sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Invasões Francesas no Rio de Janeiro


Mapa da França Antártica


Uma tentativa de colonização

 


1555 Os franceses, que não respeitavam o Tratado de Tordesilhas e defendiam o direito da posse da terra por quem a conquistasse, pretendiam fundar uma “França Antártica”, no Brasil.
Seus objetivos eram garantir a exploração do pau brasil no litoral sul e encontrar espaço para que os protestantes franceses pudessem praticar sua religião em paz.
Foram derrotados pelos portugueses na Bahia ( governo de Duarte da Costa) mas o grande território e suas riquezas eram tentadores demais para serem desprezado nos primeiro “fora!”. 

Chefiados por por Nicolau Durand de Villegaignon fizeram nova tentativa no Rio de Janeiro, aportando na Baía de Guanabara.
Logo se aliaram aos índios Tupinambás que, com outras tribos indígenas, tentavam se livrar da escravidão imposta pelos portugueses.
A união destas tribos indígenas contra os portugueses ficou conhecida como Confederação dos Tamoios. 
Durante os combates, ocorreu a morte de Estácio de Sá, fundador da cidade do Rio de Janeiro. Para guardar a entrada da baía, os franceses construíram um forte ( Forte Coligny) na Ilha de Serigipe, que, mais tarde, foi batizada com o nome do invasor : Villegaignon.
Para resolver os conflitos com os índios, restabelecer boas relações com a Igreja e resolver de uma vez por todas a situação dos invasores, foi despachado para o Brasil seu 3º Governador Geral,Mem de Sá. 

Depois de dois anos de muita luta, a expulsão se efetivou em 1567, doze anos depois da chegada dos franceses.

1710

Em 1710, houve uma nova tentativa de invasão: o corsário Jean François Duclerc chegou ao Rio disposto a conquistar o território, mas foi logo derrotado pelos portugueses.
Em 21 de setembro deste mesmo ano, os navios de Duclerc entregam-se por ordem de seu capitão, que foi mantido como prisioneiro de guerra e preso em confortável casa na Rua da Quitanda, no atual centro da cidade, Em 18 de março de 1711, o capitão Duclerc é assassinado em sua prisão especial.

1711
O governo da França, indignado com o ocorrido, resolve revidar. 
Em 12 de setembro de 1711, chega ao Rio uma esquadra de 17 navios e 5.400 homens sob o comando do Almirante René Duguay Trouin que, literalmente, arrasa a cidade.
Durante dois meses os invasores ocuparam o Rio de Janeiro, pilharam lojas e expulsaram a população para o interior.
Depois de muitas negociações, os franceses conseguiram receber como resgate uma enorme soma em ouro e muitas outras exigências, inclusive moças donzelas. O governador Francisco de Castro pagou de seu bolso uma parte da soma exigida e sugeriu aos invasores que levassem toda a riqueza que conseguissem roubar, alegando que a população ao fugir, havia levado todos seus pertences e valores.
Em 4 de novembro, após receber a última parcela do valor estipulado como resgate, Duguay Trouin evacua a cidade. Em 13 de novembro, as tropas francesas partem do Rio de Janeiro deixando atrás um rastro de destruição
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A perspectiva histórica mostra que o Brasil nunca deixou de ser um objeto de desejo dos franceses, embora não tenham conseguido transforma-lo em colônia..
Mas a atraçao foi mútua.
Talvez daí também tenha vindo a francofilia em voga nos séculos 18 e 19, quando era “chic” falar francês nos ambientes aristocráticos(eu acho que ainda é!!). 

Até a 2a Guerra Mundial, o idioma era a segunda língua ensinada nas escolas. A simples menção do nome de Paris, igualmente, provoca suspiros e desejos de viagem, em qualquer brasileiro normal.

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