segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Olympe de Gouze-feminista na Revolução Francesa e mártir

 
A voz das francesas oprimidas

Durante os fatos que culminaram com a Revolução Francesa,as principais manifestantes eram tricoteiras, pequenas comerciantes do Mercado Les Halles e pedintes. 


Todas elas revoltadas contra a miséria em que viviam,contrastando com a opulência do regime vigente,mas sem voz ativa.

Umas poucas,conscientizadas da oportunidade de combater pelos seus direitos,deram a seus atos a dimensão de militância feminista.
Ai surge uma personalidade marcante:Olympe de Gouzes que liderou movimento por uma vida mais digna para a mulher ,envolvendo-se nas  atividades revolucionárias (1789) e participando das sessões da Assembléia Nacional.  

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Nascida Marie Gouze, em Montauban,perto de Toulouse( sul da França),em 1748, pensava-se ser a filha do acougueiro da cidade.
Mas o pai era Lefranc de Pompignan,um nobre influente.Casada aos 16,logo ficou viúva. O que,para a época, era obter um certificado de liberdade.
Mudou-se para Paris,adotou o nome de Olympe de Gouzes, que lhe pareceu mais aristocrático e,embora sem cultura formal ,começou a ditar peças de teatro para seu secretário,logo encenadas pela Comedie Française, o teatro oficial que certificava os dramaturgos.Este aval era sempre necessário mas, no caso de Olympe,indispensável.por se tratar de mulher sensível às injustiças,atenta aos acontecimentos políticos,econômicos e sociais.
Era militante da causa da igualdade de sexos ,mas sempre por meios pacíficos,sem jamais se juntar aos ativistas enraivecidos da Revolução. 

 Parodiou a Declaração dos Direitos do Homem, na Declaração dos Direitos da Mulher, cujo artigo 1 era “a mulher nasce livre e equiparada ao homem em seus direitos” e o artigo 3 “o princípio de toda soberania reside essencialmente na Nação que nada mais é do que a reunião da Mulher com o Homem".
A sociedade não acompanhou os seus passos e, transformada em perigo para as instituições pelas quais tanto batalhou,foi capturada na rua por homens da confiança de Philippe d'Orléans,primo do  Rei e guilhotinada (1793) pelo crime de pedir o direito de subir a tribuna para representar as mulheres  de seu tempo.
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