cresceu, se revelou, se cultivou e se rebelou e se matou Jean Michel Basquiat.
 
Figura carimbada na lista de pioneiros/transgressores, mas também citado como namoradinho de Maddona e de outras menos relevantes. 

O grande barato da arte de Basquiat - originário de família da elite haitiana, onde seu pai foi Ministro do Interior - era se expressar com a revolta e autocomiseração clássicas de uma outra fatia social à qual não pertencia. 

Afro-latino-americano, pintor e músico, ganhava a vida pintando t-shirts assinadas "man made" (feita pelo homem) e cartões postais.  
Tornou-se um artista de vanguarda com carreira literalmente coroada - pintava coroas,tiaras... - de sucessos e personagem importante da arte contemporânea. 

Com o amigo Al Diaz reinventou o moderno graffiti. 
Inseriu citações, ora humorísticas ora enigmáticas, assinadas com o pejorativo SAMO - same old shit - (mesma velha merda) que os críticos chamaram de"autodefinição cultural ".


Arte na veia

Jean-Michel Basquiat nasceu em 2 de dezembro de 1960, no Booklyn, NY, filho de Gerard Jean-Baptiste Basquiat - proprietário de um grande escritório de contabilidade que atendia brancos e negros, ex-Ministro do Interior do Haiti e de Mathilde Andrada ,portorriquenha.

Tinha duas irmãs mais jovens. A paixão pela arte era muito evidente.
Aos 3 anos já fazia caricaturas tendo como tema os desenhos animados da televisão. Aos seis anos, tinha carteira de sócio-mirim do Brooklyn Museum.Visitar o MOMA, Museu de Arte Moderna era um dos programas favoritos.

Aos sete, atropelado por um carro, perdeu o baço e passou uma temporada no hospital, quando ganhou da mãe um livro de anatomia (Gray's Anatomy), que teve influência decisiva em sua obra, nas futuras pinturas de corpos humanos e nomeou sua futura banda musical - "Banda Barulho Gray". 

Com o divórcio do casal, Gerard partiu com as crianças para Mira Mar, Porto Rico e lá viveram dois anos (1974-76). Jean Michel, agora bilíngüe, voltaria muitas vezes em férias, inclusive nas últimas (1987) para melhor absorver suas raízes e praticar o espanhol. 

Pulava de escola em escola e, nos quadrinhos da época, os personagens mais constantes eram Hitchcock, Nixon, automóveis, guerras e J. Edgar Hoover, o homofóbico e homossexual poderoso chefão do FBI. 

Robert Farris Thompson, num belo ensaio sobre a infância do artista, conta que "com o pai, aprendeu a ter confiança e a ser obstinado, com a mãe aprendeu a utilizar a obstinação em favor da criatividade e um dos aspectos recorrentes de sua iconografia: a medicina de diagnósticos se relacionando com textos e desenhos".
 
O talento se manifesta
Voltando a morar em Nova York, conhece o artista gráfico Al Diaz com quem desenvolve uma parceria artística. 
Em 1978, abandona a Edward R. Murrow High School praticamente no final do curso, sai de casa e vai morar com amigos, vendendo camisetas pintadas na rua. 
Começa a ter certo prestígio na cena do East Village,aparecendo regularmente no programa de televisão de Glenn O'Brian e, depois, sendo filmado e dirigido pelo fotógrafo Edo Bertoglio, no filme Downtown 81.

Com o dinheiro ganho no filme comprou material de trabalho e a produção do programa "emprestou" um local no Soho onde poderia fazer seus experimentos.
 

Sempre ligado à musica, que estava presente no ambiente de trabalho como pano de fundo - era eclético: jazz, blues, raízes afro e Maria Callas - formou a Banda, que teve vida curta, mas permanece no estilo e nos temas de seus quadros. 
Em 1979, Diego Cortez adquiriu grande parte do acervo de Basquiat e o apresentou a Henry Gedahler que se tornou um dos maiores colecionadores da obra. 

Em junho de 1980, participou do Times Square Show, uma coletiva de artistas do movimento punk e grafiteiros. Patrocinada pelo COLAB (Collaborative Projects Incorporated) realizada num armazém abandonado. Basquiat escolheu uma parede e a pintou com brocha e spray, diante da Imprensa que cobria o evento.

René Ricard, agitador cultural, poeta e crítico de arte, publica "O menino radioso", no ArtForum e projeta Basquiat na cena internacional.

Ele começa a sair com uma jovem candidata ao estrelato - Madonna- e, nos anos seguintes, expõe ao lado de artistas como Keith Haring e Barbara Kruger.
 
A marchand Annina Nosei, primeira agente oficial, cede um estúdio, onde começa a ser criada a fase do "primitivismo intelectualizado".

 Com Julian Schnabel, David Salle, Francesco Clemente e Enzo Cucchi faz parte do grupo dos novos expressionistas, pintando personagens esqueléticos e rostos parecendo máscaras, carros, edifícios, policiais, crianças brincando e - sempre - novas formas de trabalhar graffiti.





O meio, o fim e os meios que levaram ao fim

Entre 1982/85, período considerado o meio da carreira, começa a fazer colagens, quadros com espaços vazados e superfície densa com mensagens escritas, que remetem às raízes africanas, aos heróis negros históricos e contemporâneos e aos acontecimentos nos quais estiveram presentes. Em 


1982:foi o mais jovem artistada mostra Dokumenta, de Kassel.
 

E, em 83, era novamente o mais jovem artista da Bienal do Whitney Museum, em Nova York

Foi justamente em1983, que Basquiat encontrou Andy Warhol, com quem colaborou em arte e com quem construiu uma forte amizade em vida.
Tal como um pai encaminha um filho, Wahrol abriu as portas da famosa "Factory", cedeu uma casa para que Basquiat pudesse morar e trabalhar, divulgou o trabalho e patrocinou algumas excentricidades 

 
Em 1985, com importantes exposições aumentando o portfólio ( Museu de Arte Moderna da Cidade de Paris, entre outras), Wahrol acompanhou o pupilo a uma visita a Gerard, o severo pai.


Levavam exemplares do Time Magazine, que trazia matéria de capa: "Nova Arte, Novo Dinheiro, o marketing de um artista americano", sobre Basquiat, entre outros.
Uma corrida às bancas de jornais, a consolidação do sucesso.
 

O último período - 1986 até 1988 - apresenta uma pintura figurativa que buscava fontes, símbolos e novos conteúdos.
A morte, onipresente na obra, parece um presságio, dizia um critico" no cruzamento dos caminhos entre a transvanguarda italiana e os novos selvagens berlinenses". 

Basquiat ainda estava muito abalado e deprimido com a perda de Wahrol.

E o presságio se confirmou em 12 de agosto de 1988, no apartamento da Great Jones Street, por overdose de heroína poucos dias antes de uma outra viagem à Costa do Marfim, onde tentaria recompor as forças do organismo debilitado pela vida intensa em tão breve tempo.
 

Primeiro negro a penetrar na exigente cena das artes plásticas americanas, a partir das paredes de Nova York expôs nos mais importantes museus no mundo. 

Uma sala especial da 23ª Bienal de São Paulo, em 1996, homenageava o talento de Basquiat.A Pinacoteca do Estado de São Paulo exibiu uma retrospectiva em 98, por ocasião dos dez anos de morte. 
Paraná e Pernambuco também conheceram de perto o seu trabalho.

O pintor Julian Schnabel estreou como diretor no cinema na Miramax, em 1996, com "Basquiat", filme inspirado na vida do artista, vivido por Jeffrey Wright. Andy Wahrol é David Bowie e mais um grande elenco.
 

Os anos 80 e a cena artística norte americana estão para todo o sempre marcadas pela figura emblemática e única que tanto realizou e tão cedo se foi.
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Filme "Basquiat, traços de uma vida"(1996)
Legendado em português (PT)

https://www.youtube.com/watch?v=sXMJmU-M9sM


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