terça-feira, 28 de abril de 2009

Como funciona a pílula anticoncepcional

  O cientista austríaco Carl Djerassi (29/11/1923- foto)residente nos Estados Unidos desde o início da 2ª grande guerra, é considerado o pai da pílula anticoncepcional.
Retomando os estudos de um outro cientista austríaco - que nos anos 20 suspeitava ter a progesterona efeitos contraceptivos - Djerassi apresentou oficialmente o medicamento Enovid-R em 15 de outubro de 1951.
A aprovação do FDA americano veio, somente, em 1960, quando as primeiras cartelas começaram a ser vendidas nos Estados Unidos.
Os pesquisadores da equipe Carl Djerassi apresentaram ao mundo um novo padrão de liberdade : fazer amor sem o sentido bíblico. Um simples comprimido controlaria a fertilidade. Começou uma era inovadora do sexo fora do casamento na linha contrária ao pensamento da igreja católica e as mulheres ganharam o direito de administrar seus corpos. O amor livre foi a primeira revolução sexual da Era Moderna.
Nos dias de hoje, existem à venda centenas de contraceptivos, mas apenas seis compostos químicos são usados na fabricação. A pílula anticoncepcional se apresenta na fórmula composta com estrogênio e progesterona (pílula hormonal combinada) ou,
na fórmula mais simples (mini-pílula), apenas com progesterona.
Os estrógenos ajudam a controlar a menstruação, que é provocada em 25/28 dias e são os responsáveis por efeitos desagradáveis como aumento de peso, de tensão, dores de cabeça e inchação nas mamas, entre outros.
Estes efeitos são agravados em mulheres diabéticas ou fumantes - tabaco combinado com estrogênio pode provocar coagulações ou trombose. O fumo aumenta os riscos cardiovasculares da pílula.
A taxa de inibição de ovulação se mantém ainda em cerca de 97%, como nos primeiros tempos.
A pílula anticoncepcional não deve ser tomada sem receita médica e é contra indicada em casos de doencas no fígado, tumores, diabetes, hipertensão, tuberculose, etc
Existem basicamente dois tipos de embalagem : a de 21 comprimidos ( tomar diariamente até acabar, parar durante 7 dias, recomeçando nova carteira ao 8º dia) e a de 28 comprimidos (tomar diariamente até acabar a cartela, sem interrupção e iniciar outra no dia seguinte).
Se a usuária, por qualquer motivo, não ingerir o comprimido na hora habitual e se o produto usado não vem com instruções específicas para esta hipótese, então deve ser tomado assim que possível, antes de terem se passado 24 horas.
Após 36 horas, abandone o comprimido que faltou e, deixando ultrapassar 36 horas, continue a tomar a pílula no próximo dia como seria habitual.
Nos próximos dez dias, use também outro método anticoncepcional complementar - a camisinha, por exemplo.
A pílula pode perder a sua eficácia no caso de vômitos ou diarreia nas primeiras 4 ou 5 horas depois de ingerido o comprimido. Pode falhar também na presença de alguns antibióticos e antifúngicos ( rifampicina, rifabutina e griseofulvina) e de certos medicamentos para tratamento de ansiedade, nervosismo e convulsões (epilepsia).
Nunca use medicamentos sem consultar um médico.
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