segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Atentado do RIOCENTRO


 O MPF considera que o atentado do RIOCENTRO ocorrido em 1981 não pode ser  prescrito-por se tratar de crime contra a Humanidade - e pede prisão de seis participantes 

Se o objetivo final se concretizasse,   haveria uma  catástrofe sem  precedentes . 




"Seis denunciados pelos procuradores Antonio Cabral, Andrey Mendonça e Marlon Weichert :os generais reformados Nilton Cerqueira, então comandante da Polícia Militar do Rio, e Edson Sá Rocha, que era chefe da Seção de Operações do Destacamento de Operações de Informações (DOI).
O ex-delegado capixaba Cláudio Antônio Guerra, que trabalhava no Departamento de Ordem Política e Social (Dops), e o major reformado Divany Carvalho Barros, que pertencia ao DOI do 1º Exército (DOI-1). Em depoimento, Barros assumiu que foi ao estacionamento destruir provas que incriminassem os militares.
O general reformado, Newton Cruz, que era chefe da Agência Central do Serviço Nacional de Informações (SNI), já tinha sido indiciado no inquérito de reabertura do caso, em 1999. 
Outro nome que reaparece é o do então capitão Wilson Luiz Chaves Machado, dono do carro onde a bomba explodiu e parceiro do sargento Guilherme Pereira do Rosário, único morto no atentado. Hoje coronel reformado, Machado já tinha sido denunciado outras quatro vezes, mas as provas foram desqualificadas pelo Superior Tribunal Militar (STM)."
Texto de Thaise Constáncio -Agência Estado




34 anos do Atentado do RIOCENTRO


O começo do fim da ditadura militar
Milhares de pessoas participavam do show em homenagem ao dia do Trabalho no RIOCENTRO(na zona oeste do Rio )e,em torno das 21 horas e 30 minutos do dia 1º de maio de 1981 ,a cantora Elba Ramalho saudou a multidão com a palavra de ordem "VOTE!!"
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E o castigo veio de Puma 



O entusiasmo do povo sufocou o estrondo que aconteceu no estacionamento do Pavilhão.
Um Puma chegou atrasado nesse exato momento para o início do show(a Barra da Tijuca era deserta) e o ataque a bomba ,que deveria ser executado, frustrou-se.

O motorista, então Capitão Wilson Dias Machado, com 33 anos na época,ficou gravemente ferido.
O potencial assassino(potencial?) hoje tem a patente de Coronel e é educador do Exército no Colégio Militar de Brasília
No banco do carona vinha o Sargento do Exército Guilherme Pereira do Rosário, 35 anos, pai de dois filhos.
Ele carregava a bomba que deveria explodir mais tarde e morreu na hora. A ditadura militar acusou os integrantes radicais da esquerda,mas a hipótese era totalmente sem propósito. 
Hoje sabemos que a patética estratégia foi montada pelo SNI e pelo CIE.
A segunda bomba também falhou.Jogada por cima do muro explodiu no pátio do Pavilhão do Riocentro e nem a luz foi interrompida.
Um casal de namorados,que teria morrido se o atentado desse certo, atendeu o ferido e o levou a um hospital próximo A moça era Andréa, uma neta de Tancredo Neves,irmã do ex- Governador de Minas,Aécio Neves. 
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