domingo, 26 de abril de 2009

Fernand Léger na Pinacoteca São Paulo


Evento Oficial do Ano da França no Brasil
Fecundo amor platônico

( abril.2009)
No variado cardápio oferecido pelo Ano da França no Brasil, a Pinacoteca São Paulo em parceria com o Musée National Fernand Léger (na cidade de Biot )apresenta-de 4 de abril a 31 de maio de 2009- uma das grandes “pièces de resistence”: a exposição de cerca de  50 trabalhos do pintor cubista Fernand Léger,o maior amante platônico que as artes brasileiras jamais conheceram.
Nunca seus pés pisaram nosso chão e,no entanto,nenhum outro artista em seu tempo dedicou tanta atenção e tanto divulgou nossa cultura.
Tarsila do Amaral ,que frequentou seu atelier e comprou quadros e o divulgou Lygia Clark que foi a aluna  entre 1950 e 1952, em Paris e Maria Martins  ajudaram a formar a cadeia de admiradores e seguidores, frutificando assim a semente inicial.
A obra e os textos de Léger,contemporâneo de Picasso,Matisse,Duchamp e Cendras,são modernos por terem  sido produzidos num momento rico de inovações artísticas, celebrando a máquina e a vida urbana em numerosas telas, algumas colagens,a fotografia e a chamada arte “ready made’
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Fernand Léger nasceu em 4 de fevereiro de 1881em Argentan ,na Normandia e,órfao do pai  pai aos 4 anos, foi criado pela mãe,mulher muito piedosa e de vida tranquila.
O filho,aquariano intranquilo,não foi um aluno brilhante no sentido comum do termo,mas era dotado para o desenho e a caricatura.Entrou, como aprendiz para um escritório de arquitetura na cidade natal.
O ano de 1900 marcou a mudança  para Paris, onde frequentou a Escola de Artes Decorativas e a Academia Julian.
Em Montparnasse se tornou amigo Robert Delaunay, Marc Chagall e Blaise Cendrars.
A partir de 1910 foi seduzido pela tendência cubista (foto abaixo:"Wedding")  que estava na crista da onda e a ele se  juntaram Albert Gleizes, Jean Metzinger, Henri Le Fauconnier e os irmãos Duchamp Agenciado pelo marchand Daniel-Henry Kahnweiler , Léger participa de exposicões em Paris, Moscou, e Nova York
A transformação
Convocado para o serviço militar em 1914, Léger tem na Primeira Guerra Mundial a experiência crucial de sua vida e carreira. Como contava,descobriu o "povo francês" que o fez esquecer o abstracionismo.Até o final da vida,Léger vai se destacar pela integrção homem/máquina, vai usar cores fortes e retratar sinais ferroviáriosmtrilhos e palhaços, bailarinas e operarios
Na década de 1920, novamente impulsionado no rumo do não-figurativismo,Léger conhece o arquiteto francês de origem suíça Le Corbusier. E sua obra toma outro rumo,pinta murais e apresenta as obras mais importantes entre as quais, “A grande parada”,(abaixo)monocromia no original e ,em seguida, atravessada por faixas coloridas e figuras estranhas
 
Brasil:longe dos olhos,perto do coração
Fernand Léger nunca veio ao Brasil mas esteve sempre muito próximo.
Em 1923, Tarsila do Amaral e Oswald de Andrade viajaram a Paris e, sendo amigos de Blaise Cendrars, pelo seu intermédio,conheceram o artista.
que trabalhava em "Carlitos Cubista" ( foto abaixo)uma assemblage em madeira com quatro exemplares, inspirada em Charles Chaplin e que fez parte do filme "Ballet Mécanique"
 O artista presenteou Tarsila com  um deles,como agradecimento pela divulgação que a pintora fez,levando muitos colecionadores brasileiros `a aquisição de suas obras.
Tarsila frequentava o atelier e comprou obras como “A xícara de chá”" .Segundo a curadora da mostra e antiga diretora do Museu Fernand Léger, em Biot, na França. "essa pintura teria influenciado obras de Tarsila, com o "Estudo (Academia nº 2)"de 1923.
Léger participou da mostra inaugural do MAM, em 1949, com "Composição Dom Aloés", de 1935
Na primeira edição da Bienal de São Paulo, em 1951, com "O Vaso Azul", de 1948, e na 3ª Bienal, de 1955, , ganhou o Grande Prêmio da Pintura. Uma retrospectiva da obra também aconteceu no mesmo ano,por ocasião de sua morte.
Assis Chateaubriand, do Masp, Léger e o arquiteto francês André Bruyère pensaram uma residência para artistas na França ,infelizmente não realizada e cuja maquete e esboços estão lá,na Pinacoteca.  Léger participou da mostra inaugural do MAM, em 1949, com "Composição Dom Aloés", de 1935
Na primeira edição da Bienal de São Paulo, em 1951, veio  com "O Vaso Azul", de 1948, e na 3ª Bienal, de 1955,ganhou o Grande Prêmio da Pintura. <
Visite o site do Museu Nacional Fernand Léger
http://www.musee-fernandleger.fr/
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A Pinacoteca São Paulo
A sede da Pinacoteca do Estado de São Paulo fica no Jardim da Luz,na capital paulista.
Tem mais de seis mil obras de artistas nacionais e internacionais em seu acervo e ocupa um  outro espaço: a Estação Pinacoteca,(no antigo prédio do DOPS)e um edifício no Parque do Ibirapuera.É um dos mais importantes museus do país e sua coleção conta a história da pintura brasileira dos séculos 19 e 20.
Mas o meu grande xodó, a peça que me faz sonhar e me faz voltar lá a cada visita a São Paulo,se encontra no jardim interno no 1º andar."A fonte das Nanás"(foto abaixo)É um trabalho de Niki de Saint Phalle, ela mesma, a minha ídola.
O ano é da França no Brasil e Niki,no devido momento, vai ser oportunamente homenageada. *********************************************************************************

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