terça-feira, 24 de maio de 2016

Isadora Duncan

Em cartaz, em São Paulo:  
"Isadora''   
Texto,  da atriz Melissa Vettore em colaboração com o ator Daniel Dantas e Elias Andreato ( diretor da montagem),
Quando: Sexta e sábado, 21h, domingo, 19h30. 75 min. 
Até 31/7/2016
Onde: Auditório MASP Unilever – Av. Paulista, 1.578, São Paulo, tel. 11 3149-5959
Quanto: R$ 40
Classificação etária: 12 anos

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"Os deuses cobram caro suas dádivas, a cada alegria corresponde um tormento”.
Isadora Duncan, 1878-1927
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A bailarina Isadora Duncan (Angela Dora Duncan) nasceu em San Francisco em de 27 de Maio de 1878 e teve uma infância atípica para a época. Abandonados pelo pai muito cedo ela, a irmã e os dois irmãos foram criados pela mãe admiradora de literatura, poesia, música e artes plásticas.
Em 1895, para ampliar seus horizontes, partiu com a mãe para Chicago, onde após um período de muita dificuldade (chegou a passar fome), foi notada pelo empresário Augustin Daly, diretor da maior companhia teatral dos Estados Unidos.
A partir dos 4 anos, frequentou um curso de ballet clássico. Isadora costumava dançar ao ar livre e na praia e, já aos 11 anos, dava aulas para as outras crianças com sua técnica muito pessoal e intuitiva, tendo abolido as sapatilhas de ponta que, no seu entender, deformavam a musculatura feminina.
A carreira deslancha
Assim, ajudava no sustento da família que passava por sérias dificuldades financeiras
A imprensa local publicou críticas altamente favoráveis à nova técnica corporal que surgia : dança e mímica, pequenos números acompanhados da leitura de poemas

Mesmo sem a certeza de um contrato compensador, mandou buscar a família. Trabalhou em várias produções - Mme Pygmalion, Sonhos de uma noite de verão e shows de vaudeville - submetendo-se aos critérios de Daly, que não permitia a nenhum de seus contratados que brilhasse mais que os demais.
Em 1924, deixa a América para sempre, desgostosa com o tratamento descriminatório que recebe. As autoridades não podiam tolerar o engajamento de uma cidadão americana com os ideais da revolução bolchevique. O casamento - conturbado pelo alcoolismo do casal e brigas constantes - termina com o suicídio de Serguei, em 1925.
Excursionando com a companhia, chegou a Londres onde começou a dançar em reuniões organizadas por damas da alta sociedade.
Alguns convidados destas socialites a levaram para Paris onde, finalmente, Isadora encontrou a aceitação que tanto buscava para seu estilo. Num momento em que a arte da dança se limitava apenas a entretenimento, Isadora mostrava às platéias um novo “vocabulário” no ballet e as grandes potencialidades do movimento corporal.
 As "Isadorables"
A Escola Duncan em Paris
A chegada de Isadora a Paris foi pontuada por apresentações em locais públicos - começava o dia dançando com o irmão no Jardim de Luxemburgo - e em sessões especiais para seus ricos e ilustres admiradores (entre eles o escultor Auguste Rodin).
Espírito livre, não acreditava em casamentos formais. Mas, ao encontrar o produtor teatral Gordon Graig viveu durante algum tempo uma relação tumultuada, de onde nasceu a menina Deidre.
Isadora e seus filhos
Com Paris Singer, um dos herdeiros do império das máquinas de costura, teve Patrick. Eram crianças adoráveis às quais Isadora pretendia passar o legado de sua arte.
Em 1913, uma tragédia alterou profundamente sua forma de ver a vida. Deidre e Patrick morreram afogados num acidente automobilístico no Sena, juntamente com a sua babá irlandesa. Um ano depois deu a luz a um terceiro bebê do sexo masculino ( que ela julgava a reencarnação de Patrick ) que morreu horas após o parto. Serguei
Após perder sucessivamente os 3 filhos, quase oito anos de afastamento completo se passaram.
Convidada pelo Comissariado da Educação, mudou-se para a Rússia, ocupando uma casa de dois andares, onde estavam matriculadas cerca de mil crianças.
Em 1921, fundou a Escola Soviética de Dança, em Moscou.
Reapareceu para a opinião pública ocidental em 1922, já casada com o poeta russo Serguei Yesenin, 17 anos mais moço.
No ano seguinte, viaja com o marido para Estados Unidos, na tentativa de retomar a carreira no país natal.

Isadora e Seguei
As Isadorables

Desde o início da carreira, Isadora sonhava investir parte de seus ganhos na educação de jovens, desenvolvendo novos talentos.
Em 1904, nove anos antes de perder os filhos, já havia começado a colocar em prática uma visão pioneira de educação
A primeira escola, em Grunewald (Alemanha) era dirigida pela sua irmã Elizabeth.Selecionava meninas pobres e cuidava de suas necessidades materiais e físicas, juntamente com ensino acadêmico tradicional. Estas meninas eram conhecidas como “Les Isadorables”, ou “The Isadorables”, um criativo jogo de palavras que faria sucesso em qualquer estratégia de marketing de nossos dias.

O estilo de Isadora dançar era baseado na improvisação de movimentos, na natureza e nas manifestacões culturais da Grécia Antiga.
As bailarinas também saltavam, corriam descalças e usavam túnicas de tecido leve, que modelavam suavemente as formas do corpo.
As moças passaram a ser consideradas como filhas e a acompanhavam nas apresentações e seis delas foram autorizadas a usar o sobrenome Duncan : Anna, Irma, Margot, Maria,Theresa e Lisa.
Espírito da Dança Moderna

Abalada com a sucessão de perdas afetivas que sempre se seguiam aos ganhos materiais e artísticos, Isadora tornou-se ainda mais extravagante, imprevisível e escandalosa para os parâmetros da época, ao apoiar novas tendências como o controle da natalidade e a alimentação vegetariana.
Aclamada como o espírito vivo da dança e discriminada pela postura transgressora, feminista, revolucionária, inspiradora de poetas e artistas, tornou-se um ícone.
Os últimos anos de Isadora Duncan foram vividos em Nice, na Riviera Francesa. Em 27 de maio de 1927, quando atravessava mais uma fase de decadência, morreu da mesma forma espetacular como viveu : estrangulada pelo écharpe que se prendeu às rodas do carro esporte sem capota em que viajava.
Desde a morte de Deidre e Patrick recusava-se a entrar em carros fechados.
Seus dois livros: “My life” e “The Art of Dance”, gravações de palestras e textos de artigos para jornais e revistas ficaram como legado para as futuras gerações de dançarinos.


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Vejam que tristes e que elucidativas as informações sobre a morte de Isadora

https://www.youtube.com/watch?v=n7yIC7I0TJM
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