terça-feira, 1 de novembro de 2016

2 de novembro - Dia de Finados

 


 

Todos são iguais perante a morte 

"Não fala com pobre, não dá mão a preto 

Não carrega embrulho

Pra que tanta pose, doutor

Pra que esse orgulho?

A bruxa que é cega esbarra na gente
E a vida estanca O enfarte lhe pega, doutor
E acaba essa banca
A vaidade é assim, põe o bobo no alto
 E retira a escada
Mas fica por perto esperando sentada
Mais cedo ou mais tarde ele acaba no chão
Mais alto o coqueiro, maior é o tombo do coco afinal
Todo mundo é igual quando a vida termina
Com terra em cima e na horizontal
"
A banca do distinto”, samba de Billy Blanco 

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Tradição do dia de finados no México 
No México,o Dia dos Mortos é uma celebração de origem indígena que honra os falecidos no dia 2 de novembro,coincidindo com as tradições católicas. E é uma das festas mais animadas da cultura local porque, segundo diz a lenda popular, mortos vêm visitar seus queridos.
As comemorações geram divisas, trazem turistas e atingem até o paladar:as caveirinhas de açúcar são as preferidas das crianças e bolos e comidas especiais são degustados nos cemitérios.

Na cultura popular mexicana,La Catrina é a representação bem humorada de uma dama da alta sociedade.Catrina é o feminino de catrin, que significa homem elegante em espanhol ,figura que se reporta às expressões pré-colombianas de luto.
O esqueleto usa um chapéu elegante, representando a alta burguesia do início do século XX e mostra que, na morte, as classes sociais se igualam.
La Calavera de la Catrina
 

É a Aí está a famosa obra de José Guadalupe Posada (1852-1913), água-forte sobre zinco, que faz parte de uma série

 de calaveras (caveiras). 
Manuel Marilia ,artista plástico mexicano,foi o precursor das representações humorísticas de esqueletos,que eram acompanhadas por poemas.









Origem do Dia de Finados na Igreja Católica
Desde o século II-visitando os túmulos dos mártires- as pessoas já homenageavam seus mortos queridos. Há um registro sobre o Abade de Cluny,futuro Santo Odilon que pedia aos monges que orassem pelos que morreram.
A partir do século V, a Igreja passou a dedicar um dia especial do ano quando eram feitas rezas por defuntos desconhecidos e esquecidos:a doutrina Católica Romana estabeleceu que uma pessoa morta não vai diretamente para o céu ou inferno,mas para um estado de purgação dos pecados chamado Purgatório.
Qualquer que tenha sido o comportamento do de cujus,mesmo tendo sido o mais perfeito dos mortais,precisava passar após a morte pelo funil do sofrimento,sendo liberado depois de oferecimento de contribuição financeira para a Igreja ou orações.
Com todo respeito,isso a as "indulgências' nada mais seriam que a versão precursora das “caixinhas”?


Os Papas Silvestre II (1009), João XVII (1009) e Leão IX (1015),passaram a obrigar a comunidade católica a dedicar um dia aos mortos. No século XIII o dia 2 de novembro ficou fixado,porque a véspera é a Festa de Todos osSantos.
No interessante blog de Leonor SMMC uma portuguesa amiga da nossa terra, (afresquinha.blogspot.com) que recomendo pelo seu belo conteúdo , entre outras preciosidades,encontrei material publicado no número 151 da revista brasileira “Caminhos da Terra”(Editora Peixes). 
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'Noite dos Mortos é uma das mais tradicionais e alegres festas do México. Envolve todo o país, e não há mexicano que não dedique uma oferenda ou um trago de tequila a uma alma querida nessa primeira noite de Novembro. 
Ao lado, um jovem de bigodes fartos recita poesia em voz alta sem se importar com uma família concentrada em orações junto a uma grande imagem da Virgem de Guadalupe. Caminhar entre os túmulos é uma aventura.’
Querendo entender os mistérios que movimentam multidões para esse carnaval fúnebre, chego a Tzintzuntzan, a grande capital dos índios purépchas no século 15, na região de Michoacán, em plena noite de 31 de outubro. Impressionado, imagino que inverteram o céu e a Terra. Tantas são as velas acesas, que parece ser muito mais do que todas as estrelas do universo. Cruzo o portal do antigo cemitério, decorado com flores amarelas e papéis de todas as cores, e me sinto como se estivesse sonhando.
Por entre os túmulos, iluminados por essa constelação de velas, passam por mim correndo crianças vestidas de caveiras, enquanto velhas senhoras riem transbordando felicidade. Grupos de homens com sombreros brindam com estardalhaço suas garrafas de tequila." 


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