quinta-feira, 16 de abril de 2026

Tiradentes, o Alferes Xavier

    



 
Rumores, controvérsias e martírio  


Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, militar, comerciante, topógrafo, dentista prático, praticante de terapias naturais, minerador, comerciante e ativista político não foi apenas a figura de barbas e camisolão que passou para a História.


Havia  um homem por trás do mito - interessado na Revolução Norte Americana e impactado pelas idéias do Iluminismo. Foi um seguidor de Rousseau, Voltaire, Jefferson, Franklin  e outros que  se inspiravam  em   John Locke, autor de obras de filosofia política.


Parece que este intelectual refinado, enforcado aos 46 anos, manteve longo caso com uma viúva, nunca se casou mas teve dois filhos: João e Joaquina.

 

Tiradentes e  Cristo


Tiradentes foi figura histórica meio desconhecida até que os ideólogos positivistas, que apoiavam a República, redesenharam sua iconografia, tornando-o quase um sósia de Jesus Cristo, sem faltar a figura do Judas traidor, no caso, Joaquim Silvério dos Reis,


É muito provável que o produto final tenha ficado longe  da realidade.

Como mililtar, era-lhe permitido usar  apenas discreto bigode e, na prisão onde ficou 3 anos  saindo direto para o cadafalso, os presos eram obrigados a fazer a barba, diariamente.    


A Derrama


A decadência da mineração no final do século 18 foi provocada pela combinação de falta de recursos técnicos e a extinção dos filões  a céu aberto,ao alcance das águas subterrâneas mais superficiais.


Para compensar o prejuízo, as autoridades portuguesas decidiram promover a “Derrama” - cobrança compulsória de impostos atrasados desde 1762, que já tinham chegado à soma de  538 arrobas de ouro. 


A conspiração contra o governo português para reverter o quadro de exploração - ocorrida  em Minas Gerais na década de 1780 – e que teve seu ponto máximo em maio de 1789, foi um episódio de largo alcance. 


O número de envolvidos era enorme. Os “Autos da Devassa da Inconfidência Mineira” - documentos escritos por juristas da Corte Portuguesa - apontam  84  pessoas tidas como principais responsáveis pela Conjuração


Inconfidente Irlandês


Revoltosos de várias capitanias da Colônia e um cidadão irlandês ( Nicolas George Gwerck) se envolveram na trama movidos pelas idéias libertárias de jovens e bem nascidos brasileiros, que haviam estudado na Europa.

Contavam com  a promessa de apoio político dos EUA - recém-libertados da Inglaterra - e de  suporte  militar da França.  


A bandeira criada reproduzia a frase latina  “Libertas Quae Sera Tamen (Liberdade ainda que tardia), mais tarde transposta para a bandeira do Estado de Minas Gerais.

 

 

Três Traidores

 

O governador da capitania de Minas Gerais, Luís Antônio Furtado de Mendonça,           Visconde de Barbacena, foi informado da revolta  por uma carta datada de março de 1789, assinada pelos portugueses Basílio de Brito Malheiro do Lago e Joaquim Silvério dos Reis – que ficou liberado de enorme dívida com Fazenda Real, recebeu um título de nobreza e uma mansão como moradia - e pelo açoriano Inácio Correia de Pamplona. 


A carta  delatava que, na noite da  insurreição, que coincidiria com a data da Derrama, os líderes sairiam às ruas, dando vivas à República, pois contavam que a população de Vila Rica aprovaria a libertação do jugo português.

O Visconde de Barbacena suspendeu a derrama e ordenou a prisão dos conjurados.

 Em maio de 1789,  começou o processo onde dezenas de pessoas foram presas interrogadas, torturadas e mortas. 

Esta tortura durou 3 anos.

Um herói com muito caráter


Tiradentes, que assumiu inteira responsabilidade pela revolta, foi  condenado à morte juntamente com  outros dez companheiros.

Um deles, por ser mulato, deveria das três voltas em torno da forca, antes da execução! 


O bom caráter e estatura moral  do  Alferes fizeram  com que   não revelasse nenhum detalhe sobre a conspiração, não comprometesse  ninguém - afirmando  que não negava, mas não se lembrava  de nada - e mesmo diante de Silvério dos Reis, não se emocionasse.      

  

Em 18 de janeiro de 1790, depois de sete meses preso,  resolve confessar. Nega a culpa de todos e diz que planejou a revolução por motivos pessoais.

A  rainha Dona Maria I concedeu clemência a sete réus, que receberam degredo pepétuo, um teve degredo temporário, alguns foram absolvidos. A sentença sobre os padres envolvidos na conjuração  permanece em segredo eclesiástico.


Tiradentes foi enforcado no Rio de Janeiro, em frente à Igreja da Lampadosa -nas proximidades da atual igreja da Candelária - na manhã do sábado 21/4/1792. 


Glória ainda que tardia


Em 1867,  foi erguido  em Vila Rica um monumento em sua   homenagem.  


Proclamada a República,  o dia 21 de abril foi declarado feriado nacional ,juntamente com o 15 de novembro.

Getúlio Vargas, em 1936 - no final do Estado Novo - exaltou a figura  heróica e o Marechal Castelo Branco, com a lei nº 4.897 de 09/12/1965, publicada no Diário da União, de 13/12/1965,fez de Tiradentes o "patrono cívico da Nação Brasileira".


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Quem foi o Alferes Xavier?


Quarto de sete irmãos, Joaquim José da Silva Xavier era filho do português Domingos da Silva Santos  e da brasileira Antônia da Encarnação Xavier.  


Nasceu em 1746, na  fazenda da família, em  Santa Rita de Rio Abaixo, entre a Vila de São José (hoje Tiradentes) e São João-del-Rei.  Aos 11 anos, órfão de pai, passou a viver com o  tio e padrinho, Sebastião Ferreira Leitão, cirurgião  e minerador


Foi vendedor ambulante e minerador e tornou-se técnico em reconhecimento de terrenos.


Alistou-se na tropa da capitania de Minas Gerais  em 1º de dezembro de 1775, diretamente no posto de Alferes. 


Nomeado pela Rainha Maria I   comandante da patrulha do Caminho Novo, estrada que ligava Minas  ao Rio de Janeiro.


Foi nesse momento que o Alferes Xavier (segundo-tenente na hierarquia moderna), começou a  refletir sobre a exploração a que a Corte submetia a Colônia  e passou a fazer críticas abertas à desigualdade entre o volume das riquezas extraídas pelos portugueses e a pobreza em que vivia nosso povo. 


Pediu licença do posto em 1787 e, enquanto articulava e organizava a revolta, começou a trabalhar no Rio de Janeiro, tentando aprovar projetos de canalização das águas dos rios Andaraí e Maracanã, de um  trapiche no porto, de armazéns para guardar cargas que ficavam a céu aberto e de uma linha de barcos fazendo a ligacão entre o Rio e Niterói, na Praia Grande.


Se a eterna burocracia nacional não tivesse emperrado os projetos pioneiros do Alferes, talvez nossa História tivesse sido outra.



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Samba enredo Exaltação a Tiradentes,cantam Ellis Regina e Elza Soares


 Escola de Samba Império Serrano, Enredo d desfile 1949

 https://www.youtube.com/watch?v=lW9bsKk1Qos

 

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RECOMENDO !!

O Tiradentes: Uma biografia de Joaquim José da Silva Xavier

Livro por Lucas Figueiredo

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Hegel quando ainda era Wilhelm


Hegel e seus alunos

A relevância atual  de Georg Wilhelm Friedrich Hegel  encontra seu ponto alto no XXXVI Congresso Internacional de Hegel,  a ser sediado na Universidade Roma Tre, na Itália, entre 1o  e  4 de setembro de 2026. 

O tema central, "Hegel Global", não é apenas um título acadêmico, mas um reconhecimento de que a dialética hegeliana é a ferramenta mais apropriada para dissecar  o cenário internacional contemporâneo.

 Nao pretendo focar na  Fenomenologia do Espírito e "traduzi-lo" através de uma biografia humana,mas desejo mostrar   como as mudanças na vida pessoal de Hegel e o contexto da época moldaram a transição de seu pensamento.

A Fenomenologia do Espírito (Phänomenologie des Geistes), publicada em 1807, é um dos pilares da filosofia ocidental. 
Nela, Hegel descreve o "itinerário" da consciência humana: uma jornada que começa na percepção sensorial mais básica e evolui até o Saber Absoluto

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"O idealismo, enquanto corrente filosófica, tem raízes antigas, sendo Platão (427–347 a.C.) considerado seu precursor ("pai do idealismo") ao defender que a verdadeira realidade reside no mundo das ideias, não na matéria. 

No entanto, o idealismo alemao, forma mais sistemática, foi desenvolvido por Immanuel Kant  (iniciador) e evoluído por Hegel"

fonte  do texto acima, em itálico, mundoeducacao.uol.com.br 

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Antes de se tornar expoente do Idealismo Alemão, Hegel era um jovem metódico, extremamente estudioso e apelidado de "o velho" pelos seus colegas.

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 Georg Wilhelm Friedrich Hegel nasceu em Stuttgart, em 27 de agosto de 1770, filho de Georg Ludwig Hegel, funcionário da Receita do Ducado de Württemberg. 

Casa onde nasceu, hoje Museu Hegel

Primogênito de três filhos,foi criado em um ambiente de alta religiosidade protestante. 

 Sua mãe,Maria Magdalena Louisa (nascida Fromm), que era bem educada, ao ponto de  lhe ensinar latim antes mesmo de começar a frequentar a escola, faleceu quando ele tinha 11 anos. 

Muito apegado à sua irmã, Christiane, que mais tarde desenvolveu um ciúme doentio da esposa de Hegel quando ele se casou aos 40 anos.

 imagem criada por IA.  Hegel menino

E cometeu suicídio três meses após a morte dele. Hegel, profundamente preocupado com a psicose da irmã,desenvolveu ideias de psiquiatria baseadas em conceitos da dialética.

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Formação Acadêmica e Interesses

O Hábito de Colecionar: Desde cedo, Hegel desenvolveu o hábito de fazer  fichas de tudo o que lia (o famoso Exzerpten). Ele não apenas lia; processava e organizava a informação em categorias.

  No Gymnasium Illustre de Stuttgart, Hegel se destacou como um aluno exemplar.   Foi ali que nasceu sua obsessão pela Sittlichkeit (eticidade) grega. 

Ele via perfeição na pólis grega-modelo de cidade-Estado da Grécia Antiga, caracterizada por ser uma unidade política, social e econômica totalmente independente e autônoma. Diferente do   ideal de harmonia que a modernidade havia perdido.

Também  se interessava por botânica, física e matemática, mostrando que buscava uma compreensão total da realidade.

O Seminário de Tübingen (Stift)

Este é o período mais crítico para a "transformação" de Hegel. 

Em 1788, ele ingressou no seminário teológico para se tornar pastor (vontade de seu pai), mas a teologia dogmática o entediava profundamente.

O Trio de Ouro: Hegel dividiu o quarto com Friedrich Hölderlin (o poeta) e Friedrich Schelling (o prodígio da filosofia). Essa amizade foi o motor intelectual de sua juventude.

A Revolução Francesa: Em 1789, a queda da Bastilha incendiou os corações desses jovens. Conta-se que Hegel, Schelling e Hölderlin plantaram uma "Árvore da Liberdade" em um mercado próximo e cantaram a Marselhesa.

O Perfil Discreto: Enquanto Schelling publicava obras brilhantes aos 19 anos, Hegel ainda era visto como alguém que "amadurecia devagar". Ele era o observador, absorvendo as crises políticas e religiosas da época.

 "Mestre de Casa" (Bern e Frankfurt)

Após o seminário, Hegel não quis ser pastor. Ele se tornou tutor privado (Hofmeister). Esse período é frequentemente chamado de seu "silêncio criativo".

Crise e Religião: Em Bern, ele escreveu textos (publicados apenas postumamente) sobre a vida de Jesus, tentando entender como a religião se torna uma "positividade" opressora em vez de uma força de liberdade.

A Transição: Foi nessa fase que ele deixou de ser apenas um estudioso dos clássicos para começar a desenvolver seu próprio sistema dialético, tentando reconciliar a razão iluminista com a espiritualidade.

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 Hegel morreu em14 de novembro de 1831, em Berlim, aos 61 anos. A causa da morte foi, segundo relatos da época, uma epidemia de cólera que assolava a cidade, embora alguns registros sugiram uma doença gastrointestinal. Foi sepultado no cemitério
Dorotheenstadt

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Abril,mês dos livros #tbt

  

 

 

Aprendi a ler antes de aprender a escrever ( suplemento dominical SINGRA  do Correio da Manhã e revista argentina PARA TI ,sentadinha no. famoso corredor da casa do Rio Comprido,para estimular os movimentos peristálticos) e continuo leitora voraz e apaixonada por livros, livros mesmo, companheiros na saúde e na doença, na alegria e na dor,quanto mais páginas...melhor.

Os trinta e um anos diante do computador (desde 19 abril de 1995) me fizeram assim meio pioneira da internet, navegando laptops,IPhones,tablets/Macbooks e outros quetais,mas que nem de longe competem com minha paixão.



Aprendi a ler antes de aprender a escrever e continuo leitora voraz e apaixonada por livros, livros mesmo, companheiros na saúde e na doença, na alegria e na dor,quanto mais páginas...melhor.

Os vinte anos diante do computador (desde abril de 1995) me fizeram assim meio pioneira da internet,laptops,IPhones,tablets e outros quetais,mas nem de longe competem com minha paixão.

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Antes de tomar a forma retangular e chegar aos nossos dias, os livros percorreram um longo caminho.


Os sumários, assírios e babilônios usavam pequenas tábuas de argila para  gravar os caracteres de sua escrita cuneiforme ou simbólica.

Os fenícios inventaram o alfabeto, que passou a ser escrito em um papel primitivo feito de linho, cânhamo e folhas da amoreira - uma invenção chinesa adotada, em 751 AC, pelos árabes. 

  Mais tarde, a informação passou a vir em rolos de pergaminho - os "volumen", palavra latina que significa cilindro.

 O aperfeiçoamento das técnicas fez surgir o "Codex" (código), livro na forma que conhecemos hoje, com uma capa rudimentar feita de "papier maché" (papel amassado).  

Em 1452, aconteceu a grande revolução: Johannes Gutenberg (1400/1468) criou os tipos móveis que permitiram a propagação do saber pela montagem diferenciada das páginas na imprensa. 
 Apesar dos progressos da informática, grande companheiro das horas de lazer, o livro é a chave para a porta de entrada nos vestibulares, concursos públicos e aprendizado de novos idiomas.

O mês de abril reúne 3 datas consagradas a este guardião do conhecimento, que armazenava todo o aprendizado humano,até a chegada da globalização: 
Dia Internacional do Livro, Dia Nacional do Livro Infantil e Dia dos Direitos Autorais.
O progresso tecnológico veio permitir o livro em CD, para ser ouvido em qualquer lugar e a qualquer momento. 

Os deficientes visuais também podem contar com bibliotecas inteiras em Braille.

2 DE ABRIL


Dia Internacional do Livro Infanto-Juvenil


Em homenagem ao contista, romancista e poeta dinamarquês HANS CHRISTIAN ANDERSEN , o dia de seu nascimento foi escolhido como o Dia Internacional do Livro Infanto-Juvenil.
Filho de um sapateiro muito pobre, era freqüentador assíduo de teatros. Foi ator, cantor e bailarino. Em 1822, seu talento foi descoberto por um dos diretores do Teatro Real e impressionou vivamente o Rei da Dinamarca, que patrocinou seus estudos.Cursou a Universidade de Copenhague, onde começou a escrever poemas, novelas, peças, livros de viagem e, principalmente, os contos que o tornariam famoso - Pequena Sereia, Patinho Feio, Soldadinho de Chumbo, entre outros). Andersen transformou em contos as histórias da tradição oral, acrescentando personagens e criando novas situações.
Afirmava que seu trabalho não era somente dedicado às crianças, pois a maturidade é que traz a compreensão do significado de um conto de fadas. 

Viajante apaixonado visitou à França, Itália, Portugal, Inglaterra e vários outros países europeus, além do Marrocos, na África.
A riqueza, a fama e o sucesso social não lhe subiram à cabeça. 

Assim como freqüentava a família real, lia suas obras para estudantes e prestigiava a Associação de Trabalhadores.  

No final da vida, reconheceu que sua história pessoal teve muito de conto de fadas. 

  Morreu em 4 de agosto de 1875 e foi enterrado na catedral de Copenhague, com a presença do Rei, da nobreza e de grande massa popular. 

  Em homenagem a Andersen, o Rei da Dinamarca instituiu em 1956 o prêmio Internacional de Livros para Jovens (International Board of Books for Young People – IBBY), considerado o mais importante em sua área, um “pequeno prêmio Nobel”. Lygia Bojunga Nunes (2000) e Ana Maria Machado (1982) foram as autoras brasileiras laureadas.
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Aprendi a ler antes de aprender a escrever e continuo leitora voraz e apaixonada por livros, livros mesmo, companheiros na saúde e na doença, na alegria e na dor,quanto mais páginas...melhor.Aprendi a ler antes de aprender a escrever e,desde então,os livros são meus companheiros fiéis.Os vinte e um anos diante do computador (desde abril de 1995) me fizeram assim meio pioneira da internet,laptops,IPhones,tablets e outros quetais,mas nem de longe competem com minha paixão.

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Antes de tomar a forma retangular e chegar aos nossos dias, os livros percorreram um longo caminho.


Os sumários, assírios e babilônios usavam pequenas tábuas de argila para  gravar os caracteres de sua escrita cuneiforme ou simbólica.

Os fenícios inventaram o alfabeto, que passou a ser escrito em um papel primitivo feito de linho, cânhamo e folhas da amoreira - uma invenção chinesa adotada, em 751 AC, pelos árabes. 

  Mais tarde, a informação passou a vir em rolos de pergaminho - os "volumen", palavra latina que significa cilindro.

 O aperfeiçoamento das técnicas fez surgir o "Codex" (código), livro na forma que conhecemos hoje, com uma capa rudimentar feita de "papier maché" (papel amassado).  

Em 1452, aconteceu a grande revolução: Johannes Gutenberg (1400/1468) criou os tipos móveis que permitiram a propagação do saber pela montagem diferenciada das páginas na imprensa. 
 
Apesar dos progressos da informática, grande companheiro das horas de lazer, o livro ainda é a chave para a porta de entrada nos vestibulares, concursos públicos e aprendizado de novos idiomas.

O mês de abril reúne 3 datas consagradas a este guardião do conhecimento, que armazenava todo o aprendizado humano,até a chegada da globalização: 
Dia Internacional do Livro, Dia Nacional do Livro Infantil e Dia dos Direitos Autorais.
O progresso tecnológico veio permitir o livro em CD, para ser ouvido em qualquer lugar e a qualquer momento. 

Os deficientes visuais também podem contar com bibliotecas inteiras em Braille.

2 DE ABRIL


Dia Internacional do Livro Infanto-Juvenil


Em homenagem ao contista, romancista e poeta dinamarquês HANS CHRISTIAN ANDERSEN , o dia de seu nascimento foi escolhido como o Dia Internacional do Livro Infanto-Juvenil.
Filho de um sapateiro muito pobre, era freqüentador assíduo de teatros. Foi ator, cantor e bailarino. Em 1822, seu talento foi descoberto por um dos diretores do Teatro Real e impressionou vivamente o Rei da Dinamarca, que patrocinou seus estudos.

Cursou a Universidade de Copenhague, onde começou a escrever poemas, novelas, peças, livros de viagem e, principalmente, os contos que o tornariam famoso - Pequena Sereia, Patinho Feio, Soldadinho de Chumbo, entre outros. 
Andersen transformou em contos as histórias da tradição oral, acrescentando personagens e criando novas situações.
Afirmava que seu trabalho não era somente dedicado às crianças, pois a maturidade é que traz a compreensão do significado de um conto de fadas. 

Viajante apaixonado visitou à França, Itália, Portugal, Inglaterra e vários outros países europeus, além do Marrocos, na África.
A riqueza, a fama e o sucesso social não lhe subiram à cabeça. 

Assim como freqüentava a família real, lia suas obras para estudantes e prestigiava a Associação de Trabalhadores.  

No final da vida, reconheceu que sua história pessoal teve muito de conto de fadas. 

  Morreu em 4 de agosto de 1875 e foi enterrado na catedral de Copenhague, com a presença do Rei, da nobreza e de grande massa popular. 

  Em homenagem a Andersen, o Rei da Dinamarca instituiu em 1956 o prêmio Internacional de Livros para Jovens (International Board of Books for Young People – IBBY), considerado o mais importante em sua área, um “pequeno prêmio Nobel”. Lygia Bojunga Nunes (2000) e Ana Maria Macha

Tiradentes, o Alferes Xavier

       Rumores, controvérsias e martírio    Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, militar, comerciante, topógrafo, dentista prático, p...

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