quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Escultura "Maman" de Louise Bourgeois exposta no jardim do MAM


Exposição comemora centenário de nascimento da escultora e ativista
Louise Bourgeois tem antiga história de militância pelos direitos humanos. Em 1993, criou trabalhos para ilustrar a luta da ACT UP, organização dedicada às pessoas portadoras de Aids. Em 2010, ultimo ano de sua vida, a artista franco-americana criou a imagem “I do “ - duas flores nascendo no mesmo caule - para a ONG Freedom to Marry (Liberdade para casar), direcionada ao universo LGBT.
O retorno do desejo proibido
Desde 16 de setembro e até 13 de novembro de 2011, está nos jardins do Aterro do Flamengo – ao lado do MAM - uma réplica itinerante da escultura Maman, que tem mais de 9 metros de altura, pesa 10 toneladas e faz parte da exposição
O retorno do desejo proibido, vinda de itinerância em Buenos Aires e São Paulo (Fundação Tomie Otaki). Com curadoria de Philip Larratt-Smith é a primeira panorâmica no Brasil da artista falecida no ano passado, aos 98 anos, em Nova York.
Ali estão objetos, desenhos, pinturas, esculturas e instalações concebidas de 1942 a 2009. Na montagem de “Maman”, trabalhou uma equipe com diversos profissionais, inclusive um topógrafo, para avaliar o melhor o terreno entre o MAM e o Monumento dos Pracinhas. Durante dez dias de trabalho, oito sapatas de concreto armado com 40cm de profundidade, foram enterradas no jardim do Aterro do Flamengo
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A sublimação pela arte
Nascida na França (24/12/1911) e tendo vivido nos Estados Unidos desde 1938, Louise Bourgeois foi uma das mais importantes artistas da segunda metade do século 20.
Foi apadrinhada por Fernand Léger, o primeiro a perceber sua vocação para a escultura em 1936.
Nos anos 40, radicada nos Estados Unidos, participou de diversas correntes que atravessaram a arte contemporânea, como o Surrealismo, Expressionismo e Minimalismo. Já famosa pelas esculturas em metal, entrou nos anos 60 criando grandes instalações para tratar da sexualidade, aranhas simbolizando a maternidade, a forma do pênis, sempre presente, o erotismo pulsante. LB seguiu até o fim da vida trabalhando a imagem, a pintura, a gravura e o desenho.
O desenho, prática constante e companheiro de jornada, está presente nos manuscritos de seus cadernos de anotações entre 1923 e 1997, complementados por entrevistas no livro, “Louise Bourgeois - Destruição do Pai e Reconstrução do Pai", editado pela COSACNAIF (2004) .

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