AÍDA JACOB CURI ,filha de Gattás Assad Curi (falecido na época do crime)e de D.Jamila Jacob Curi, imigrantes vindos de Saydnaya, na Síria,nasceu em Belo Horizonte e tinha quatro irmãos.
Ao ficar viúva, D.Jamila veio morar no Riachuelo ,bairro da zona norte do Rio.
Aída estudou como interna num colégio de freiras espanholas do bairro,o Educandário Gonçalves de Araújo
Aos 17 anos,saída do colégio,estava se preparando para começar a trabalhar , fazendo um curso de datilografia na Escola Remington,filial Copacabana,na Rua Miguel Lemos.
Ali ,havia um grupo de rapazes das chamadas “melhores famílias”,a "Turma da Miguel Lemos”, já bem conhecida por suas façanhas, entre elas ter ateado fogo a um morador em situação de rua que dormia,mas o caso foi abafado,sem registro policial.
A abordagem
Aída e uma colega de curso(de 36 anos), esperando ônibus para voltar à casa, foram abordadas por 4 jovens, entre 16 e 22 anos.
Um deles, tomou seu estojo com os óculos e, em seguida, sua bolsa.
A moça se recusa também a beijar o desconhecido,condição para que os objetos fossem devolvidos.
Segundo os autos do processo(”( fls. 516), a colega se afastou e Aída tentou recuperar seus pertences, seguindo os rapazes já perto da porta do Edifício Rio Nobre.
Lembro ao leitor que o Túnel Rebouças, que une as zona norte e sul da cidade, só foi construído na década de 70,assim sendo, havia anos-luz de distância entre um jovem da praia de Copacabana e uma menina do Riachuelo.
A “curra”(violação sexual) era prática não muito rara.
A violência física começou no hall social ,com a facilitação do porteiro do prédio ( com 27 anos,na época).
Duas testemunhas. que preferiram o anonimato. declararam ter ouvido gritos dentro do elevador.
Chegando ao 12º andar,os jovens entram no apartamento 1201, ainda em construção,sem luz e com entulho da obra.
Aída começou a ser agredida ,tropeçou nas esquadrias de madeira(fls 241 do processo) e desmaiou após lutar com os agressores.
Foi levada à cobertura, colocada sobre o peitoril e jogada.
Momentos depois, surgiram ,ao lado do cadáver,os objetos (bolsa,óculos,etc) .
A anágua (espécie de saia engomada para “armar” a vestimenta) e o soutien estavam rasgados.(fls 363 dos autos.)
Durante o processo,os réus declararam que Aída disse poucas palavras:
"Me deixem ir embora" e "Eu sou virgem".
No dia