Nota da Autora: A Memória e a Máquina
O texto que vocês vão ler nasceu de um exercício inédito para mim. Tenho uma memória fotográfica (também)dos meus tempos de menina no Rio Comprido, mas queria traduzir o exato compasso entre o fato cru daquele dia e a emoção inocente da minha infância.
Para isso, usei a Inteligência Artificial, não para criar a história — porque os fatos são rigorosamente meus —, mas como uma assistente de revelação fotográfica.
Eu entreguei os elementos reais: o dia 16 de julho de 1950, o bolo intocado da festa da prima , a ausência dos convidados que foram ao Maracanã e o fato de o artilheiro Ademir Menezes ser meu vizinho de bairro.
A tecnologia me ajudou a limpar os excessos e a moldar as palavras para que a emoção daquela tarde de silêncio ganhasse a luz exata.
O resultado dessa parceria entre a mente humana e os algoritmos é a crônica a seguir.
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Enquanto o Brasil ia ao Maracanã
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| Uruguai 2x 1 |
CONTINUA

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