sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Exposição Jorge Guinle Filho (1947-1987) no MAM-Rio


" Jorge Guinle- Belo Caos'
Exemplo e  porta-voz de uma geração,autor do texto crítico do catálogo da  mostra“Como vai você, Geração 80?” Jorge Guinle Filho é autor do livro que vai ser lançado hoje, 18 de setembro,quando da inauguração da exposicão ”Jorge Guinle-Belo Caos”  que chega MAM-Rio com 39 telas  e 23 desenhos (óleo sobre papel e grafite sobre papel) – do artista morto  em 1987.
Os curadores são Ronaldo Brito e Vanda Klabin e a mostra itinerou  também pela Fundação Iberê Camargo  e MAM-São Paulo.Durante 4 anos, Vanda garimpou acervos de colecionadores.

No Rio serão expostas 11 das 13 telas  que representaram o trabalho de Jorge na Bienal de São Paulo de 1983,inclusive “A última pincelada".

Como era rico e filho de playboy seu trabalho não era muito levado a sério e foi a partir daquela Bienal  que o artista teve seu reconhecimento avalizadoEm 1985,brilhou no Salão Nacional de Artes Plásticas com a obra “Copacabana não me engana”,uma versão  para o filme de Antonio Carlos Fontoura.(Copacabana me  engana)  Vanda Klabin está em negociações,organizando uma mostra na Cinemateca do MAM com outros filmes inspiraram o pintor.Mais trabalhos do artista (aquarelas,guaches,grafites e óleos) estarão na Galeria Mercedes Viegas, a partir de 22 de setembro. 

                                           Livro

 
"O livro “Jorge Guinle – Obras reunidas” (Barléu Edições) apresenta uma antologia importante de textos sobre o artista, selecionados por Vanda Klabin, e escritos por Ronaldo Brito, Paulo Sergio Duarte, Wilson Coutinho, Frederico Morais, Rodrigo Naves, Sergio Mauricio, e pelo próprio Jorge Guinle.  O livro trará ainda texto inédito de Roberto Conduru, e uma cronologia do artista escrita por Maria Lúcia Boardman Carneiro. Com 240 páginas e 164 imagens, o livro de 27cm x 26cm terá capa dura. O projeto gráfico é de Danowski Design. O editor, Carlos Leal, era um admirador do artista e está emprestando uma tela para a exposição.  “Jorge Guinle – Obras reunidas” terá 3 mil exemplares, e distribuição nacional"

.(divulgação)
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Serviço

Exposição “Jorge Guinle-Belo Caos”

 Museu de Arte Moderna -Av. Infante Dom Henrique, 85 - Parque do Flamengo.  18 de setembro a 08 de novembro de 2009, de terça a sexta, das 12h às 18h e aos sábados, domingos e feriados, das 12h às 19h.

Ingresso R$8,00.

 Estudantes maiores de 12 anos pagam R$4,00. Maiores de 60 anos R$4,00.

Amigos do MAM e crianças até 12 anos entrada gratuita.

Domingos : ingresso família, para até 5 pessoas: R$8,00.

A bilheteria fecha 30 min antes do término do horário de visitação  informações pelo telefone (21) 2240-4944.
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  OS JORGES GUINLE
(abril 2007)  
Jorge Guinle, Pai (1916-2004)  
Herdeiro dos construtores do Hotel Copacabana Palace, Jorge Guinle morreu pobre, vivendo de pequena pensão do INSS e de favores de amigos, aos 88 anos,  em 5 de março de 2004
Depois de assinar um termo de responsabilidade recusando ser submetido a uma cirurgia para retirar um aneurisma na aorta abdominal.
Voltou para o Copacabana Palace onde morava como convidado, mesmo após o hotel ter sido vendido ao grupo grupo Orient-Express Hotels, em 1989 e, após uma régia refeição, acompanhada do melhor champanhe francês, morreu enquanto dormia.
Não tinha o menor problema em nunca ter trabalhado. "Nunca precisei disso; não gosto de trabalhar, declarou numa entrevista.
No entanto, em 2002, assumiu seu primeiro emprego: guia turístico para brasileiros que visitavam a Europa e os Estados Unidos. Jorginho tinha 7 anos quando seu avô inaugurou o hotel (13.8.1923).
Publicada em 1997, sua autobiografia intitulada "Um Século de Boa Vida", conta as viagens que fez e os casos amorosos que teve com gente famosa ( as atrizes Marilyn Monroe, Rita Hayworth, Kim Novak, Hedy Lamarr , a dançarina Ginger Rogers entre outras).
Foi autor da primeira obra sobre jazz escrita no Brasil “Jazz panorama”. 

A construção do império econômico dos Guinle começou em 1870.
Em 1882 receberam a concessão do Porto de Santos, por 92 anos. Depois fundaram a Companhoa Docas de Santos, durante o auge da cultura e exportação do café.
Ao morrer, em 1912, Eduardo Guinle, avó do playboy ,deixou uma fortuna estimada em US$ 2 bilhões, em valores atuais.
Criado por uma babá suíça, cujo irmão era amigo de Lênin, Jorge Guinle (pai) refletia muito sobre as desigualdades sociais no mundo e tratava dinheiro como algo sem a menor importância, algo que existia para dar prazer e felicidade.
Baseado nesta teoria, gastou cerca de 20 milhões de dólares durante a vida. Estudou Filosofia no Collège de France.  

Jorginho, foi pai do o artista plástico Jorge Guinle, que morreu em decorrência da aids. Rompeu definitivamente com Dolores Sherwood, sua primeira mulher, quando ela se recusou a aceitar a decisão da justiça que dava ao companheiro do filho morto o direito de herdar seus bens.
Jorge Guinle, Filho (1947-1987)  
Jorge Guinle Filho nasceu na cidade de Nova York , mas veio para o Rio de janeiro aos 5 meses, onde morou até 1955. Neste ano, mudou-se para a Europa. Viveu em Londres e Paris, onde estudou pintura.
Em 1979, Guinle volta ao Rio de Janeiro e participa ativamente da vida cultural da cidade, sendo considerado mesmo o porta-voz do movimento Geração 80.
Sua vida produtiva como artista plástico foi de apenas sete anos: curtíssima mas intensíssima. "As pessoas se referem muitas vezes a Guinle como uma promessa, o que não é verdade. Ele realiza exatamente o projeto da arte", afirma Marco Mello, que organizou uma exposição em Curitiba e considera Guinle o grande nome de sua geração. “Uma das características marcantes do Jorge é sua impressionante intimidade com a história da arte”
O artista morreu em 1987, aos 40 anos, na cidade de Nova York, acompanhado, até o últmo momento por seu companheiro, o fotógrafo Marco Rodrigues.
Na foto,que deu capa de revista semanal, o artista está à esquerda. O espólio de Jorginho foi uma amostra do que é a alma humana,na história dos Guinle vista por dois ângulos.
Apesar de muitas vezes milionária, a mãe-a implacável Dolores Sherwood- americana casada com o suíço dono da  rede de hotéis Orient Express(entre eles  o Copacabana Palace,oh mistérios da vida!) apresentou um testamento em que ficaria com todos os bens do filho.
Em seguida,apareceu outro, tudo indica que o válido,em que 50%
dos bens ficariam para Marco, 25% para a mãe e 25% para o pai.
Este apoiava o genro,mas como estava em dívida com credores, repassou sua parte.
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Um comentário:

nina disse...

gostei mto da obra do jorginho e quero comprar o livro organizado pela vanda, como consegui-lo?
nina