terça-feira, 15 de janeiro de 2013

30 anos sem Garrincha


“Chaplin do Futebol" e “Alegria do povo”“

1933 -1983

 Mané Garrincha subiu ao céu após se tornar conhecido mundialmente e desceu aos infernos, num final de carreira dos mais tristes do esporte mundial.

Manuel Francisco dos Santos,nasceu na pequena Pau Grande, no interior doEstado do Rio de Janeiro e ,durante a infância,com uma perna mais curta do que a outra cerca de seis centíemtros, já se encaminhava para a futura linda carreira,jogando pelo time da fábrica de tecidos onde que trabalhava.

Conta a lenda que o apelido célebre foi dado por um de seus 12 irmãos:referência a um dos pássaros mais feios do pantanal  matogrossense

 Jogou no Pau Grande,no Botafogo, no Corinthians, no Flamengo, no A .J. Baranquila da Colombia e no Red Star de Paris.

Campeão Mundial e 1958 e 1962 é,até hoje, considerado o maior driblador da história do futebol.

Graças a uma incrível perseverança não desistiu de jogar, apesar de ter sido recusado por muitas equipes, devido ao defeito físico.
Com suas pernas tortas e massacradas por injeções,cirurgias e ação de álcoo,muito álcool, fez algumas das mais belas apresentações jamais vistas pelas platéia esportivas.
Vestiu 60 vezes o uniforme canarinho e formava com Pelé uma dupla imbatível.
No Botafogo, seu primeiro time profissional,jogou 581 vezes e fez 232 gols.

Foi campeão da Liga carioca em 1957,1961 e 1962 e do Torneio Rio São Paulo em 1962 e 1964.
Em 1962,durante a Copa do Mundo do Chile, quando Pelé deixou o certame depois do segundo jogo por estar machcado, a presença de Garrincha garantiu o bicampeonato
 "De que planeta vem Garrincha?”, era a manchete do jornal depois da equipe chilena ser eliminada pelo Brasil nas semi-finais.

Imprevisível,mágico,insaciável, assim foi o ídolo, sempre lembrado por sua audácia e inventividade.

No final a vida lhe foi cruel : superou os problemas físicos,mas não conseguiu dominar o adversário mais difícl de marcar: o alcoolismo.
Morreu pobre,esquecido,morando praticamente de favor na casa do sogro,vitimado por uma cirrose do fígado, aos 49 anos.
Milhares de admiradores vieram lhe render a útima homenagem no velório, realizado no estádio do Maracanã

Mané Garrincha foi casado 3 vezes e teve 15 filhos. Oito filhas com Dona Nair,dois com Elza Soares(Garrinchinha, morto num acidente de carro e Sara, adotada) dois com Iraci, uma namorada da juventude, uma com Vanderléia sua última companheira.; um na Suécia (Ulf Lindenberg,fruto de um romance na Copa de 1958); e Rosângela, reconhecida através de exame de DNA.

Eduardo Galeano famoso escritor uruguaio e também grande admirador do ídolo, escreveu sobre ele”no livro “Futebol, luzes e sombras””Quando Garrincha estava em forma,o campo era um circo.A bola se transformava num animal obediente e o jogo, um convite `à festa”

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"Estrela Solitária " de Ruy Castro ( Companhia das Letras-1995) completa biografia de Garrincha,  é leitura imperdível para fans de futebol,pessoas sensíveis e para estudiosos da alma humana e dos estragos que a fama e fortuna podem trazer.


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