domingo, 20 de maio de 2012

Efeitos do álcool no organismo

Pesquisas arqueológicas mostram os primeiros indícios de consumo de álcool pelos humanos em 6000 a.C
Considerada substância divina, seu uso é citado com frequência na mitologia.

As bebidas primitivas apresentavam conteúdo alcoólico relativamente baixo como, por exemplo, o vinho e cerveja que são até hoje produzidas por álcool fermentado pela ação de fungos monomoleculares (as leveduras) em sucos de frutas ou cereais.

Na Idade Média, apareceram novas espécies de bebidas : a aguardente, o uísque, o gin, a vodca e o conhaque, todos oriundos de álcool destilado, processo introduzido pelos árabes na Europa.

Naquela época, a bebida era considerada um remédio porque, agindo mais rapido que o vinho e a cerveja, aliviava as dores, melhorando as condições do paciente.

“Whisky” vem do gálico usquebaugh, que significa "água da vida”.

 Como as bebidas destiladas possuem alto teor alcoólico, o efeito produzido no organismo, pela ingestão abusiva de álcool, pode levar as pessoas à morte, com a paralisação total dos centros nervosos que controlam os sinais vitais: respiração e coração.

Uma parte do álcool ingerido é absorvida pela mucosa da boca e o resto é pelo estômago e intestino delgado, indo para a circulação sanguínea, onde é absorvido em cerca de uma hora.
Se a absorção é um processo relativamente rápido, a eliminação - 90% feita através do fígado, 8% pela respiracão e 2% pela transpiração - requer de 6 a 8 horas para se completar.

A falsa alegria provocada pelo consumo de bebidas alcoólicas nada mais é do que a diminuição da inibição porque, na verdade, o álcool é depressivo, daí o motivo de tantos bebedores acabarem dormindo.
 Esta ação depressiva reduz a capacidade mental e física e incapacita o indivíduo para realizar as tarefas que exijam habilidade, reflexos e prudência como, por exemplo, dirigir um automóvel. Boa parte dos acidentes de trânsito no Brasil e com mais frequência nos finais de semana, deve-se ao fato do motorista (geralmente jovem) estar embriagado.

A nova legislação em vigor que penaliza seriamente quem ingerir e dirigir, com tolerância zero para com os infratores, parece que "pegou".Que assim seja. 

Tomar café, banho frio, comer antes de beber, respirar ar puro, tomar algum medicamento inibidor, escolher a ingestão de bebida “fraca” ou achar que conhece seu limite são procedimentos inócuos.

Nada altera o estado de embriaguez, só o passar do tempo. Fica muito difícil saber a hora de parar, porque a primeira função comprometida pelo álcool é a autocrítica.  

Tendo o consumo aceito e até incentivado pela propaganda, envolvendo questões médicas, psicológicas, profissionais e familiares,o vício da bebida é um grande problema social e verdadeiro caso de saúde pública.

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