quarta-feira, 18 de março de 2015

Aloysius -Aloïs- Alzheimer e a doença que leva seu nome

Com muita emoção-e apreensão-, assisti ao filme "Still Alice","Para Sempre Alice",em português.
Seu co-diretor,o cineasta independente Richard Glatzer, morreu semana passada em casa em Los Angeles, em decorrência de ALS/ Esclerose lateral amiotrófica.

Vale relembrar que  Julianne Moore, em um desempenho primoroso, venceu o Oscar 2015 de Melhor Atriz,como uma professora universitária a lidar com um precoce Mal  de Alzheimer.
Meu Pai,durante onze anos, guerreou contra o mesmo mal, cumprindo o triste roteiro que começou com algumas falhas de memória e terminou  com aquele homem forte e inabalável em posição fetal.
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                                        (1864 — 1915)
                                      Neuropsiquiatra

O nome de Alzheimer está ligado à "doença do cortex cerebral" que ele descreveu ,pela primeira vez, em 4/11/1906, na 37a.Conferência dos Psiquiatras Alemães, em Tübingen
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Aloysius -Aloïs- Alzheimer nasceu em 14 de junho de 1864 em Markbreit, aldeia próxima de Würzburg,no sul da Alemanha.
Era filho de Eduard Alzheimer e Theresia Alzheimer, sua segunda esposa. Casou- se em 1894, com Nathalie Geisenheimer.
Foi um brilhante aluno de medicina em Berlim, Würzburg e Tübingen.
Em Würzburg ( 1887), defendeu a tese de doutorado sobre "Glândulas ceruminosas"
Em 1888, era médico assistente num hospital de Frankfurt, especializado em doenças mentais e em epilepsia.
Os principais focos de interesse de Alzheimer eram a demência degenerativa,psicoses e psiquiatria judicial.
Este interesse era compartilhado pelo colega Franz Nissl, que conheceu em março de 1889.
Nissl introduziu Alzheimer nas técnicas histológicas para estudar patologias nervosas, usando anilinas coloridas-da química alemã e as impregnações de prata usadas pelos químicos italianos e espanhóis.
Na época, os distúrbios encontrados em pessoas idosas eram considerados normais e o termo usado para nomear essa condição era arteriosclerose.
No hospital de Frankfurt,em 25 de novembro de 1901,chegou a paciente Augusta D., de 48 anos., com sintomas variados: degeneração progressiva das faculdades cognitivas, perda de memória, inadaptação social,alucinações,comportamento imprevisível e confusão mental.
Foi esta paciente do Dr Alzheimer que o inspirou a estudar o mal que, em pouco tempo, iria se associar a seu nome.
Em 1907, Alzheimer publicou artigo sobre uma mulher de 51 anos,portadora de"doença grave característica do cortex cerebral'apresentando- nos primeiros sintomas de seu padecimento, "forte sentimento de ciúmes de seu marido".
Desorientada,mudava objetos de lugar em seu apartamento e achava que seria morta, o que a fazia gritar muito,Morreu quatro anos e meio depois .
Continua o neuropsiquiatra: "No centro de uma célula aparentemente normal,existem uma ou muitas fibrilações trazendo pela impregnação particular de um corante, a tonalidade prateada"
Eram as placas que,igualmente, viriam a tomar seu nome.
Em 1912,no apogeu de sua carreira, Alzheimer foi nomeado diretor da clínica psiquiátrica da Universidade Fridreich-Wilhelm de Breslau ( hoje Wroclaw,na Polônia).
Mas foi acometido,ele mesmo, de uma afecção degenerativa que o matou em 19 de dezembro de 1915,na cidade-sede da Universidade, onde trabalhava .
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